Texas Selvagem - A. J. Teixeira. Com tecnologia do Blogger.

Pensamentos no SilvaTexas

12 de abril de 2011

A rotina de uma manhã de domingo, sem chuva.

Na ausência de motivos que obstassem à habitual reunião dos "carolas", o trio resolveu encontrar-se junto da Estação Ferroviária de Ermesinde, seguindo em viatura para plena via, junto ao apeadeiro de Cabeda, lugar que pertence à freguesia de Alfena, do concelho valonguense; colocando-nos estratégicamente na Ponte dos Sete Arcos. Claro que aos domingos de manhã as composições não são muitas, mas o local tem bastante sombra, pelo que convida a um pouco de descanso.
Sabendo antecipadamente os horários das composições, resolveu-se vir até ao "nosso pequeno santuário" de comboios; a Estação Ferroviária do Porto/Contumil e instalações da EMEF (Empresa de Manutenção do Equipamento Ferroviário) na parte que se encontrava franqueada e onde se acaba por ver um manancial de locomotivas, automotoras e carruagens.
Como desta vez vim a abrir o percurso entre Ermesinde e Contumil resolvi pregar uma partida ao "el comandante", tendo a consciência que ela seria inofensiva. Assim, vinha pela Circunvalação, virando para a Rua da Ranha e atravessando um pequeno (e apertado) túnel sob a Rua Nau Vitória. Embora viesse com os vidros fechados, por via do ar condicionado, consegui ouvir o nome que ele me chamou quando verificou que tinha de meter o seu precioso "Maseratti" naquele beco! Fica a promessa de não o voltar a fazer, embora soubesse que o bólide não o desiludaria.
E pronto, vai mais um corropio de fotos (como se diz lá para os lados das Beiras) que espero gostem e comentem (aceitando todas as críticas que visem uma melhoria pela minha parte).
Ao amigo João, o meu pedido de desculpas pela partida...ou pelo susto!



Monumento "ao ferroviário" que se encontra defronte da Estação
Ferroviária de Ermesinde, cidade e freguesia que pertence ao
concelho de Valongo. Embora a sua localização seja bem
central, muitos não saberão o significado, até porque a ausência
de legenda é total!

Vista parcial exterior do edifício ferroviário, que como os demais,
pertence à "Refer" (Redes Ferroviárias). 

Esta "UTD" (unidade tripla diesel) da série espanhola "Camello"
provinha da Estação do Peso da Régua e prossegiu a sua marcha
até à Estação do Porto/São Bento e tinha a numeração 059M.

O comboio  "areeiro" tracionado pela locomotiva eletrica da marca "Siemens"
com o número 4711, passa sobre a "Ponte dos Sete Arcos" a caminho do
entreposto de Irivo, na Linha do Douro.

Vista do viaduto, no sentido de Norte/Sul e que antecede o apeadeiro
de Cabeda.

Uma "UME" (unidade múltipla elétrica) da série 3400, atravessando a
"Ponte dos Sete Arcos" a caminho da Estação Ferroviária de Braga.

Se quiserem ter a maçada de os contar, verificam que, efetivamente,
a Ponte tem sete arcos em pedra e serve para a circulação no sentido
de sul para norte.

Estou em cima da dita Ponte dos Sete Arcos.


Velocidade máxima neste troço de noventa (90) quilómetros/hora,
uma vez que é uma zoma onde existem caminhos fazendeiros.

Confundem-se com os pedregulhos...mas que eles estão lá, estão!
É só descobri-los...(quem?)

Estavamos colocados ao quilómetro 5 da Linha do Douro.

Vista do canal  ferroviário de sul/norte. Pretendo deixar aqui um
aviso para os mais incautos, de que é proibida a circulação
pedonal pelas linhas e canais ferroviários. Nós fazemos isto graças
a uma credencial emitida pela CP e ainda assim de nossa conta e risco.

Uma dupla de "UTD" (unidade tripla diesel) da série espanhola
"Camello" encabeçada pela automotora com o número 058M
que terá como destino a Estação Ferroviária do Pocinho,
atual termo da Linha do Douro.

E pronto, eis-nos chegados a Porto/Contumil.
A locomotiva 1437 aguarda por algum trabalhinho! 

Estas já começam a ser uma relíquia. A locomotiva elétrica
da marca "Alstrohm" com o número 1944, sem qualquer
serviço.

A carruagem pertencente a uma composição espanhola "camelo" com
o número de registo 9-592-083-0, que havia sofrido um descarrilamento
na Linha do Douro.

A cabine de condução da referida carruagem que tem o
número 083M, já pronta a circular.

Várias locomotivas da marca "Bombardier" encabeçadas pela
número 1965. Ao lado carruagens fabrico "sorefame",
série 0600.

A única (!) locomotiva a diesel da série 1400 pintada na côr azul e
que já não presta qualquer serviço.

A locomotiva da foto anterior tem o número 1453.
Em primeiro plano carruagem da marca "Fiat" que
integrava o célebre comboio "foguete". Aqui as cores
foram alteradas para ser um comboio de socorro.

Como despedida...aí está a cabine de condução da locomotiva
diesel número 1453, que tão boa conta deu de si...

Mais parece a fábula da formiga e do elefante.
O locotrator da marca "Sentinel" afeto à EMEF
atrelado a uma locomotiva a diesel da marca "
Bombardier" que são as mais potentes que
circulam em linhas nacionais.

Várias carruagens de madeira que irão integrar o "comboio histórico"
que começará a circular no mês de Maio (?), entre a Régua e o Tua..

A "UDD" (unidade dupla diesel) com o número 0457 a aguardar
por melhores dias.

Uma composição "UTD" (unidade tripla diesel) da série 0600 que
também aguarda alguma decisão sobre o seu futuro.

Os comandos da referida composição da foto anterior.
Ela estava completamente franqueada.

Composição "Alfa Pendular" com o número 4004 estacionada
na seção dos "Alfas". Estas composições são as que
atingem maior velocidade nas linhas portuguesas, o máximo
de 240 quilómetros/hora.

As atuais coqueluches da ferrovia portuguesa. Os "alfas" e as
locomotivas elétricas da série 5600 da marca "Siemens". 

A locomotiva elétrica com o numero 5611.7, encabeçando um
"intercidades" com destino a Lisboa; com paineis publicitários
na parte lateral. Sinais do tempo de crise...

Já nos havíamos cruzado com ela em plena via, perto de Cabeda.
Depois de descarregar a areia em Irivo, ei-la de regresso.

Duas composições "alfa-pendulares" intercaladas com outra do
"intercidades".

As "UTD" (unidades riplas diesel) da série "camello" são
"non-stop" na Estação de Contumil. Esta tinha como destino
a Estação Ferroviária do Peso da Régua.

O "el comandante" junto a duas irmãs gémeas da série 0450,
pensando...deixa-me ver se consigo esconder-me destes dois
gajos que são como "sarna" (cola-se...e não despega). 

Pronto...só um bocadinho de sucata! Creio que o vagão
castanho já tem dono e irá ser remodelado(?).

Um vagão plataforma alto. Desconheço a sua finalidade....
Mas, como está, não terá grande utilidade, a não ser para
arrumações.

1 comentários:

Luis 12 de abril de 2011 às 14:53  

Mais uma caminhada pela ferrovia que se traduziu numa mão cheia de boas fotografias !!! Para Domingo próximo há mais.

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