Texas Selvagem - A. J. Teixeira. Com tecnologia do Blogger.

Pensamentos no SilvaTexas

5 de novembro de 2012

NINE E A SUA SURPRESA ESCONDIDA!

* NINE é uma freguesia do concelho de Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga (por ora), sendo a sua área de 3,96 quilómetros quadrados, com 2974 habitantes - pelo recenseamento do ano de 2011 - o que perfaz a densidade populacional de 751 habitantes/quilómetro quadrado. Os seus naturais são conhecidos por "ninenses".
Composição da série 592, "UTD" (unidade tripla diesel)
aparcada na linha de topo e que efetua o regional entre
Viana do Castelo e Nine.

A Estação Ferroviária de Nine situa-se precisamente
ao quilómetro 39 da Linha do Minho. 

Uma dresine com a sua vagoneta acoplada, material este
que pertence à "Refer". Os meus dois ilustres acompanhantes
(Carlos de Sá e Pedro Zúquete) ficaram de costas...mas
os anjos não teem costas! 

E começam as surpresas...
Locomotiva a vapor CP-014 que serviu esta linha.
A falta dos batentes apenas se deve ao fato de
não caber na cocheira. Eles estão devidamente
resguardados. (a)

Dois quadriciclos. Em primeiro plano a pedal e o
segundo motorizado.

A surpresa das surpresas! A locomotiva a vapor CP
02049, a célebre "Andorinha" que é a mais antiga em
Portugal, apesar da sua numeração.(b)

Balança decimal que era usada para pesar os grandes volumes
despachados. O peso marcado equivale a dez vezes.

Grande plano do quadriciclo motorizado (...tentaremos
usar um destes para a nossa viagem do Pocinho a
Barca d'Alva)!

Este já não tem tanto interesse para nós! É movido
à pedalada.

Locomotiva a vapor CP002. Encontra-se uma irmã gémea
na Rotunda das Locomotivas do Entroncamento. A
nossa atual CP resultou da fusão de várias companhias,
daí a numeração não corresponder à antiguidade! (c)

Embora envidraçado, trata-se de um Salão Pagador.

Vista em pormenor da locomotiva CP002 de duas
rodas motrizes.(c)

Carruagem de passageiros de 1ª classe, com cortinas e
assentos aveludados. Um luxo para a época. Circulou
um pouco por toda a parte, em bitola ibérica.

No quadriciclo motorizado o inspetor ia sentado
numa cadeira de pau. Para o condutor havia o
normal selim dos nossos dias! 


Ora aqui temos em pormenor a luxuosa carruagem de
primeiríssima classe. 

Tudo o que se viu encontra-se perservado nestas
cocheiras. O único senão é a falta de acesso direto,
pois este tem de ser feito atravessando as vias
de circulação. Felizmente que já começaram com
as obras que, dentro em breve, vão permitir que
aqui seja criada uma nova secção museológica,
porque o material merece ser visto e apreciado!   

Veículo rodoferroviário que pertence à "Refer" (Rede
Nacional Ferroviária).

O guardião do templo...Desculpem-me, mas aqui
não entra futebol.


* A freguesia é servida pela Estação Ferroviária de Nine, que serve a linha do Minho e o Ramal de Braga.
* Quero agradecer em meu nome pessoal e dos meus dois acompanhantes a autorização prestada pela ilustre Senhora Doutora Rita Jardim Pereira da Associação Nacional do Museu Ferroviário, do Entroncamento e ao ilustre colaborador Rui Vilaça, pessoa que nos franqueou as portas e foi prestando os esclarecimentos às questões que punhamos. Aconselho todos os entusiastas a fazerem uma visita, logo que haja condições para a sua efetiva abertura.  
NOTAS IMPORTANTES:
a) - Locomotiva de origem inglesa do fabricante "Bayer Peacock" do ano de 1899, cujo número de fabrico foi o 3022, tendo sido batizada pela empresa "Minho e Douro", com o nome de "Mattosinhos", circulando com o número 18 até 1931, de 1931 até 1951, a sua numeração passou a ser CP2018, tendo, finalmente, a partir de 1951, sido renumerada como CP14.

