Texas Selvagem - A. J. Teixeira. Com tecnologia do Blogger.

Pensamentos no SilvaTexas

29 de janeiro de 2012

VIAGEM FERROVIÁRIA Á PRINCESA DO LIMA E PASSEIO APEADO POR VIANA DO CASTELO!

* Dada a necessidade de o blogue se manter minimamente atualizado e da minha premente necessidade de fazer fotografia, essencialmente, ferroviária resolvi hoje de manhã, domingo, ir dar um abraço pessoal ao amigo Olímpio Barros. Uma vez que os dois restantes elementos do trio dos "carolas" tinham outros compromissos, desta vez fui unicamente eu acompanhado pela...minha sombra.
* Assumindo a responsabilidade do que escrevo (para trabalhar não madrugava num domingo), acabei por apanhar o comboio que sai da Estação Ferroviária do Porto/Campanhã às 07h55 e que corresponde à circulação interregional com o número 421, que se tratou de uma "UTD" (unidade tripla diesel) da série espanhola 592 - as vulgares "camellos". Já o regresso foi efetuada no comboio número 850, com saida de Viana do Castelo às 10h43, e a bordo de uma "UDD" (unidade dupla diesel) da série 0450.
* Porque o amigo Olímpio se encontrava sozinho nas bilheteiras, não o podia "empatar" demasiado...e após todas as fotografias da praxe, no que concerne à ferrovia, e em favor do meu colesterol vim ao "Zé Natário" (passe-se a publicidade) e andei atrás de alguns edifícios públicos com história.
A composição com o número português M084, da série
espanhola 592 que foram alugadas pela nossa empresa
ferroviária à sua congénere espanhola "Renfe".
Foi nesta que eu viajei até à "Princesa do Lima"

Interior da carruagem da frente que dá acesso à cabine
do maquinista, cuja porta ele, amavelmente, me
franqueou.

O interior em sentido inverso. Corredor demasiadamente
apertado, principalmente para quem transporta "troleis"
(as malinhas com rodas).

Cabine de conduçâo com os paineis acesos, pois
o sol só começava a nascer.

Iniciando-se a marcha...paineis e computador de bordo
existentes na cabine de condução.
Um muito obrigado por estas facilidades.

Retrete e lavatório existentes na composição.
Espaço acanhado...só dá para uma pessoa e...
não poderá ser demasiado obesa!

Chegados a Nine. Fotografia tirada do interior da
cabine. Cocheiras do material afeto às vias e obras.
Chegou-se a pensar numa secção museológica para aqui,
mas...palavras leva-as o vento.

Perspetiva do edifício ferroviário de Vila Nova
de Famalicão, com a sua linha de reserva.

Chegamos à Trofa! Perspetiva parcial
do cais de embarque no sentido sul/norte.

Outro pormenor da mesma estação que é envidraçada em
toda a sul volta, com a curiosidade de o tráfego ferroviário
se fazer pelo piso superior.

E eis-nos chegados à terra do galo. Barcelos onde irá
ser efetuado um cruzamento.

O espaço da casa de banho, que tinha toalhetes,
papel higiénico, gel e água. Parabens pela
esmerada limpeza. 

Como já vinha há algum tempo de pé...resolvi sair e
fotografar o material que por lá se encontrava, sendo
que as três linhas de topo se encontravam ocupadas. 

Material pertencente a diversos empreiteiros ferroviários..
Fergrupo, Ferbritas e Somafel.

Vejam a fileira de diverso material afeto às obras que
se encontrava aparcado na linha do topo que servia
o antigo cais de mercadorias.
Na foto, nota-se ainda a minha companhia...
(a sombra).

Como não podia fotografar o maquinista...fiz uma
pequena batota, fotografei a composição.
A travessia de peões está branca devido à geada!


Nas linhas de topo da esquerda e direita, material
de empreiteiros ferroviários de diveros tipos e
para fins diferentes. 

Agora nas traseiras do antigo cais de mercadorias, o
material dos empreiteiros ferroviários continua...


Cofre e material de higiene e limpeza num
armazem da estação.

No destino final. A estação ferroviária de
Viana do Castelo. Partida de uma "UDD"
regional até à estação de Nine.

A bordo da cabine, entrada da ponte rodo-ferroviária
Gustave Eiffel, em Viana.

