Texas Selvagem - A. J. Teixeira. Com tecnologia do Blogger.

Pensamentos no SilvaTexas

12 de junho de 2017

AREOSA - VIANA DO CASTELO


A "AREOSA" a que aqui se alude é uma freguesia litoral do concelho de Viana do Castelo que tem a área de 11,22 quilómetros quadrados e 4853 habitantes em permanência - dados do recenseamento geral do ano de 2011 - o que nos transporta à densidade populacional de 432,5 habitantes/quilómetro quadrado. O orago é a Nossa Senhora da Vinha.
Num lugar desta freguesia, concretamente no "Rego de Fontes", localiza-se o FORTIM DA AREOSA cuja construção terá ficado concluída no ano de 1701. Na parte mais central localiza-se o apeadeiro homónimo que integra a linha do Minho.

Apeadeiro ferroviário que serve a freguesia, que mostra
alguns sinais de desenvolvimento urbano.




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11 de junho de 2017

SÉRIE 592 DA RENFE


* Já muito foi dito sobre este material circulante ferroviário e não serei eu, simples entusiasta e manifesto ignorante que irá acrescentar novidades.
* A  Série 592 da "Renfe" espanhola é uma composição do tipo "UTD" (unidade tripla a diesel) que no seu comprimento máximo poderá ser acoplada em mais duas unidades e que foram  fabricadas entre os anos de 1981 e 1984, pela empresa "Macosa/Ateinsa". Cada unidade tripla possui entre duzentos a duzentos vinte oito lugares, atingindo a velocidade máxima de 120 quilómetros/hora.
* Popularmente, e já em terras espanholas elas são apelidadas de "camellos" devido às saliências das caixas do ar condicionado que se localizam por cima das respetivas portas. São formadas por automotora/carruagem/automotora.
* Foi com este material alugado à congénere espanhola que a operadora portuguesa conseguiu suprir (parcial e ainda assim escassamente) a falta de material automotor a diesel. O aluguer terá sido por um valor que nunca foi confirmado oficialmente e que terá sido um negócio para "nuestros hermanos" que já tinham este material encostado sem utilização. As composições terão cerca de trinta anos de vida e gastam combustível em demasia (o consumo andará pelos dois litros de gasóleo/quilómetro). O aluguer comporta vinte e cinco composições (15+10), sendo que já não circulam todas, devido a vários acidentes ou incidentes, nomeadamente a destruição completa de uma na região de Vigo e de incêndios relativamente frequentes, dado o sobreaquecimento dos seus motores.
* Na sua totalidade encontram-se afetas às linhas do Douro, Minho e Oeste, sendo ainda usadas no comboio internacional "Celta" do Porto a Vigo.
Vista parcial de uma unidade da primeira série, desta foram
alugadas quinze composições.
 
Uma composição da segunda série deste modelo, de que
foram alugadas dez unidades.





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10 de junho de 2017

APEADEIRO FERROVIÁRIO DA CARVALHA


* O "APEADEIRO FERROVIÁRIO DA CARVALHA" é uma infraestrutura que se localiza na linha do Minho e que serve aquela localidade do concelho de Vila Nova da Cerveira; concretamente situa-se ao ponto quilométrico (PK.) 122,118 e é utilizado, somente, pelas composições de tipologia "regionais".
Interior de uma composição "Celta", que liga o Porto a Vigo.

Vista parcial da pequena infraestrutura.
Esta infraestrutura encontra-se com acesso a cadeiras de rodas de deficientes, tendo entrado ao serviço comercial em 15 de janeiro de 1879. 

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9 de junho de 2017

APEADEIRO DE ESQUEIRO


O  "APEADEIRO FERROVIÁRIO DE ESQUEIRO" é uma infraestrutura da linha do Minho, na qual se localiza ao ponto quilométrico (PK.) 110,494 e que serve aquele lugar da freguesia de Lanhelas no concelho de Caminha. Encontra-se adaptado com acesso a cadeiras de rodas e é servido pelas composições "regionais". Foi inaugurado em 15 de janeiro de 1879.
Algum desenvolvimento na localidade.

