Texas Selvagem - A. J. Teixeira. Com tecnologia do Blogger.

Pensamentos no SilvaTexas

9 de julho de 2011

Uma viagem até ao fim...da linha!

Desta vez não foi o trio "dos carolas", mas foi na mesma um trio - que só está desafado pela minha pessoa, dado que os outros dois são ferroviários de profissão - que madrugou (se fosse para trabalhar custava muito mais) e resolveu ir até ao fim da linha (do Algarve? do Alentejo? ou do Sul?), concretamente até Vila Real de Santo António, já que os comboios não vão a Vila Real de Santo António-Guadiana; estação esta sim, situada em pleno centro da cidade e em frente ao embarque dos ferrys que fazem a travessia para a outra banda (Ayamonte, em Espanha). Mas isto são temas que a mim me ultrapassam, embora nem sempre esteja de acordo com as atitudes tomadas pela nossa operadora ferroviária. Mas quem sou eu para criticar? Um amador de fotografia e amante do material ferroviário que está pronto a deslocar-se aos confins para se sentir realizado.
Passemos a um resumo da viagem, dado que as fotos irão ser minuciosamente explicitadas. Assim, na Estação Ferroviária do Porto/Campanhã apanhou-se o comboio alfa-pendular, a que corresponde a circulação 180, com saida às 05h47, que numa primeira etapa nos levou à Estação Ferroviária do Oriente (Lisboa), de onde partiu às 08h42 e que nos deixou na Estação Ferroviária de Tunes. O regresso foi efetuado da Estação Ferroviária de Faro, até à do Oriente,a bordo da composição "intercidades" a que correspondeu o comboio 674 (16h57) e daqui para o ponto onde havíamos iniciado no "intercidades", a que correspondia a composição numero 531, das 21h39, mas que já saiu com um atraso acentuado, não tendo conseguido recuperar esse tempo. A circulação regional com o número 5907 (11h42) transportou o grupo entre as Estações de Tunes e Vila Real de Santo António (não sem que houvesse um transbordo na Estação intermédia de Faro, vale lá saber-se porquê?).

1 - ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE FARO:

Conhecida simplesmente por "Estação de Faro" é uma interface da Linha do Algarve, que serve a cidade, concelho e distrito do mesmo nome.
No ano de 2005, esta interface detinha a classificação "C" da Refer (Rede Ferroviaria Nacional).
No mês de Fevereiro de 2010, esta interface acolhia serviços regulares de passageiros de tipologia "Regional", "Intercidades" e "Alfa Pendular", geridos pela transportadora "Comboios de Portugal-CP".
O edifício principal desta estação é composto por três corpos, um central com dois pisos e dois laterais térreos.
Esta interface providencia as informações sonoras aos passageiros nas estações e apeadeiros de Tunes, Albufeira, Boliqueime (terra natal do nosso presidente, Doutor Aníbal António Cavaco Silva), Loulé, Parque das Cidades e Portimão.
É servida por oito linhas de circulação, encontrando-se habilitada à execução de manobras de material circulante. As extensões das vias são de 388 (trezentos e oitenta oito), 268 (duzentos e sessenta oito), 228 (duzentos e vinte oito), 323 (trezentos e vinte três), 275 (duzentos e setenta cinco), 225 (duzentos e vinte cinco), e duas de 125 (cento e vinte cinco) metros (considerando a disposição local). Quanto às plataformas todas têm 90 (noventa) centímetros de altura, sendo os seus comprimentos de 340 (trezentos e quarenta), duas de 175 (cento e setenta cinco), 315 (trezentos e quinze), 285 (duzentos e oitenta cinco), 240 (duzentos e quarenta) e 80 (oitenta) metros.
A primeira composição a chegar à Estação de Faro, em 21 de Fevereiro de 1889, era formada por vários vagões de mercadorias, com o objetivo de testar a resistência da via. A 01 de Julho do mesmo ano deu-se a inauguração oficial da estação pela Família Real Portuguesa, fato que foi bastante celebrado na cidade. No mesmo dia, foi aberto à exploração o troço entre Faro e Amoreiras.

