14 de outubro de 2014
8 de agosto de 2014
ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE CALDAS DA RAINHA
* Interface da Linha do oeste, situada no PK. 105,000, que serve a cidade e concelho das Caldas da Rainha e cujo acesso é efetuado pelo Largo da Estação.
* Nos primórdios do planeamento dos caminhos de ferro em Portugal, na década de 1840, uma empresa britânica apresentou vários projetos de linhas (incluindo uma de Alhandra ao Porto, passando por Caldas da Rainha, Leiria e Coimbra). No entanto, com a queda do Cabralismo, no ano de 1846, este empreendimento foi totalmente abandonado.
* O troço entre Torres Vedras e Leiria, na qual esta estação se insere, foi aberta à exploração em 01 de agosto de 1887, pela então "Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses".
* No ano de 1901, iniciaram-se comboios expressos entre a capital e esta cidade. Em 1924, o governo autorizou um projeto da "Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses" para algumas alterações na estação. Já em 01 de maio de 1935, a Companhia estabeleceu serviços de autocarros entre os despachos centrais de Santarém e Rio Maior e as estações das Caldas da Rainha e de Santarém, com passagem pelas localidades de São João da Ribeira e Vidais. Em 1968, a mesma Companhia havia previsto a realização de obras de renovação parcial no troço entre Cacém e as Caldas.
* A estação sofreu obras em 2002, sendo remodelados o interior do edifício de passageiros e os sanitários. Em 2004, foram instaladas, depois de obras de recuperação do antigo restaurante e de um antigo edifício para habitação, os serviços do Eixo oeste. Presentemente, o edifício ferroviário anda a sofrer obras de recuperação na sua fachada exterior.
* As paredes exteriores do edifício de passageiros encontram-se revestidas, de uma forma parcial, por onze painéis de azulejos bicromáticos, fabricados pela "Aleluia" de Aveiro, no ano de 1924 e que representam vários marcos da cidade e da região, nomeadamente o Chafariz das Cinco Bicas, a Praça da República, a Torre da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, o Hospital Termal, a Mata e o Parque Dom Carlos I, a Foz do Arelho e a Lagoa de Óbidos. Mostra-nos, também, retratos da Rainha Dona Leonor e de Rafael Bordalo Pinheiro.
* Afora as duas linhas de topo e um feixe de linhas de reserva, onde são possíveis manobras, a interface apresenta três vias de circulação com as extensões de 558 e 310 metros, tendo as plataformas o comprimento de 196 metros e a altura de 45 e 40 centímetros.
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* Afora as duas linhas de topo e um feixe de linhas de reserva, onde são possíveis manobras, a interface apresenta três vias de circulação com as extensões de 558 e 310 metros, tendo as plataformas o comprimento de 196 metros e a altura de 45 e 40 centímetros.
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Fachada exterior do edifício em obras. |
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Fachada lateral virada para a gare. |
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Antigo cais de mercadorias, servido por uma linha de topo. Muito bem conservado! |
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Os feixes das linhas de reserva e o depósito de água da estação |
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Na outra linha de topo, uma dresine e duas vagonetas, material de obras que pertence à "Refer". |
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Vista no sentido sul/norte. Viaduto rodoviário que atravessa a via férrea. |
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PK. 105,000 no perímetro da própria estação. |
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Quadriciclo a pedal que servia para a inspeção às vias. Muito gostava de poder usar um brinquedo destes !!!! |
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Azulejos na fachada virada para a gare e que representa o Hospital Termal. |
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Sala de espera ... e quem espera,. embora alcance, também desespera, neste caso! |
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6 de agosto de 2014
ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE SÃO MARTINHO DO PORTO
* Interface ferroviária da Linha do oeste, que serve a freguesia homónima no concelho de Alcobaça. O acesso é feito pelo Largo Vinte e Oito de Maio.
* Dispõe de uma linha de topo, uma de reserva e três vias de circulação com 498, 493 e 276 metros de extensão; sendo que as gares possuem o comprimento de de 214, 209 e 197 metros, com a altura de 50, 45 e 40 centímetros de altura.
* Esta interface situa-se no troço entre Torres Vedras e Leiria, que abriu à exploração em 01 de agosto de 1887 pela então "Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses". Como curiosidade, e completamente ao invés do que se pratica em nossos dias, no ano de 1934 esta estação estava integrada num programa dos "Caminhos de Ferro Portugueses" que estabelecia preços mais baixos para as estações que servissem destinos balneares /ou termais. No ano seguinte, a mesma companhia construiu as instalações para a 5ª. secção Via e Obras, no perímetro desta estação.
* Em 1961, esta interface dispunha de serviços de bagagens e passageiros da "Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses". Em termos de movimento de passageiros, esta era, na década de 1950 do século passado, uma das estações com mais movimento nesta região, com picos de tráfego durante as épocas balnear, de Natal e da Páscoa.
