Texas Selvagem - A. J. Teixeira. Com tecnologia do Blogger.

Pensamentos no SilvaTexas

17 de novembro de 2010

Linha ferroviária de Leixões


A linha ferroviária de Leixões é de bitola larga, eletrificada, mas de via única. Quanto ao transporte de passageiros tem início na Estação de Ermesinde, passando por São Gemil (a primeira no concelho de Valongo e a segunda no da Maia), São Mamede de Infesta e termina em Leça do Balio (estas duas no concelho de Matosinhos). Quanto ao transporte de mercadorias ela começa na Estação Ferroviária de Contumil (concelho do Porto) e termina na Estação de Leixões (que serve o porto com o mesmo nome e que igualmente se situa no concelho matosinhense).
Acontece que hoje, domingo de manhã, dia 14, o grupo dos "três carolas": eu (texasselvagem), o "el comandante" (j s trains) e o "filósofo/historiador" (cantinho/comboios), com a anuência de Sua Excelência Reverendíssima (o São Pedro), resolveu fazer o itinerário...mas de veículo.
Começou-se pela Estação Ferroviária de São Mamede de Infesta que se situa na Avenida da Estação, encontrando-se concessionada pela "Refer" ao grupo "motard" local (100...pre a trinta), pelo que se encontra razoavelmente bem conservada, mantendo os seus azulejos que representam paisagens da cidade do Porto ou tarefas agrícolas. Esta estação apenas permite cruzamentos de composições (só nos dias úteis). Como tal assistimos à passagem da UTE (unidade tripla elétrica) 2265 que pertence aos comboios suburbanos do Porto e que popularmente são chamadas por (Lili Caneças) - novas por fora, mas adaptadas de material que havia sido já desativado.
Daqui seguimos para a Estação Ferroviária de Leça do Balio que se encontra completamente encerrada e que possui alguns azulejos que começam a dar provas do abandono a que a mesma está sujeita. Ao contrário da maioria esta estação situa-se na Avenida Engenheiro Ezequiel de Campos e além de permitir cruzamentos, possui mais duas linhas de resguardo.
Por ironia do destino viemos encontrar novamente a mesma "UTE" com que já tínhamos cruzado! Efetivamente deve ser um itinerário desgastante para o maquinista, pelo menos aos domingos, em que a composição andava cheia de...lugares vazios (era o maquinista e o pica).
Desta vez, devido ao tempo e também a afazeres familiares de um dos elementos do grupo, o nosso passeio resumiu-se a isto, não sem antes termos confraternizado com "uns pingos e uns descafeínados, acompanhados de qualquer coisa um pouco mais doce".
Fica a promessa de uma deslocação mais longa para o próximo domingo, permita-nos Deus e o seu ajudante São Pedro, pois que fazer fotografia ferroviária com chuva não será muito viável nem agradável; sendo que, desde que nenhum de nós tenha imprevistos, a reunião far-se-á num qualquer local onde haja material ferroviário.
Teixeira da Silva, AJ
(wild texas, para o grupo)


Azulejo colocado na frontaria virada para a Avenida, vendo-se em fundo
a Ponte Dona Maria Pia (desativada atualmente) e que foi a antiga
travessia ferroviária entre as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia.

Outro azulejo colocado na mesma frontaria e representado
um cena campesina duriense.

Novo azulejo na mesma frontaria onde se vê uma "junta de bois" na
faina de semeadura.

Quilómetro 10 (dez) da Linha de Leixões, a contar da Estação Ferroviária de
Ermesinde.

Está explicado. Sentido para quem vem de Ermesinde para Leça do Balio.

Confirmação feita. Estamos na Estação Ferroviária de São Mamede de Infesta.

Sentido oposto. Agora para quem vai para Ermesinde.

Vista parcial da fachada virada para o cais de embarque.

Vista geral da Estação Ferroviária de São Mamede de Infesta ricamente
decorada com os azulejos agora virados para o cais de embarque.

Vista parcial tirada do cais de embarque e no sentido de Leixões (Leça
do Balio)

Alto lá! Semáforos a funcionar, barreiras a descer e campainha a tocar,
o que vem lá?

