Texas Selvagem - A. J. Teixeira. Com tecnologia do Blogger.

Pensamentos no SilvaTexas

5 de janeiro de 2011

Estação Ferroviária de Águeda

Ano Novo, vida nova! Bem, no caso do grupo de os "três carolas", eu (texasselvagem), o "el comandante" (j s trains) e o "filósofo/historiador" (Cantinho dos Comboios), esta máxima não se aplica. Com efeito, começamos o ano como havíamos terminado o anterior - fazendo fotografia ferroviária. Mesmo sem credencial, fintamos a falta da mesma , deslocando-nos a Estações Ferroviárias que se encontrem encerradas, mas com circulação.
Foi isso mesmo que se fez hoje (dia 02) de manhã, cuja viagem teve como destino a cidade de Águeda, distrito de Aveiro.
A estação ferroviária de Águeda é uma interface do Ramal de Aveiro, sendo apenas servida pelos serviços regionais do operador CP - Comboios de Portugal. É a única ferrovia ainda em circulação de bitola métrica (linha estreita).
O Ramal de Aveiro - de que a referida estação faz parte integrante - foi concluído em Setembro de 1911. Em 1933, foi realizada, nesta estação, uma exposição de âmbito regional, no contexto do I Congresso Regional Ferroviário.
Este ramal encontra-se atualmente em funcionamento, sendo que o troço entre Aveiro e Águeda tem onze comboios diários, em cada sentido, dos quais dez seguem até Macinhata do Vouga (onde existe uma secção museológica) e desses, seis seguem até à última estação (Sernada do Vouga). Apenas um tem ligação com Espinho, podendo-se, assim, considerá-lo uma espécie de linha suburbana da cidade de Aveiro.
Na sua extensão existe o túnel de Eirol com setenta e quatro (74) metros e várias pontes, como a de Azurva com vinte e oito (28), a de Araújo com 14 (catorze), a do Rio Águeda com sessenta e quatro (64), a do Marnel com vinte e três (23) e a de Sernada com cento e setenta três (173) metros. Na sua paisagem pode-se admirar o Rio Vouga e a Pateira de Fermentelos.
Passando agora à viagem, como sempre, a concentração deu-se na Estação Ferroviária do Porto/Campanhã, para se apanhar o comboio "intercidades" a que correspondia a circulação número 620 com partida às 8h52, que nos transportou até à cidade de Aveiro. Aqui tomou-se lugar na UDD (unidade dupla diesel) da série 9600, que é o pior material circulante em linhas portuguesas (nem o símbolo da empresa é exibido nas composições). Neste ramal a velocidade máxima nunca ultrapassa os 50 quilómetros/hora. O regresso ao ponto de partida foi efectuado através de UME (unidade múltipla elétrica) a que correspondia a cirulação número 5110.
Mais uma manhã onde fomos atrás de comboios e que, enquanto o grupo se mantiver coeso e o tempo permitir, faremos todos os domingos.
Convém referir que Águeda é a terra natal do poeta Manuel Alegre, atual candidato à Presidência da República Portuguesa.
Teixeira da Silva, AJ

texasselvagem



A vaca que existe na saida que dá acesso às linhas de via métrica,
ou seja do Vale do Vouga. Encontra-se sob as plataforrnas ferroviárias! 

A dita vaca designa-se por "Urban Cow". Aí está a legenda com
o significado e o respetivo autor!

Estação Ferroviária de Aveiro. Linhas de via métrica (isto é, de
bitola de 1000 metros)  por onde circula - terminando a sua marcha -
o centenário "Vouginha".

E eis que chega uma composição de duas "UDD" (unidades duplas
diesel) da série 9600, que é o pior material circulante ao serviço do
operador ferroviário CP - Comboios de Portugal - e que fazem toda
a atual extensão da Linha do Vouga (Aveiro-Sernada-Espinho).

Cabine de condução da "UDD" que nos transportou de Aveiro
até Águeda (note-se que estas composições não possuem o
símbolo da CP). 

O gupo viajou a bordo da carruagem (automotora) com o número 039631-8

Paragem na estação de Eirol; vendo-se o início do único túnel existente
neste troço. Em todas as estações (que estão fechadas) o revisor tem
de sair do comboio e ir telefonar para a próxima estação, visto que a
circulação é efetuada em linha única.

Chegou-se ao destino. Estação ferroviária de Águeda, da linha do
Vouga, toda ela pertencente ao distrito de Aveiro.

Vista de Sul/Norte, isto é, de Águeda para Macinhata.
Como se verifica existem partes onde nem balastro há.
A estação possui duas linhas de circulação e uma de
reserva! 

E aí vai ela a caminho de Macinhata, após nos haver deixado apeados.
Por acaso fomos os únicos passageiros a sair nesta estação.

Vista parcial do cais de embarque dos passageiros. Como se verifica
"in loco" não há mesmo balastro (cascalho).

Placa em azulejos que se encontra colocada na fachada da Estação
que comemora os 75 anos da Linha do Vale Vouga, entre Sernada/
/Águeda/Aveiro. Tempos auspiciosos... 