* Nos nossos dias, o maior movimento é a travessia dos veraneantes, uma vez que ela divide a freguesia ao meio e se encontra muito próximo da praia, só sendo servida pelas composições regionais.
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Vista geral do edifício ferroviário na parte virada para o cais de embarque. Placa com o "C" de estação encerrada, sem chefe ou qualquer funcionário. |
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Vista lateral do edifício e do jardim. |
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O fotógrafo foi fotografado às horas indicadas. |
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Edifício da 5ª. secção de via e obras. |
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Parte da fachada virada para o largo 28 de Maio |
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Edifício que funcionou como cais das mercadorias. |
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O gabarit e a grua, com a linha de topo, junto ao edifício das mercadorias (armazém). |
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Placas comemorativas dos jardins melhor tratados, seja mais floridos (2º e 3º lugares) |
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Esta placa comemora o primeiro lugar atribuido pela beleza do jasdim. Penso que nos tempos atuais se deveriam atribuir prémios às estações melhor conservadas ... |
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Edifício das ... sentinas, sanitas, retretes, doblu-cê (escolham) Apesar de tudo já vi estações bem mais degradadas, considerando as escassas composições que por aqui passam. |
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2 de agosto de 2014
SOMAFEL
* "SOMAFEL" é a designação simplificada de "SOMAFEL-ENGENHARIA E OBRAS FERROVIÁRIAS, SA", que representa uma empresa portuguesa de engenharia e construção ferroviária.
* Carateriza-se como sendo uma sociedade anónima, cuja sede é em Porto Salvo, e cuja atividade se prende com a construção, renovação e manutenção de infraestruturas ferroviárias e a edificação de diferentes estruturas necessárias a essa atividade, mas que não se enquadram, diretamente neste ramo, tais como, terraplanagens, drenagens, muros e outras.
* Foi criada em 1956 por Diogo Pereira Coutinho, iniciando as suas atividades no ramo da construção ferroviária na década de 1960, em Angola e no Metropolitano de Lisboa. No ano de 1992, o seu capital foi totalmente adquirido pelas empresas "Teixeira Duarte-Engenharia e Construção, SA" e "Soares da Costa, SGPS, SA".
* Já em 2002 viria a começar o seu primeiro projeto em Marrocos.
DIOGO PEREIRA COUTINHO
* De seu nome completo DIOGO Manuel de Castro Constâncio PEREIRA COUTINHO, nasceu na freguesia lisboeta da Lapa em 17 de outubro de 1922, sendo o terceiro filho varão de Dom Fernando Pereira Coutinho e de sua esposa, Elvira de Castro Constâncio.
* Dono de uma considerável fortuna que ia mantendo com investimentos financeiros, criou a SOMAFEL, empresa que veio a criar no ano de 1956 e que foi vendida já depois da "revolução dos cravos", no ano de 1992.
* Casou duas vezes, sendo que apenas do primeiro matrimónio resultaram dois descendentes. A primeira vez casou a 15 de julho de 1950, na Casa da Prebenda, em Viseu com Dona Maria José Carlota de Castro Coutinho de Azevedo Pessanha; o segundo matrimónio foi com Dona Nicole de Preaulx.
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Creio que este já será material museológico |
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Maquinaria pesada!!!! |
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As vias privativas e algum material |
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Soberbas recordações |
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O fotógrafo foi fotografado |
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Julgo ser mais material museológico |
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Antigas locomotivas abatidas pela CP e agora no seu novo serviço. |
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Na ânsia de uma melhor perspetiva ... o meu amigo Lino abusou da boa vontade ... |
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Foi por causa disto que apanhei uma encharcadela das valentes. Sem guarda-chuva e apenas de mangas de camisa, Obrigado São Pedro! |
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Morreu de trabalho ... |
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Deliciosa encharcadela ... |
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E e o Lino.
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ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE OLIVEIRINHA-CABANAS
* Esta infraestrutura ferroviária é comumente conhecida apenas por "Estação de Oliveirinha-Cabanas" e é uma plataforma da Linha Ferroviária da Beira Alta, na qual se situa no PK. 102,368, servindo a localidade de Oliveirinha, da freguesia de Oliveira do Conde e freguesia de Cabanas (de Viriato), ambas da autarquia do Carregal do Sal. O acesso direto é efetuado pela chamada Avenida da Estação, em Oliveirinha.
* Na estação apenas fazem paragem as composições do tipo "regional".
* Além de duas linhas de topo e uma de reserva, possui duas vias de circulação com 541 e 514 metros de comprimento, tendo as plataformas a extensão de 164 e 94 metros e a altura de 45 centímetros.
* É através do espaço físico desta infraestrutura que é feita a ligação às instalações fabris e armazens da empresa construtora ferroviária "Somafel".
* A estação situa-se no troço compreendido entre as Estações de Pampilhosa e e Vilar Formoso, que entrou ao serviço - de forma provisória - em 01 de Julho de 1882; sendo a totalidade da linha entre a Figueira da Foz e a fronteira com Espanha, inaugurada em 03 de agosto do mesmo ano, pela então Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses da Beira Alta.
