Texas Selvagem - A. J. Teixeira. Com tecnologia do Blogger.

Pensamentos no SilvaTexas

22 de abril de 2014

DO SETIL ATÉ AO PORTO ,OU O INVERSO!

SETIL (em boa pronuncia deverá ler-se Sètil) é uma aldeia pertencente à freguesia do Vale da Pedra, do concelho do Cartaxo, distrito scalabitano. Embora seja o lugar mais pequeno da freguesia, é um dos mais importantes em termos históricos. A sua população resume-se a 29 habitantes todos familiares mais ou menos chegados em afinidade.
Edifício da estação ferroviária, completamente encerrado,
abandonado e situado no meio do ... nada!

Longe vão os tempos em que nas janelas das carruagens, homens apregoavam "Água Fresca", que era servida em pequenas bilhas de barro que deliciavam os passageiros encalorados.
A sua população de 29 habitantes é, essencialmente, constituída por ferroviários reformados que habitam pequenas casas da CP. Não há comércio, por dois fatores, primeiro, a desertificação do lugar; em segundo, a sua população envelhecida.
Embora o tempo tenha parado neste local ...
o relógio vai avançando nas horas.

Arrozais no Ribatejo. Uma das duas pontes ferroviárias,
que servem de ligação entre as linhas do Norte e de
Vendas Novas  
 Nos nossos dias, a Estação Ferroviária do Setil não tem a mesma afluência de passageiros (fomos um grupo de quatro e segundo parece deu para uma semana ... ) de outros tempos, principalmente agora, devido à desativação da centenária infraestrutura, sendo raríssimos os passageiros que lá embarcam ou desembarcam (um bilhete com a estação de origem no Setil torna-se um objeto de coleção!). Possui um nó ferroviário, na confluência entre as Linhas do Norte e de Vendas Novas. A estação está a degradar-se em passos largos, necessitando de urgentes obras de restauro.
Estamos sobre o tabuleiro de uma ponte, vendo passar
um "TECO" proveniente de Leixões. 

Um dos poucos habitantes ... a nossa presença não lhe
causou a menor impressão.

Apesar de tudo o que foi dito anteriormente, continua a ser uma importante paragem (mais passagem ... ) para os comboios de mercadorias e, de hora a hora, os comboios regionais lá param (!). Desde 01 de abril de 2011, a estação recebe o serviço inter

A estação encontra-se ladeada de linhas, pois não
tem fachada para a via pública.

Esta veio ao nosso encontro
regional.
A única "modernice" que existe na estação. È de bradar,
mas funciona.


O serviço de transportes de passageiros foi reativado em 07 de setembro de 2009, desde a estação de Coruche, serviço os concelhos de Coruche, Salvaterra de Magos e Cartaxo. A edilidade cartaxense faculta uma ligação gratuita em autocarros para esta estação.
Estavam lá aparcados ... mas o seu fim será a sucata

Mais material aparcado, mas sem utilidade
 
Início preciso da Linha de Vendas Novas, quilómetro 0, no
Setil.

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30 de maio de 2013

TORRE E IGREJA DOS CLÉRIGOS!

No cimo da Rua dos Clérigos e entre as Ruas São Filipe
de Nery e da Assunção, fica a Igreja, encontrando-se
a Torre virada para a Cordoaria (Campo Mártires da
Pátria).


