Texas Selvagem - A. J. Teixeira. Com tecnologia do Blogger.

Pensamentos no SilvaTexas

2 de agosto de 2012

RECEZINHOS E LIVRAÇÃO - O QUE É COMUM?

* RECEZINHOS (esta é a grafia correta) pode-se referir a duas freguesias do mesmo concelho (Penafiel), no distrito do Porto. Assim, temos SÃO MARTINHO DE RECEZINHOS, cuja área é de 5,44 quilómetros/quadrados, possuindo pelo recenseamento do último ano (2011) 1791 habitantes, equivalendo à densidade populacional de 329,20 habitantes/quilómetro quadrado. SÃO MAMEDE DE RECEZINHOS cuja área é de 3,78 quilómetros/quadrados e pelo mesmo recenseamento possui 1439 habitantes, perfazendo a densidade de 380,70 habitantes/quilómetro quadrado. Os respetivos oragos são os santos que integram o nome das freguesias.
* No PK. 52,80 da linha do Douro existe um apeadeiro com esta denominação, mas que por ironia do destino, se localiza na freguesia penafidelense de Castelões(!)
* Quanto à ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE LIVRAÇÃO (ou Caldas de Canaveses) é uma interface que funcionava como transbordo das Linhas do Douro e do Tâmega e que se localiza na freguesia de Toutosa, concelho do Marco de Canaveses e também distrito do Porto, sendo o acesso efetuado pela Rua da Estação, naquela localidade.
* Esta interface é servida por comboios Regionais e InterRegionais da operadora portuguesa e apenas no que à Linha do Douro diz respeito; devido à desativação dos últimos doze quilómetros que ainda persistiam (até Amarante) da Linha do Tâmega.
* A estação possui duas vias de circulação, ambas com duzentos e quarenta quatro (244) metros de extensão, apresentando as gares os comprimentos de cento e noventa sete (197) e cento e vinte cinco (125) metros e a altura de trinta (30) e quarenta (40) centímetros, respetivamente.
O novo apeadeiro de Recezinhos, com a grafia errada.

O mesmo apeadeiro mais antigo, aqui sim...a grafia está correta.
Sempre havia mais arquitetura nos tempos dos nossos avoengos!

Na única entrada do apeadeiro temos esta grade em
cimento e pintada de novo que impossibilita o
atravessamento da via ferroviária.

Já fora do limite físico da estação, temos o antigo
edifício para guarda das mercadorias. Hoje serve para
apoio (armazém). 

Requiem por uma linha de via métrica!
Quilómetro zero da Linha do Tâmega, que, depois
de vários cortes, já só tinha doze quilómetros até
Amarante. Morreu (de vez!)

Fachada do edifício ferroviário na parte virada
para o cais de embarque.

Abrigo para quem vem de norte para sul.

Composição da série 592, diesel que provinha do Marco
de Canaveses e iria fazer um cruzamento.

Ora cá temos a outra composição idêntica que tinha
como destino a Estação Ferroviária do Peso da Régua

Já com a primeira fora da estação, esta prossegue a sua
marcha, após uma breve paragem.

Toma de água que está a necessitar de decapante e
consequente pintura. Podiam ter copiado o
exemplo da existente na Estação de Vila Meã, na mesma Linha.

Grua sem qualquer utilidade e que denota sinais de
abandono. Enfim...

Vagão cisterna de via métrica e de boggies duplos.
Como está ao ar livre, o seu estado começa a
perigar!

Automotora a diesel de via métrica da marca "Nohab".
A última vez que a fotografei ainda cheirava a tinta
fresca. Mesmo dentro de um barracão está sujeita aos
"grafiteiros" da praxe. 

Vagão fechado de mercadorias, do tipo "GK" de via
métrica que se encontra no interior do mesmo
barracão.

Vagão fechado, de portas de correr, que estava afeto às
"vias e obras"  e se encontra no mesmo barracão cujo
comprimento não permite a acomodação de mais material.
Também é de via métrica!

Cá temos os carris de mil milímetros (via métrica) da
Linha do Tâmega. Na cocheira que se vislumbra à
direita, estão fechadas a sete chaves e a cadeado,
duas vaporosas de via métrica que nunca consegui
cumprimentá-las!

Aparelho para mudança manual de agulha (via de
circulação), na parte das linhas estreitas.

Balança ferroviária. Neste local a via é algaliada,
isto é, no meio da linha, encontra-se um carril
para a via estreita. Assim, tanto servia a Linha do
Tâmega como a do Douro.

Plataformas de vagonetas de via métrica, sem qualquer
utilização e sujeitas a todas as intempéries.

Depósito de água que servia a via métrica.

Depósitos de água e de combustível para a via larga.

Pormenor da sala de espera para os passageiros.

Outro pormenor com as saídas para o exterior (Rua da
Estação).

O edifício visto do exterior, cuja rua não tem saída.

Como pode ser verificado, neste local já existiu uma linha de topo
que servia o cais de mercadorias.
* Para quem  não se apercebeu são comuns à Linha do Douro, embora em concelhos diferentes.  

3 comentários:

Damião Vieira 7 de agosto de 2012 às 15:52  

Viva amigo António "Texas Selvagem"
Dos melhores escritores e contadores de historias da ferrovia.
Só por isso estás de Parabéns...
Mesmo nem sempre comento podes ter a certeza que vou sempre acompanhado o que fazes no teu Blogue...
Um abraço, tudo de bom

Anónimo,  1 de maio de 2013 às 21:16  

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