* Foi no longínquo ano de 1935,que esta interface passou a deter a categoria de estação, pois até essa data apenas era considerada como apeadeiro, conforme a autorização expressa pelo Conselho Superior de Caminhos de Ferro.
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Locomotiva a diesel, da serie 335.002, da operadora espanhola "Comsa" que tracionava ... |
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... um longo "TECO" da "Tramesa Steel", composto por vinte vagões. |
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Já com a camisa encharcada e as sapatilhas molhadas, lateral e parte fronteira do edifício ferroviário na parte virada para o cais de embarque. |
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Oliveirinha-Cabanas designação oficial da estação. Parte contrária à anterior. |
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Edifício do antigo cais de mercadorias, onde existe uma linha de topo e que se pensa estar (ou já ter estado) alugado. |
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28 de julho de 2014
ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE CARREGAL DO SAL
* Esta infraestrutura ferroviária é simplesmente conhecida por "Estação do Carregal" ou "Estação de Carregal do Sal". É uma interface da Linha Ferroviária da Beira Alta, que serve o concelho e vila viseense de Carregal do Sal. Lá efetuam paragens as composições "intercidades" e "regionais". O acesso à mesma é feito pela Avenida Doutor Oliveira Salazar ( ... é favor não alterarem a denominação!)
* Possui duas vias de circulação com 498 e 472 metros de extensão, tendo as plataformas 262 e 226 metros de comprimento, ambas com a altura de 45 centímetros.
* O troço entre as Estações de Pampilhosa e Vilar Formoso, no qual esta interface se insere, entrou ao serviço, ainda que de forma provisória, em 01 de julho de 1882; pois a inauguração oficial e total da Linha, entre a Figueira da Foz e a fronteira espanhola deu-se no dia 03 de agosto do mesmo ano.
* No ano de 1932, foi instalada uma plataforma entre a primeira e segunda vias desta estação, criando-se, deste modo, uma linha de reserva.
* Como mera curiosidade, o último chefe desta estação foi o ilustre amigo, Senhor Lino Ferreira Dias.
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Vista de sul para norte, com a lateral do edifício, com o nome antigo de Carregal, somente. |
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Frontaria da estação exposta para o cais de embarque, com as duas linhas de circulação. |
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Frontaria virada para o exterior em dia de uma valente chuvada. Táxi que aguarda possíveis viajantes, como eu ... só que eu tinha uma carona à espera! |
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PK. 98,00 da Linha beiraltina em pleno espaço físico da estação. |
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Ora aqui temos a linha de reserva que surgiu posteriormente. Sentido de norte para sul. |
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Nunca soube quanto era a coima e não faço questão de vir a sabê-lo. Ninguém gosta que as suas propriedades sejam invadidas por estranhos. |
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Composição regional, composta por uma UTE (unidade tripla elétrica) da série 2240, que fez uma breve paragem. |
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27 de julho de 2014
ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE SANTA COMBA DÃO
* Esta estrutura ferroviária é simplesmente conhecida por "Estação de Santa Comba Dão", sendo uma interface da Linha da Beira Alta e que serve o concelho viseense de Santa Comba Dão. Entrou ao serviço como parte integrante daquela linha em 01 de julho de 1882, ainda que de forma provisória. Este caminho de ferro foi oficialmente inaugurado em 03 de Agosto do mesmo ano. Por sua vez, a Linha do Dão (via métrica) que ligava esta estação a Viseu, entrou ao serviço em 25 de novembro de 1890, tendo sido encerrada definitivamente no ano de 1989, existindo ao longo de todo o seu percurso uma ciclovia, concluída recentemente. O acesso à estação é feito já na localidade de Vimieiro, pela denominada Rua da Estação.
* Além de duas linhas de topo e várias de reserva, esta estação apresenta três vias de circulação com 433, 420 e 311 metros de extensão, com todas as plataformas a possuirem 367 metros de comprimento e a altura de 45 e 50 centímetros.
* Na altura da inauguração, a estação distava cerca de dois quilómetros do concelho, daí que, junto à mesma se tenha, desde logo, formado uma concentração populacional de reduzidas dimensões, criando-se armazéns, alojamento e outros estabelecimentos comerciais, que levaram à expansão, e originaram o epíteto de "Santa Comba Dão-Gare" que acabou por se celebrizar por ter sido o local de nascimento e residência do estadista António de Oliveira Salazar.
* A linha do Dão foi um troço ferroviário construído por uma companhia diferente; enquanto a Linha da Beira Alta foi construida pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses da Beira Alta; a do Dão foi construida pela Companhia Nacional de Caminhos de Ferro.
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Grafia antiga de Santa Comba-Dão |
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Pormenor dos dois relógios na fachada da estação. Um parou com o tempo, o outro vai funcionando! |
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Depósito de água existente na estação. |
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Do interior da composição onde viajava, vista das várias linhas de reserva sem qualquer material. |
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