* Não só portuenses,  como portugueses e até estrangeiros, consideram o "ex-libris" da cidade do Porto. A torre sineira integra a Igreja dos Clérigos construida entre 1754 e 1763, partindo de um projeto do arquiteto Nicolau Nasoni. Foi mandada erigir por Dom Jerónimo de Távora Noronha Leme e Sernache (nobre e abastado fidalgo), a pedido da Irmandade dos Clérigos Pobres. Nicolau Nasoni contribuiu durante bastantes anos para a construção da grande torre dos clérigos sem receber nada em troca, o que veio a acontecer apenas algum tempo depois.
* Desde 1910 que está classificada como Monumento Nacional pelo IPPAR (organismo nacional a quem compete atribuir essas classificações).
* A torre - bem mais conhecida pelos habitantes - foi a última construção dos Clérigos, dos quais fazem parte a igreja e uma enfermaria. Foi iniciada no ano de 1732, tendo em conta o aproveitamento do terreno que sobejara da edificação da enfermaria. Inicialmente, o projeto do italiano previa a construção de duas torres e não apenas de uma. A torre é decorada segundo o estilo barroco, com variadas esculturas de santos, fogaréus, cornijas bem acentuadas e balaustradas.
* Possui seis andares e setenta e cinco metros de altura, que se sobem por uma escada em espiral com...240 degraus. À época da sua construção era o edifício mais alto de Portugal.
* No primeiro andar existe uma porta encimada pela imagem de São Paulo, tendo, sob ela, esculpido num medalhão, um texto de São Paulo, na Carta aos Romanos. A espessura das paredes do primeiro piso, em granito, chega a atingir dois metros. São ainda de destacar as janelas ablaustradas do último andar, mais comprido e decorado e os mostradores de relógio, virados para os quatro pontos cardeais (norte, sul, este e oeste).
* Na construção da torre foram empregues, em grande escala, o granito e o mármore. 

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8 de novembro de 2012

MUSEU FERROVIÁRIO DE LOUSADO

Locomotiva número 6, fabricada no ano de 1874, que
pertenceu à "Companhia do Porto à Póvoa de Varzim"
(PPV), de via métrica e três rodas motrizes. Foi batizada
com o nome de Póvoa de Varzim.

Vagoneta que deslizava sobre carris.

Já são raras, mas...ainda se encxontram algumas em estações.
Na Senhora da Hora, em Matosinhos elas estão lá.
Chapas que eram manuseadas através de um arame
e que indicavam os destinos das composições.

Não precisa explicar, basta ler o que está escrito!|

Diferentes tipos de máquinas, mas todas com aplicação na ferrovia
Forjas, cortantes, de carpintaria, de serralharia, etc.

Preparação de um tronco de madeira em ripas para
as linhas.

Candeeiro de pé e que era alimentado a petróleo iluminante
(cor rosa).
Saudosos os tempos em que as composições iam
a Duas Igrejas (linha do Sabor)!

Vista geral do edifício ferroviário de Lousado,
na parte voltada para o cais de embarque.


No exterior e sobre uma placa giratória, carcaça em
ferro de um vagão de mercadorias.



No exterior bomba de água em estado de nova.

A entrada principal do Museu dos Caminhos de
Ferro, em Lousado.

Transbordador (ou transportador) entre as várias
linhas que dão acesso ao museu.

Uma linha de topo e a parte lateral do museu.

A verdadeira guarda de passagem de nível, com a sua
farda. A antiga placa em granito do...páre, escute e
olhe!

Esta é de brincar, mas apeteceu-me dar uma volta!

Outro candeeiro, este de parede, que também era
iluminado a petróleo iluminante.

(Final da reportagem)                                                 ....////....

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7 de novembro de 2012

LOUSADO E O SEU MUSEU FERROVIÁRIO!

* LOUSADO é uma freguesia do concelho de Vila Nova de Famalicão, com a área de 5,61 quilómetros quadrados e, pelo recenseamento do ano de 2011, possui 4057 habitantes, o que equivale à densidade populacional de 723,20 habitantes/quilómetro quadrado.
* Além de ser um dos importantes centros ferroviários do país, foi nesta freguesia que nasceu o Cardeal Cerejeira (patriarca de Lisboa no tempo do Estado Novo).
* Existe uma lenda que terá dado origem ao nome da localidade. Nas estrada que ligava o Porto a Braga, existiria uma ponte romana - talvez onde hoje se situa a Ponte da Lagoncinha - que tinha um troço que estava empedrado com fragmentos de lousa - xisto. O povo começou a chamar a esse troço "o caminho enlousado". Com o decorrer dos tempos a palavra "enlousado" sofreu modificações que vieram a dar "lousado", que viria a ser o nome das terras por onde passava um caminho - que foi pertença do Mosteiro de Landim - que, por sua vez, formaria o topónimo da freguesia integrada no referido concelho.
* MUSEU FERROVIÁRIO DE LOUSADO está instalado nas antigas oficinas do Caminho-de-Ferro de Guimarães (CFG) - 1883/1927 - que constituem hoje um ícone a considerar no âmbito da arqueologia industrial portuguesa. Até ao seu encerramento, esta infraestrutura ferroviária servia as linhas de Guimarães e do Minho, que eram de bitolas diferentes (a primeira de via métrica e a segunda de via ibérica), sendo, portanto, uma via algaliada.
* Nesta secção museológica encontra-se em permanência uma mostra importante do acervo da CP - englobou oito distintas companhias entre os anos de 1885 até 1977 - incluindo quatro locomotivas a vapor, que encabeçam outros tantos comboios formados por tipologia.
* Aqui se encontra a mais antiga locomotiva a vapor de via estreita em Portugal, construida no ano de 1874 em Inglaterra, que convive com a carruagem hospital (posto médico) que homenageia o Doutor Egas Moniz, médico ferroviário, natural de Avanca (Estarreja) e galardoado com o Prémio Nobel da Medicina em 1949. O conjunto exibe, ainda, módulos especializados, tais como pontes-rolantes, máquinas e ferramentas para fabrico e reparações de peças, forja, carpintaria e serração. São várias as locomotivas em exposição (todas elas consideradas joias ferroviárias), tal como a locomotiva número 6 CFPPV (Caminhos de Ferro do Porto à Póvoa de Varzim), construida em 1874, no país de sua majestade britânica.
Lavatório ou lava mãos em pura faiança pintada
manualmente.