Recuemos a Barcelos. Aqui o maquinista avisou-me que iria partir,
pois a outra composição iria dar entgrada na linha 2 e eu andava
à cata de fotos...Pira-te, António!


Vai começar o passeio a pedantes...Fronatria exterior
do edifício ferroviário, com a Basílica de Santa
Luzia ao cimo.

A grandiosidade da frontaria exterior do
edifício ferroviário.

"Hei-de voltar a Viana". Prometo que sim, até
porque lá deixei amigos! 

Podíamos chamar de sala de espera de 1ª classe(!)

Relíquia para futuro museu. Querem melhor prova?
Lanternim que funcionava a azeite.

Uma das frontarias da "Domus Municipalis". Pronto, o
palavrão só quer dizer Câmara Municipal.

 Edifício da Escola (Secundária) Alfredo de Magalhães,
sita na Avenida dos Combatentes.


Uma pequena homenagem ao meu filho Vitor Hugo,
atendendo ao seu curso de socorrismo.
Edifício onde funciona a delegação local
da Cruz Vermelha Poertuguesa, que pela inscrição
aposta na pedra data de MCMXX (????)
Pois é, meninos...a numeração romana (1920).

Edifício sede dos Correios (código de
distribuição postal 4900)

Em linha de reserva da estação vianense. Máquina
retroescavadora, adaptada para circular em carris.

Vagão plataforma afeto às obras de instalação
da fibra ótica.

Edifício pertença da DREN (Direção Regional de Educação
do Norte) que serve para residência de estudantes...
Penso que eles mereceriam algo melhor, mas...

Uma pequena (grande) homenagem ao autor e
proprietário deste blogue.
Edifício onde funciona a Direção Distrital de Finaças
de Viana do Castelo.
Antigo, aproveitado mas bem conservado.

Edifício que serve de sede ao Teatro Sá de Miranda.

Dresine de um empreiteiro ferroviário que não conheço.
Também como entusiasta amador, não me peçam mais!

Vagão betoneira do mesmo empreiteiro anterior.

Pormenor da dresine que inclui uma grua.

Pormenor da serra que serve para cortar o balastro e
abrir as valas para a instalação da já referida fibra
ótica.

A dresine em todo o seu esplendor.
É de modelo diferente daquelas que estamos
habituados a ver.

Antiga fotografia (a preto e branco) da inauguração da
estação ferroviária.

Interior das bilheteiras, com o amigo Olímpio
Barros de costas. Agradeço a liberdade de
movimentos em locais não franqueados aos
passageiros. 

Chamemos a esta, a sala de espera de 2ª classe.

Frontaria principal na parte virada para o cais de
embarque.

Despedida ao material aparcado na linha de reserva
e tudo afeto à instalação já referida.

Indiferentes ao movimento e ao fotógrafo o casal de
pombos vai debicando as migalhas.

Francelina, prepara-te que vamos ficar na fotografia!

Edifício que fica paredes-meias com a estação e é o
terminal rodoviário dos autocarros.

Poupemos...nos azulejos. O nome da cidade, concelho e
distrito (por enquanto) é Viana do Castelo.

Edifício onde funciona a secção de vias e obras,  com
uso e muito bem conservado.

Antigo cais de mercadorias da Estação Ferroviária de
Barroselas, em cuja linha de topo estava aparcada
uma dresine do mesmo empreiteiro da de Viana do
Castelo. 

Pequeno apeadeiro denominado por "Areia-Darque".
Construção demasiado rústica.

Interior da composição da série "0450", cujo corredor
é nitidamente mais largo do que nas "592". Aquela
porta dá acesso à cabine de condução.

Chegada da composição que me trouxe de regresso...
são e salvo e...,cheio de vontade para cvontinuar!
* Para finalizar a retórica quero tornar públicos os meus reconhecidos agradecimentos às personalidades infra, por me terem permitido algumas leviandades que não é de bom tom, um simples passageiro fazer, nomeadamente viajar na cabine de condução e na plataforma da carga com as portas abertas e uns ligeiríssimos abrandamentos na marcha para melhor captação:
a) - ilustre maquinista (já velho conhecido) da composição que me transportou na ida,
b) - ilustre chefe da Estação Ferroviária de Viana do Castelo,
c) - ilustre revisor da composição que me transportou no regresso e, especialmente,
d) - ilustre Olímpio Barros.