2 - ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE TUNES:

Simplesmente conhecida por "Estação de Tunes" é uma interface da Linha do Algarve, que serve a localidade de Tunes, concelho de Silves que integra o distrito de Faro.
No ano de 2005, esta interface dispunha da classificação "C" da Rede Nacional Ferroviaria (Refer).
Atualmente, esta interface acolhe serviços regulares de passageiros de tipologias "Regional", "Intercidades" e "Alfa Pendular", geridos pela transportadora "Comboios de Portugal-CP".
É servida por cinco vias de circulaçao, encontrando-se habilitada à realização de manobras de material circulante. Respeitando a disposição local, as extensões das vias são de 242 (duzentos e quarenta dois), 272 (duzentos e setenta dois), 375 (trezentos e setenta cinco), 393 (trezentos e noventa três) e 180 (cento e oitenta metros). As quatro plataformas da estação têm todas 70 (setenta) centímetros de altura e o comprimento de 306 (trezentos e seis), duas de 300 (trezentos) e 90 (noventa) metros.
No ano de 2005 a informação aos passageiros era feita na própria estação, porém, a partir do ano de 2007 e feita pela Estação de Faro. Esta estação contem uma "subestação de Tração", utilizada para fornecer energia elétrica ao material circulante.

3 - ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE VILA REAL DE SANTO ANTONIO:

É uma estação da Linha do Algarve, situada na periferia da cidade do mesmo nome, cujo concelho integra o distrito de Faro.
Funciona atualmente como estação términus da linha, por desativação do apeadeiro de Vila Real de Santo António-Guadiana, que se situava bem no centro da cidade e defronte ao cais de embarque dos ferrys que fazem a travessia do Guadiana até à cidade espanhola de Ayamonte.
Entrou ao serviço no ano de 1906 quando abriu o troço Tavira-Vila Real de Santo António da então designada Linha do Sul. O edifício tal como hoje o conhecemos foi projetado pelo arquiteto Cotinelli Telmo, tendo sido inaugurado no ano de 1945.

4 - ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE OLHÃO:

Simplesmente conhecida como "Estação de Olhão" é uma interface da Linha do Algarve, que serve a cidade e concelho de Olhão, que integra o distrito de Faro.
Possui três vias de circulação, tendo cada uma 275 (duzentos e setenta cinco) metros de extensão, tendo as três plataformas 114 (cento e catorze), 100 (cem) e 65 (sessenta e cinco) metros de comprimento; com duas delas a terem a altura de 35 (trinta e cinco) centimetros e a restante apenas 20 (vinte).
Nos nossos dias, esta interface acolhe serviços regulares de passageiros de tipologia "Regional", operados pela transportadora "Comboios de Portugal-CP".
Foi inaugurada em 15 de Maio de 1904, na presença de grande multidão; encontrando-se, nessa altura, nos limites da localidade, mas longe dos núcleos comerciais e industriais, o que hoje, face à expansão da urbe, não acontece, pois fica praticamente dentro do centro da cidade.
No último ano, a Estação de Olhão foi una das principais em termos de movimento de passageiros, no Sotavento Algarvio


Interior de uma carruagem "corail" que integrava o comboio
"intercidades" que trouxe o grupo desde a Estação Ferroviária de Faro
até à Gare do Oriente (Lisboa).

Na "Gare do Oriente", à noite, una carruagem de dois pisos que
integrava uma composição da "Fertagus" - o comboio da Ponte.

Vista parcial noturna da "Gare do Oriente", em Lisboa.

Edifício do "Centro Comercial Vasco da Gama" que fica
defronte da Gare do Oriente. Quer o edifício ferroviário,
quer a superfície comercial possuem arquitetura
vanguardista.

Parte frontal de uma composição de dois pisos que pertence
ao operador ferroviário "Fertagus". No nosso país só este
operador utiliza este material circulante.

Antigo cais de mercadorias da Estação Ferroviária de Álcacer do Sal,
podendo ver-se duas vagonetas em linha de topo, que pertencem  à
"Refer" (Redes Ferroviárias Nacionais).
Esta estação é uma interface da Linha do Sul que se situa no concelho
com o mesmo nome, distrito de Setúbal e que foi inaugurada em 25
de Maio de 1920, prestando serviços "Regionais" e "Intercidades"
de passageiros.

Pormenor dos cais de embarque dos passageiros na Estação Ferroviária de
Álcacer do Sal. Note-se que as plataformas estão separadas pelas escadas
que dão acesso às diferentes linhas; isto é, permite a saída dos
viajantes por ambos os lados das composições.

Duas dresines de via larga que se encontracam aparcadas na linha de
topo daquela estação. Este material está afeto às "vias e obras" e
pertence à "Refer" (Redes Ferroviárias Nacionais".

A composição "intercidades" que transportou o grupo desde a Estação
Ferroviária de Faro até à Gare do Oriente, era tracionada pela
locomotiva elétrica da marca "Siemens" com o número 5612.5.