Carruagem de passageiros, apelidada de "napolitana"!

A carruagem posto-médico que homenageia o Doutor
Egas Moniz e que pertenceu à "Companhia dos Caminhos
de Ferro do Norte de Portugal".

Grua de fabrico inglês e que pertenceu às "Oficinas
da Boavista" da cidade do Porto.

Carruagem de passageiros de 3ª classe, construida
em madeira e com o sinal de termo de composição.

Dresine do modelo DPE 1.

Esta carruagem foi fabricada no ano de 1931, pela fábrica
italiana "Napoli", sendo um salão presidencial de 1ª
classe. 

Uma dedicatória especial ao amigo "bombeiral"
Alberto Guimarães.
Bomba braçal de incêndio.

Não é preciso legenda. Favor ler o aviso!

Parece um volante, mas é apenas o travão de estacionamento
(manual) e outros comandos. 

Automotora de fabrico português, motor
"Chevrolet", modelo CP ME 7, fabricada no ano de
1947 e que tinham apenas 1ª e 3ª classes. Funcionavam
a gasolina; porém, e de início, consumiam gasogénio  

Frontal da locomomotiva a vapor número 104 que
pertenceu à "Companhia dos Caminhos de Ferro do
Norte de Portugal".

Fabricada em Inglaterra pela sociedade Henschel & Sohn
no ano de 1931 e cujo número de fabrico corresponde ao
21878.

Dentro da cabine de condução daquela locomotiva.

Outra perspetiva da mesma cabine. Efetivamente a minha
permissão de conduzir não abrange estes veículos.

Locomotiva a vapor fabricada no ano de 1905,  de via
métrica e que pertenceu à companhia dos caminhos
de ferro do Porto à Póvoa e Famalicão (PPF).

Locomotiva a vapor número 6, fabricada em 1907, também
de via métrica e que pertenceu à sociedade "Caminhos de
Ferro de Guimarães (CFG).

Esta locomotiva foi batizada com o nome de "Soares
Velloso" que foi um dos percursores ferroviários.

Salão de direção "SEyf 5" construido no ano de 1931.

Vagão de via métrica e abas largas, fabricado no ano
de 1888 e que pertencia à CFG (Guimarães).

Vagão da série "Uhk" de transporte de materiais
líquidos.

No interior da carruagem de passageiros de 3ª classe.
Bancos em madeira, de um lado duplos e do outro
singelos.

Aqui já é a 1ª. classe. Os assentos são almofadados
por via das hemorróidas.

Uma pequena perspetiva do material em exposição.

Não precisa de legenda. É só ler a placa comemorativa.

Ora aqui temos a imponência de uma locomotiva a vapor
de via métrica, a E-144, fabricada no ano de 1931.
* A exposição de material circulante que está organizada cronologicamente, tem por objetivo dar a conhecer diversos tipos de comboios. O material cujo fabrico medeia de 1875 a 1965 é oriundo de oito companhias, tendo sido adquirido em seis paises a quinze construtores.
   
(continua...)                 .....///.....

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