b) - Locomoitiva de origem inglesa do fabricante "William Fairbaim & Sons", adquirida pela "Companhia Central Peninsular de Caminhos de Ferro" e que terá sido batizada com o nome "Estremoz", sendo posteriormente comprada pela companhia "Caminhos de Ferro do Estado Minho e Douro" em 1874, sendo que desde este ano até 1901 era a número MD 17, renumerada em 1901 - até 1904 - como a MD 13, desde 1904 a 1931 MD 49 e, por último, desde 1931 aos nossos dias, CP2049.

c) - Esta locomotiva (CP002) faz parte de uma série de quatro, mas construidas por dois fabricantes distintos. Assim, a CP001 e CP002 foram fabricadas pela "Sachscische Machinefabeik Vormals-Richard Harteman AG" (Alemanha) no ano de 1882, com os números de fábrica 1132 e 1133, numeradas como CP1 e CP2  até 1933, sendo em diante as CP001 e CP002. As restantes duas (CP003 e CP004) foram fabricadas pela casa "John Cockerill, Ougrée", na Bélgica, sendo os números de fábrica 1601 e 1602. Numeradas até ao ano de 1931 como CP3 e CP4 e posteriormente, até hoje, CP003 e CP004.

Um muito obrigado ao ilustre amigo Rui Vilaça por estas tão importantes notas.  

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4 de novembro de 2012

MOUQUIM!

* "MOUQUIM" é uma freguesia do concelho de Vila Nova de Famalicão, com a área de 4,13 quilómetros quadrados e 1266 habitantes - recenseamento do ano de 2011 - correspondendo à densidade populacional de 306,50 habitantes/quilómetro quadrado.
* A freguesia possui um apeadeiro ferroviário da Linha do Minho, onde só param as composições pertencentes aos "comboios suburbanos do Porto", que teem como destino a Estação Ferroviária de Braga.
* Desta freguesia é natural o Doutor Abílio Garcia de Carvalho que foi presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.  

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ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE FAMALICÃO!

* A "ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE FAMALICÃO" ou simplesmente "Estação de Famalicão", é uma interface ferroviária da Linha do Minho, que serve a cidade de Vila Nova de Famalicão, do distrito de Braga, por ora. Até ao ano de 1995, serviu, também de ligação à Linha do Porto à Póvoa (de Varzim) e Famalicão - via métrica.
* Foi inaugurada em 21 de Maio de 1875, sendo o seu acesso efetuado pelo Largo Heróis de Monsanto, daquela cidade.
* A interface possui três vias de circulação (sendo uma delas destinada a reserva), com os comprimentos de seiscentos e um (601), quinhentos e setenta sete (577) e quinhentos e dezasseis (516) metros. As plataformas apresentam a extensão de duzentos e setenta (270) e duzentos e sessenta cinco (265) metros e a altura de noventa (90) centímetros.
Fachada exterior do edifício ferroviário, com o
respetivo nome e o logotipo da proprietária da
infraestrutura, a "Refer".

Na linha 1, composição  "UME" (unidade múltipla
elétrica), que pertence à divisão dos "comboios
suburbanos do Porto" e irá prosseguir a sua
marcha até Braga.

Grua que não tem  qualquer utilidade, mas que se
encontra em belíssimo estado de conservação.
Parabens aos seus zeladores!

Vista do cais de embarque (plataformas) no sentido
de sul/norte, seja em direção a Nine.

À esquerda da foto e paredes meias com os terrenos
ferroviários, temos a desativada, mas famosa fábrica
dos relógios "A Boa Reguladora". Muitos deles
equiparam (e ainda equipam) algumas estações. 
* Esta estação é servida por composições "suburbanas", "regionais" e "alfas pendulares". As primeiras e as últimas teem como destino a Estação de Braga; os segundos destinam-se a Viana do Castelo e Valença (Linha do Minho).

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24 de outubro de 2012

NOVAMENTE A ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE CAÍDE!

* A "ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE CAÍDE", simplesmente conhecida por "Estação de Caíde" é uma interface da Linha do Douro, que serve a freguesia de Caíde (d'el Rey), no concelho de Lousada e distrito (ainda) do Porto.
* O acesso é feito pelo Largo da Estação dos Caminhos de Ferro, no lugar da Feira Nova. É utilizada por serviços da tipologia "urbanos", "interregionais" e "regionais" geridos pela operadora Comboios de Portugal.
* Esta estação possui quatro vias de circulação, cujos comprimentos variam entre os novecentos e cinquenta oito (958) e os duzentos e quarenta quatro (244) metros; tendo as gares a extensão de duzentos e trinta (230) metros e a altura de noventa (90) centímetros.