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8 de janeiro de 2012

DE PORTO/CAMPANHÃ ATÉ À LIVRAÇÃO!

Penso que é uma das profissões que hoje em dia
mais funcionários tem...inspetores! E eles, claro,
precisam de um gabinete!

Caldas de Canaveses para a linha do Douro, embora estas
fiquem situadas na freguesia de Sobretâmega do concelho
do Marco de Canaveses. Atualmente encontram-se encerradas para
recuperação e possível beneficiação.

Livração...início da extinta linha do Tâmega. Nem a
Nossa Senhora da Livração valeu à linha!

Finesse...gabinete do telégrafo!
Mais um que não sei para que serve nos
nossos dias.

Este sim...é para sua excelência e até tem direito
ao logótipo à entrada.

Edifício que foi para guarda das mercadorias... Hoje?
Está trancado.

Chegou a existir uma linha de topo que servia
para a carga e descarga das ditas (mercadorias).

Trabalha certinho e é "made in 560", Vila Nova de
Famalicão. São 09h12 e a "Sony" já pedia troca de pilhas! 

Sem legenda. Pagamos todos!

Via única, possibilitando cruzamento na estação.
Agulha manual para a linha 2.

O mesmo agora para a linha 1, que é a de circulação
direta.

Servia para controlar a largura e a altura
da carga dos vagões.

Sítio preciso onde começava a linha do Tâmega que
quando encerrou já só ia até Amarante (doze quilómetros)

Travão na linha de reserva. É fechado e aberto com
chave.

Brrrr...Lindo! A brancura da geada.

Esta trouxe-me de regresso. Os outros dois ficaram
por lá...vierem no seguinte.
Sei que irei ter alguns comentários a criticar as legendas apostas, porque não se pode (deve) mostrar o que é mau. Temos de engrandecer a ferrovia portuguesa, mesmo que ela esteja de rastos...
"UTD" (unidade tripla a diesel) da série "592", vulgo "camellos"
espanhola, pois foram alugadas à operadora "Renfe" que as
mantinha sem qualquer serviço atribuido, devido, em parte,
à sua longevidade e consumo de combustível e que transportou
o grupo. São demasiadamente barulhentas e lentas no arranque.
Possuem ar condicionado e de ponta a ponta...apenas dezasseis
portas, sendo os corredores bastante estreitos, o que, por si só,
diz bem da dificuldade em os passageiros com maiores restrições
motoras poderem circular no interior.    

Interior da carruagem onde o grupo se resolveu
"refastlar". Os bancos são rebatíveis...podem ser
mudados, manualmente,  em função do sentido da
marcha da composição.


Como a composição era "interregional" (mais cara), só
efetuou paragens em Ermesinde, Paredes,  Penafiel
e Caíde d'el rey; cuja vista parcial da estação está
representada na foto, ainda ao raiar da aurora.

Chegados ao destino. As travessas de madeira da via
férrea estão "vestidas" de branco, pela geada. O sol
começava a mostrar-se a medo...

Outra perspetiva do branco onde devia estar castanho
(madeira). O calor do grupo aquecia mais que a
geada ao nosso redor.

Na linha de resguardo, dresine com vagoneta acoplada,
de via larga e que é pertença da "Refer" (Rede Nacional
Ferroviária)

Vista parcial da estação na parte afeta à via métrica, seja
mil milímetros entre carris O branco persiste...teimosamente!

Como classificar? Sucata ao quadrado! Vagão de abas
baixas, de via métrica, carregado de sucata, mas ele
próprio condenado.

Preciosidade ao abandono. Balança de pesagem dos
vagões com a respetiva carga. Uma demão de decapante não lhe faria mal
e até podia ser dada por um dos beneficiários do
rendimento de inserção social, que é pago por todos nós!|

O branco da paisagem contrasta com o branco do
abrigo do agulheiro.

Linha do Tâmega à saida da estação. Curva à direita!
Edifício à esquerda serviu como dormitório para
os funcionários.

Quatrocentos metros após o início, acabaram os
carris da defunta Linha do Tãmega.

Antigo furgão ferroviário da série "U" de via estreita,
que servia de apoio às "vias e obras". Encontra-se
num barraco de madeira preservado (?)