Infraestrutura ferroviária.


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DARQUE


DARQUE é uma freguesia do concelho de Viana do Castelo composta por cinco lugares e que tem a área de 6,62 quilómetros quadrados em que habitam em permanência 7817 moradores (recenseamento do ano de 2011), o que nos conduz à densidade populacional bastante razoável de 1180,8 habitantes/quilómetro quadrado. È daqui que sai a maior parte da "louça de Viana", sendo no seu território que se localiza a "Praia do  Cabedelo" e a "Quinta do Santoinho".
Desta freguesia é natural HERCULANO PITA SOARES nascido em 16 de fevereiro de 1900 e que faleceu em Santarém em 23 de outubro de 1957, que foi escritor, professor e poeta.

Lateral da infraestrutura ferroviária com uma máquina do
empreiteiro "Somafel" aparcada na linha de topo.

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3 de maio de 2017

ALFARELOS

* "ALFARELOS" é uma freguesia e vila desde abril de 1928 que integra o concelho de Soure e que tem atualmente a área de 13,42 quilómetros quadrados onde residem 1493 habitantes em permanência (estatística do ano de 2011), o que nos conduz à densidade populacional de 107,2 habitantes/quilómetro quadrado.
Designação oficial da infraestrutura ferroviária.

Era assim que deveria de ser em todas.
* A vila é fundamentalmente conhecida por ser servida por uma infraestrutura ferroviária de grande movimento que serve a linha do Norte e ser aqui que tem início o Ramal homónimo, representando, desta forma, um local de passagem de várias composições.

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GRANJA DO ULMEIRO

"GRANJA DO ULMEIRO" é uma freguesia do concelho de Soure, composta por seis povoações e que, atualmente, tem a área de 6,68 quilómetros quadrados onde habitam em regime de permanência (dados do recenseamento do ano de 2011), 1866 habitantes o que nos transporta à densidade populacional de 279,3 habitantes/quilómetro quadrado.
Algum desenvolvimento e uma merecida homenagem aos valorosos soldados da paz.

A igreja matriz e a sua escadaria.

Parque infantil excelentemente conservado.
O orago da localidade é o São Gabriel (Arcanjo). Uma das suas figuras ilustres foi o Padre Euclides de Morais que dedicou toda a sua vida a apoiar os pobres e indigentes, tendo sido o impulsionador da construção do Centro de Assistência Paroquial.
Esta freguesia é servida pela quarta secção dos Bombeiros Voluntários de Soure.
Veículo ligeiro de combate a incêndios.

Fachada principal  do quartel dos bombeiros com algumas ambulâncias de socorro.

Como não cabem no interior do quartel, estacionam no largo defronte.

Veículo pesado de combate a fogos.

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2 de maio de 2017

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE ALFARELOS/GRANJA DO ULMEIRO

* A "ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE ALFARELOS/GRANJA DO ULMEIRO" é uma interface ferroviária que se localiza na linha do Norte (PK. 198,339) e no ramal de Alfarelos (PK. 198,341), que apesar da sua denominação se situa na freguesia da Granja do Ulmeiro e a cerca de dois quilómetros a oeste da outra freguesia de Alfarelos, ambas no concelho de Soure. O acesso é efetuado pela Rua da Estação na já referida freguesia da Granja.
Não minto ... designação oficial da infraestrutura!

A entrada para a estação e para o perímetro ferroviário.



Segurança é essencial para o atravessamento do canal ferroviário.
* Esta infraestrutura foi inaugurada pela então CRCFP (Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses) em 07 de julho de 1864. Nos dias de hoje a estação está provida de praça de táxis, bilheteiras, wc adaptado para deficientes, sala de espera, instalações sanitárias e acesso a cadeiras de rodas. Aqui fazem serviço comercial as composições do tipo "intercidades", "interregionais", "regionais" e "urbanos".
O edifício que serve (serviu) como dormitório dos funcionários.