O brasão da freguesia e o logótipo da "Refer" (redes
ferroviárias nacionais) proprietária das infraestruturas. 

Entrando na linha 1 e procedendo da Régua, uma
composição "UTD" (unidade tripla diesel) da
série 592, as nossas conhecidas "camellos"
alugadas à espanhola "Renfe".

Não merece a pena continuar a bater no "ceguinho".
Elas circulam neste estado lastimável!

O edifício ferroviário visto do exterior.

Composição "UME" (unidade múltipla elétrica) da
série 3400 que chegou em dupla e aqui terminou
a marcha...

Estas também costumam sofrer do mesmo mal (grafities),
mas esta estava limpa.

Uma união...desunida, pois havia chegado em dupla
mas iria para Porto (São Bento) em simples.

Agora o edifício ferroviário visto das gares de
embarque.
* Aqui terminam a marcha as "UME'S" (unidades múltiplas elétricas) pertencentes à divisão dos suburbanos do Porto, deixando a via de ser dupla e eletrificada.

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17 de outubro de 2012

DE MORTÁGUA AO PORTO, VIA PAMPILHOSA!

(continuação das partes 1 e 2) 

* Um dos meus cantinhos preferidos para fotografar comboios, continua a ser a Estação Ferroviária da Pampilhosa, devido ao sempre elevado número de material circulante que por lá se encontra ou que por lá passa. Depois, como começo a ser já um pouco conhecido, vou tendo mais facilidade nos meus movimentos. Desta vez o "mestre" engenheiro Pedro Zúquete deu-me a honra da companhia, tornando, por misso, a viagem muitíssimo mais agradável.
A parte respeitante à cafetaria. Parabens pelo asseio!

Na carruagem cafetaria, as mesmas brancas e sofás
de couro da mesma cor. 

Quem quiser petiscar e ver a paisagem tem
estes bancos giratórios, de tipo "snack-bar"

A novidade do dia!
Máquina que atrela o vagão para desinfestar as
linhas. Esta da série "DD 450" ia-se estrear na
segunda feira, na Linha da Beira Alta, até
Vilar Formoso.

Ora temos o vagão que transporta o produto químico
que queima as ervas entre os carris. Este material é
totalmente novo e pertence ao empreiteiro ferroviário
"Ferrovias".

Perspetiva lateral do veículo motor que é a diesel
e possui duas cabines de condução.

Trigémeas a aguardar serviço! Locomotivas elétricas
da série "4700", marca "Siemens" e afetas à CPCarga.

Fileira de vagões de transporte de inertes, do tipo
"Ealos" e como são verdes, são espanhois; pois
os "tugas" desta série são castanhos.



Acabados de chegar e ainda em manobras, fileira de
vagões de transporte de areia do tipo "Us".

A reabilitada locomotiva a diesel, da série 1900 (número
1908), aguardando que a chamem para o trabalho.

Elas já têm muitos quilómetros, pois foram fabricadas
no ano de 1979, pela extinta "sorefame", sob licença
"Alsthom". 

Parte final de um vagão plataforma, com a numeração
"UIC" e da série "Rlps". Servem para o transporte
de contentores ou de paletes.

Como sói dizer-se...o vagão da cauda, que é o da
foto anterior!

Pormenor de um cruzamento de carris (vulgo agulha).

Dois vagões fechados da série "His", para o transporte
de mercadoria a granel.

Ir a Roma e não ver o Papa é o mesmo que ir à Estação
da Pampilhosa e não ver a locomotiva a vapor BA 61,
única que resta desta série e cujo futuro...está muito
turvo. Ela funciona com o tender acoplado.

Com a devida autorização superior...temos os comandos
da mesma, vendo-se a fornalha para o carvão.

Ampla e airosa é a sala de espera desta estação.

Como começa a tornar-se habitual, as bilheteiras
estão...fermées ou closeds (encerradas).

Aguardando a chegada de uma locomotiva da série 6000
da Takargo, temos quatro vagões porta-contentores,
prontos a seguir viagem para Leixões(?).

E sem fazer "stop" temos a composição da série 4000
(os alfas pendulares). Este seguia até Lisboa/Santa
Apolónia.

* Chega de palavras e passemos às fotos:  

((THE END))

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