Sempre que passo por aqui faço uma visita a esta velha
amiga. Automotora a diesel de via reduzida da marca
"Nohab" que se encontra no interior do mesmo barracão.
Os meus conhecimentos dos meandros da estação
permitem esta foto, uma vez que o barracão está
fechado à chave. 

Outro exemplar igual à anterior, mas sujeito às intempéries,
que me põe o coração a sangrar ao ver o fim inglório de
quem deu tanto de si ao país...
Na siderurgia era capaz de ainda dar alguns cêntimos (!)

Vagoneta de transporte de materiais e que está(va) afeta
à "Refer" na via métrica. Curioso o fato de na última vez
estar encostada ao portão do barracão anterior...
Mexeu-se!

 Vagão cisterna de via reduzida que, a continuar assim,
terá como destino a sucata! Possui rodados (boggies)
duplos.

Aqui dentro, trancadas, encontram-se duas automotoras
a diesel, ligeiras que foram as últimas a prestarem
serviço nesta linha. São iguais às do "Metro de
Mirandela", só mudando a cor. Aquelas são verdes
e estas vermelhas e fazem referência ao centenário
da linha (que mataram!)

Sala de espera com as "pseudo" bilheteiras ao fundo.
Cadeiras...para quê? Sim, o relógio está certo...
só eram 08h50 e os táxis chamam-se via
telefone, embora haja uma praça no exterior.

Depois não digam que não foram avisados...
Se acabaram os comboios, também não será a
empresa ferroviária a assegurar o transporte.
Andar a pé faz bem à saude e recomenda-se! 

Vista geral do edifício ferroviário com os cais de
embarque da Linha do Douro.

Os novos abrigos para os passageiros não deixam
entrar nem frio, nem chuva com vento.

Pois...edifício de manutenção norte da EMEF (Empresa
de Manutenção do Equipamento Ferroviário).
Queria saber o que é que atualmente lá fazem... 

O rio Odres que atravessa a vila de Vila Meã e
desagua no Tâmega, serpenteando por entre campos
gelados. A ponte serve de passagem pedonal apenas.

Fontanário em ferro forjado e que deita água...mas
imprópria para consumo humano.
* É do conhecimento geral que a estação do Porto/Campanhã, se situa no Largo da Estação naquela freguesia "tripeira"; porém, já nem todos saberão que a estação ferroviária da Livração se situa na Rua da Estação, na freguesia de Toutosa, concelho do Marco de Canaveses e integra a linha do Douro. 
* Nesta estação que também usa o nome de "Caldas de Canaveses" teve início a defunta Linha do Tâmega de via métrica. Não terá sido bem uma repetição, pois a última vez que lá fui, foi a título particular e de viatura própria. Já hoje, domingo, dia 08, o trio dos "carolas" juntou-se para efetuar a primeira viagem fotográfica do ano que agora se iniciou, mesmo ainda sem se ser possuidor da credencial oficial. Assim, eu, o ilustre "comandante", João Ribeiro da Silva e o ilustríssimo "filósofo", Luís Miguel Meireles, resolvemos retirar umas horas a um merecido descanso e pelas 7h30 embarcamos na composição da série 592, vulgo "camello espanhola" quje terminaria a sua marcha somente na estação do Pocinho, mas que nos deixou no destino ao raiar o dia e com as travessas ferroviárias e os campos cobertos de geada - o que deu um ar de beleza ao passeio - fazendo com que a confraternização fosse mais quente.
* Um pequeno senão pela minha parte não ofuscou em nada - julgo eu - a amizade que se entranhou (como uma lapa) no grupo. Como fiquei pela Livração (estação de que conheço os meandros) não acompanhei os dois camaradas até à ponte ferroviária que dista cerca de dois quilómetros e que atravessa o rio Tâmega; fazendo com que regressasse numa composição anterior à deles...
* Diriam alguns que para trabalhar não nos levantaríamos de madrugada...certo é que "quem corre por gosto não cansa" e fomos fazer aquilo que realmente gostamos...fotografar comboios e curiosidades com eles relacionadas.
* Como sou um pouco vaidoso no que faço - embora tenha ainda muito a aprender na arte de bem fotografar - compartilho convosco "os trabalhos" que a minha inseparável "Sony" me ajuda a fazer, contando sempre com os vossos imprescindíveis comentários.   

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