Estação Ferroviária da Funcheira, cujo edifício tem um arquitetura diferente
das demais desta linha. "Concordância da Funcheira" é um segmento do
sistema ferroviário português, situada nas freguesias de Garvão e Pamóias,
ambas do concelho de Ourique. Fecha o triângulo da bifurcação onde se
juntam as Linhas do Alentejo e a do Sul.

O autor do blogue que aqui aparece...não sei bem porquê!|

Depósito de água existente do lado oposto ao da gare de passageiros da
Estação Ferroviária da Funcheira.

Apeadeiro da Luz, também conhecido por Estação da Luz ou ainda por
Estação da Luz de Tavira é uma interface ferroviária da Linha do Algarve, que seve
a freguesia de Luz de Tavira, concelho de Tavira e distrito de Faro.
A sua inauguração data de 31 de Janeiro de 1905 e apenas permite
cruzamentos de composições. 

Apeadeiro de Fuzeta, situado bem no centro da localidade. Embora as
composições por aqui parem, não permite cruzamentos.

Agora a Estação Ferroviária de Fuseta-Moncarrapacho, conhecida simplesmente
por Estação da Fuzeta ou da Fuseta é uma interface da Linha do Algarve,
que serve as localidades de Fuseta e Moncarrapacho, ambas do concelho
de Olhão, distrito de Faro e que foi inaugurada em 01 de Setembro de 1904.
Apenas possibilita cruzamentos, pois só tem duas linhas. 

Frontaria principal da Estação Ferroviária de Tavira, que foi inaugurada em
10 de Março de 1905 e que possui três vias de circulação.

Agora vista lateral da mesma estação que serve a cidade e concelho do mesmo
nome, no distrito de Faro. No largo exterior desta estação existe um
monumento em bonze homenageando "os emigrantes".

Estação ferroviária de Conceição, freguesia que pertence ao concelho
de Tavira, A localização desta estação, em relação à localidade
é excelente. Possui uma linha de topo e duas de circulação.

O pequeno edifício da Estação Ferroviária de Cacela, que serve a freguesia
de Vila Nova de Cacela, do concelho de Vila Real de Santo António.
Hoje está reduzida a um simples apeadeiro. No entanto, aquando da
sua inauguração, no ano de 1906, dispunha de armazém para mercadorias com linha
de resguardo e permitia o cruzamento de composições.
Situa-se concretamente no PK 384,050 da Linha do Sul.

Fachada principal da Estação Ferroviária de Vila Real de Santo António,
que fica localizada fora do centro da cidade e é o termo da agora chamada
Linha do Algarve (pois a do Sul termina na Funcheira), embora os
marcos quilométricos estejam errados, pois consideram até aqui como
Linha do Sul. 

Edifício do "Centro Cívico António Aleixo", que serve de biblioteca e
para outros fins culturais. Em primeiro plano o meu amigo e
acompanhante ferroviário, o ilustre António Bento Feijó. 

Vista da frontaria do edifício da Câmara Municipal de Vila Real de
Santo António. 

Interessante fonte localizada em frente da marina de recreio e em
pleno jardim central de Vila Real de Santo António.

O ferry que faz as viagens entre as cidades portuguesas de Vila Real
de Santo António e espanhola de Ayamonte. Tem matrícula e nome
espanhol. 

O edifício da capitania do porto, que foi a antiga delegação aduaneira.
Novamente o amigo Feijó ficou na foto...penso que ele não se
aborrece por estas brincadeiras...

Vista parcial das embarcações que se encontravam amarradas na
marina de recreio.

O Rio Guadiana com a cidade espanhola de Ayamonte em fundo.
Um dos acessos à marina de recreio.

Interessante sinal que indicava a presença de um aparelho de mudança
de linha manual (agulha) que à noite era iluminado. 

O degradado edifício que era a Estação Ferroviária de Vila Real
de Santo António-Guadiana, hoje sem qualquer utilidade.

Mais de perto, o mesmo edifício que se situa em pleno centro da cidade
e defronte da marina. É notório o estado de abandono de toda a área
envolvente.

O edifício, na parte virada para o cais de embarque dos passageiros
da Estação Ferroviária de Vila Real de Santo António.
A "UDD" (unidade dupla diesel) - aqui circulam apenas em dupla -
da marca "sorefame", série 0600 que trouxe o grupo desde a Estação
de Faro.  

Vista lateral do edifício ferroviário de Vila Real de Santo António, na
parte virada para o cais de embarque.
De notar a presença do administrador da "Luisfer", o ilustre Luís Moreira
que deu o prazer ao grupo de o acompanhar entre as estações ferroviárias
de Olhão e Vila Real de Santo António e volta. É um "expert" em
matéria ferroviária, pelo que o grupo saiu valorizado desse encontro.