O poeta Ferreira de Castro escreveu em 1928 que "para além de cada
túnel há sempre uma aguarela soberba". Placa comemorativa dos
cem anos da linha do "Vale do Vouga", colocada na fachada principal
do edifício e virada para o cais de embarque. Grande máxima...infelizmente
nos nossos dias, começa a rarear a força daquele verso.

Cais de mercadorias da Estação Ferroviária de Águeda, sem
qualquer utilidade, fechado a "sete chaves", mas bem conservado.

Ora é a isto que eu chamo um verdadeiro "fim de linha". Termo da linha
de resguardo.

Vária sinalização existente à saída da estação.
Um sinal de mudança de agulha manual, outro
para o maquinista "silvar" (fazer uso da buzina) e
o de velocidade máxima (50 Km/h.)

Frontaria da estação virada para o cais de embarque.
Estação encerrada, mas felizmente, em estado impecável!

Coitado, este relógio parou no tempo (dele)!
Também não existe ninguém que lhe possa
pô-lo a funciomar...

Frontaria da estação virada para o Largo exterior.
Atente-se no logotipo da "Refer" (Redes Ferroviárias)
proprietária dos edifícios.

A passagem do caminho-de-ferro do "Vale do Vouga" pela atual
cidade de Águeda, deve-se ao seu conde em 08 de Setembro de
MCMXI (1911, para quem não se lembra da numeração romana).
Agradeço esta foto ao meu camarada "el comandante".

Vista geral da estação tirada de um viaduto rodoviário
sob a via férrea. Continua a ser necessário algum
balastro...

Um marco do correio (à moda antiga) aposto na frontaria
exterior da estação ferroviária.

Marco que assinala o quilómetro 14,300 da linha.

Sempre pensei que os carris de ferro fossem paralelos(!)
Vista dos dois viadutos rodoviários que existem à entrada
e à saída da Estação.

Curva e contra-curva ao quilómetro 14 já a caminho da Estação de
Macinhata.


Cruzamento de duas composições na Estação. A do lado
esquerdo da foto foi a que nos trouxe e a que havia de
nos levar até Aveiro. O maquinista encontra-se no exterior
a falar com o colega.

Dá para ver o estado de abandono deste material circulante!

Apeadeiro de Oronhe que se situa na Rua Pau da Linha e é uma localidade
da freguesia de Espinhel, concelho de Águeda.

Apeadeiro de Casal d'Alvaro (é assim o verdadeiro nome) é uma
localidade que também pertence à freguesia de Espinhel.
Até ao início do século XIX foi vila e sede de concelho, juntanmente
com a atual freguesia a que pertence.
Já em 1801 tinha 1230 habitantes.

Estação de Eirol. Freguesia que já pertence ao aconcelho de Aveiro.
Tem de área 4,40 Km2 e em 2001, tinha uma população de 781 habitantes,
o que dá assim uma densidade de 177,50 hab/km2.

Apeadeiro e passagem de nível da Esgueira. A Esgueira é uma freguesia
do concelho de Aveiro com 17,72 Km2 de área e segundo  os censos de 2001
tinha 12262  habitantes, equivalendo a uma densidade populacional de
692 hab/km2. O seu santo padroeiro é o Santo André, sendo a freguesia mais
populosa do concelho de Aveiro,
Embora por comprovar, mas sendo altamente provável que aqui habita o
monstro lendário Adamastor. 

Composição "intercidades" que parou na Estação Ferroviária de
Aveiro, das mais lindas estações em termos pictóricos, através
das suas fachadas cobertas de azelejos fabricos pela antiga fábrica
Viúva Lamego. 

O "intercidades" era tracionado pela locomotiva elétrica da marca "Siemens"
com o número 5610.9

O nome da estação escrito em azulejos com fundo azul, aliás a côr
predominante nos restantes que cobrem as fachadas.

Painel de azulejos que representa a ponte sobre o Rio Águeda. Encontra-se
também na fachada principal desta Estação de Aveiro

Os meus dois camaradas das lides ferroviárias, a bordo da UME
(unidade múltipla elétrica) da série 3400, fazendo contas à vida!

Bem esta foi de mestre. Sou eu....pensando onde haverá mais comboios
para a próxima etapa! 


O melhor perfil do "el comandate", o amigo João Ribeiro da Silva. 

Para finalizar a viagem ainda deu tempo para esta foto a uma "UTD"
(unidade tripla diesel) da série "Camello, Espanhola" com o número
060M que provinmha do Porto/Sâo Bento e se destinava ao
Peso da Régua! Muito pessoal para entrar na composição.

2 comentários:

Luis 5 de janeiro de 2011 às 15:14  

Boa fotografias e com legendas a condizer !!! Bom trabalho Caro Chefe dos Alfas !

João Silva 6 de janeiro de 2011 às 00:11  

Caro " Chefe !!!! " valeu o passeio no Vouguinha . Um pouco de sol e um pouco de nuvens , lá fomos cantando e rindo .
Para a semana há mais .....

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