...E eis que, sorrateiramente, se aproxima a "UME" que irá parar na estação, só
para aguardar o sinal de marcha, pois não entrou nem saiu qualquer passageiro.

Pronto. Aí está a "Unidade Múltipla Elétrica" com o número 2265
estacionada.


 
Parte frontal, com a cabine de condução, da "UME" e por onde
se pode constatar o número e verificar que este material
não tem batentes de encosto!

Frontaria principal virada para o cais de embarque. Estação bem conservada
devido à concessão efetuada pela "Refer"

Ano da inauguração da estação (1934)

Passagem para a via única, devido ao fim do espaço físico da estação.

Foto tirada em plena via do lado de Leça para São Mamede.

Passagem de nível devidamente automatizada. Podem atravessá-la à
vontade, pois a composição ainda tem que ir a Ermesinde, fazer a sua espera e só
depois é que volta...

O pequeno edifício que foi o depósito das mercadorias e que
se encontra em obras de beneficiação. Aqui chegou a haver
uma linha de resguardo.

Azulejo representado a balaustrada existente na Avenida de Montevideu
na Foz do Douro, Porto.

Azulejo representado um barco rabelo, algures no Rio Douro.
O relógio,  infelizmente, parou no tempo...

"C.F.E."? Caminhos de Ferro do Estado!


Uff! Isto é que foi correr...Chegamos à Estação Ferroviária de Leça do
Balio e a mesma composição com que já havíamos cruzado
anteriormente já lá se encontrava.
Foto tirada sobre um viaduto pedonal que atravessa esta estação.

Com 
Prova efetuada. Edifício da Estação Ferroviária de Leça do Balio.

Caminhos de Ferro do Estado. É lamentável o estado a que se deixa chegar
as estações que não foram objeto de concessão. Vivamos com o
"Estado" que temos!

Ao invés do que é habitual, a estação situa-se na Avenida...Doutor Ezequiel
de Campos. Vê-se parcialmente o viaduto que atravessa a estação e que
é pedonal.

Azulejos representando cenas campestres que se encontram a toda a volta
do edifício, mas que começam a denotar simais evidentes de abandono!

As duas linhas de reserva que servem para os "mercadorias" que por
lá passam em grande número aos dias úteis.

Calço mecânico que serve de travão  para os vagões.

Velocidade máxima permitida neste troço é de 45 Km/h.

Fim de catenária. A linha não pode ser usada por composições
elétricas, depois deste sinal.

Antiga casa que servia de habitação à guarda da passagem de nível.
Ambas estão desativadas, uma vez que a passagem agora é só pedonal.

Esta estação chegou a ter o primeiro prémio no ano de 1945, como
sendo das que tinham os jardins melhores tratados. O azulejo ficou
lá para a posterioridade!

Estes foram os edifícios dos lavabos (retretes)!

Quilómetro 13 da linha de Leixões. Começamos no quilómetro 10 (lembram-se?)

Quadro existente na fachada que representa uma cena de pastorícia.
O abandono começa-se a fazer notar...

Do fim para o princípio...Vista desde a  Estação de Leça do Balio para a de
São Mamede de Infesta.

3 comentários:

João Silva 17 de novembro de 2010 às 17:12  

Amigo Teixeira a minha terra ( S.Mamede ficou bonita ).
Tem boas fotos mas.... lembre-se sempre: as fotos " tortas " não as coloque .Procure sempre que fiquem bem enquadradas , direitas e sem nada a tirar a visibilidade. Entendeu ??

Um abraço

Luis 17 de novembro de 2010 às 23:14  

Caro Chefe dos Alfas,

Mais um conjunto de fotografias de uma manha bem proveitosa !!! Foi 2 em 1 .Para a semana há mais..se S. Pedro permitir !!

Damião Vieira 20 de novembro de 2010 às 01:48  

De facto um bom conjunto de fotos a provar que devíamos cuidar mais do é nosso.Reparei que ainda não apareceu um melga que anda por aqui a comentar, é pior que o padre da freguesia.

Um Abraço

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