Estação ferroviária de Castro Marim, que serve o concelho
do mesmo nome no distrito de Faro. Como a maior parte das estações,
esta também se encontra encerrada, pelo que é o revisor - que
aqui vemos à janela - que dá ordem de avanço. Esta estação
apenas permite cruzamentos.

Estação Ferroviária de Tavira, de que já foi feita uma resenha no
texto que antecede as fotos e que se localiza bem no centro da
cidade.  

Vista tirada para o canal ferroviário, através da cabine de condução,
à partida da Estação Ferroviária de Tavira.


Antiga estação ferroviária do Livramento, que agora está transformada em
simples apeadeiro e que pertence ao mesmo concelho de Tavira.



Estação Ferroviária de Olhão, onde entrou e saiu o nosso amigo Luís
Moreira, a quem o grupo muito agradece.
Desta estação já foi feita uma resenha no texto anterior às fotos.

Vista parcial da cidade de Olhão e da sua marina de recreio.

Vista geral da Estação Ferroviátia de Faro, de que já foi feita uma resenha
antes das fotos.

Nesta estação houve mudança de composição, embora continuássemos
num regional da série 0600.

Muitos turistas e viajantes sairam de uma composição e outros
tomaram a que transportou o grupo.

Estação Ferroviária de Loulé-Praia da Quarteira.
É simplesmente conhecida por "Estação de Loulé", sendo uma interface da Linha do
Algarve, que serve as localidades da Quarteira, freguesia; e o concelho de
Loulé. Foi inaugurada no ano de 1889, sendo servida por três linhas de
circulação 

Vista lateral do edifício ferroviário de Tunes, freguesia que pertence
ao concelho de Silves e onde a composição "alfa pendular" deixou
o grupo na primeira etapa da viagem.

Continuando na estação de Tunes, vêm-se os edifícios que foram
os antigos dormitórios da CP., e uma vagoneta em linha de topo
pertencente à "Refer".


Estação Ferroviária de Albufeira/Ferreiras, também conhecida por "Estação de Albufeira"
ou "Estação de Ferreiras", é uma interface da Linha do Algarve, que serve as
localidades de Albufeira e Ferreiras, no concelho de Albufeira, distrito de Faro.
Situa-se na freguesia de Ferreiras, a cerca de seis quilómetros de distância do
concelho de Albufeira, dispondo de um serviço de táxis.
Foi inaugurada em 01 de Julho de 1889.

Dresine de via larga, já objeto dos "grafities" e que se encontrava
aparcada em linha de topo da Estação Ferroviária de Tunes.
Penso que quem faz isto ao material ou edifícios ferroviários são
os filhos dos papás "queques". Gostava de ver se os quartos
deles também estão grafitados...

Frontaria principal do edifício da Estação Ferroviária de Tunes, que já
foi descrita minuciosamente no texto que antecede as fotos.

Uma composição do "Metro ao Sul do Tejo" no viaduto à saida
da Estação Ferroviária do Pragal e que se dirigia para Almada.

A "UTE" (unidade tripla elétrica) com o número 2276 que fazia um
"regional de Lisboa", na Gare do Oriente.

Em plena luz do Sol, a Gare do Oriente no sentido de Norte para Sul.

Composição que pára em todas e pertence aos "comboios suburbanos de
Lisboa".

Homenagem ao primeiro filme sonoro português "Aniki-Bóbó" do
já longinquo ano de 1942. 

Composição "alfa pendular" número 4009 que transportou o grupo
desde a "cidade imvicta" até Tunes, com uma paragem de vinte
minutos na Gare do Oriente.

Esta composição homenageia o centenário cineasta português, felizmente
ainda entre nós, Manoel d'Oliveira.

4 comentários:

JS Trains 10 de julho de 2011 às 23:00  

Caro amigo grande viagem e muitas fotos , valeu a pena levanta-se cedo e ir até ao fim de Portugal ...
Gostei de ver as fotos e a descrição da viagem .

Damião Vieira 11 de julho de 2011 às 20:31  

Muito bom, vale a pena o esforço, com um bom texto acompanhar antes e durante as fotos. Parabéns amigo.
Um abraço.

Luis 11 de julho de 2011 às 20:33  

Caro Texas,

Mais uma gloriosa viagem pelos caminhos de ferro de Portugal !! Imagino a maravilha que não foi...
Abraço

Luis

Dias,  17 de julho de 2011 às 03:58  

Atenção que existem incorrecções nas legendas de algumas fotografias!!

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