Sim ... é um macaco para fazer subir o material circulante, mas manualmente.
 * Alem de diversas linhas de reserva e de topo, o perímetro ferroviário possui cinco vias de circulação, cujos comprimentos variam entre os 350 (trezentos e cinquenta) e os 430 (quatrocentos e trinta) metros, com as plataformas a terem a extensão variável de 305 (trezentos e cinco) e 384 (trezentos e oitenta quatro) metros, variando a altura das mesmas entre os 30 (trinta) e os 50 (cinquenta) centímetros.
*  Como curiosidade, uma das cenas da obra "Os Esteiros" de Soeiro Pereira Gomes foca-se nesta estação.
Numa das linhas de topo, o sinal de encerramento da via por nela se encontrar material aparcado.

O canal de circulação na parte voltada a sul.

A longa reta que se pode observar no sentido norte. 








 

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6 de fevereiro de 2017

DIVAGAÇÕES SOBRE LINHAS FERROVIÁRIAS -. PARTE XI

LINHA DA ERICEIRA

Não irei maçar mais os meus possíveis leitores com linhas férreas que nunca o foram e que, na maior parte, nem do papel saíram.

* A "LINHA DA ERICEIRA" teria sido uma ferrovia de via estreita, que foi projetada mas jamais construída, que iria facultar uma ligação entre a rede ferroviária nacional e a localidade da Ericeira no concelho lisboeta de Mafra.
* Mas recuemos aos inícios. Em 11 de maio de 1889, foi requerida a concessão de um sistema de caminho de ferro do tipo americano, que se iniciaria na estação ferroviária da Malveira e integraria o, também já projetado "Caminho de Ferro da Lisboa a Tôrres, Mafra e Ericeira".  Em 01 de dezembro de 1894 fôra solicitada a concessão de uma ferrovia, do mesmo tipo (americano), que seria tracionada por material a vapor e iria ligar a estação de Queluz (Belas) à freguesia da Ericeira, atravessado a sede do concelho (Mafra). No mês de  março seguinte a concessão foi aprovada, apenas carecendo da carta corográfica da região que iria ser atravessada pelos carris e da planta das estradas onde os mesmos estariam planeados serem assentes., para depois se organizar a companhia numa reunião a nível governamental.
* Pelo mês de abril de 1899, o empresário Eurico Allen, que detinha a concessão para um caminho de ferro de via estreita que se designava por "Queluz-Bellas" requereu uma autorização para que esta fosse prolongada até à Ericeira, tendo infraestruturas (apeadeiros ou estações) na Talla, Molhapão, Telhal, Algueirão, Granja do Marquês, Vilaverde, Terrugem, Montelavar, São João das Lampas, Lage, Zambujal, Carvoeira e Cazalinho.
* Posteriormente, em 16 de maio de 1903, os concessionários da linha elétrica entre a vila e a estação de Mafra requereram autorização para o prolongamento da mesma até à Ericeira e à vila de Sintra. A própria empresa dos Elétricos de Sintra chegou, igualmente,a pedir uma autorização para que os seus veículos continuassem para além da Praia das Maçãs. Todos estes requerimentos ficaram, contudo, pendentes de uma comissão que havia sido criada, muito recentemente, para o estudo das bases com vista à concessão das ferrovias que iriam ocupar parte do leito das estradas.
* No Plano Geral da Rede Ferroviária Portuguesa, que veio a ser publicado em 28 de março de 1930, foi promulgado o projeto para a "Linha da Ericeira" de via estreita, que ligaria Carriche à Ericeira e serviria Loures, Lousa e Mafra. No início de 1932, as autarquias de Loures e Mafra mostraram todo o seu interesse na construção da linha, mas utilizando a tração elétrica, o que seria não só uma ferrovia, mas também uma forma de transportar a energia para diversos locais da região. Por essa época, a linha era apontada como a solução para a crise que aquela região sofria, visto que iria dar emprego a muitas pessoas, não só ligadas diretamente à obra, mas também na consequente exploração ferroviária e na produção da eletricidade. Fora isso, constituiria uma maneira fácil de atrair turistas, nomeadamente para o Convento de Mafra que sofria da falta de acessos, devido ao péssimo estado da estrada nacional na zona dos Cheleiros. Tornaria, também, mais fáceis as ligações com a capital, permitindo que os seus habitantes visitassem alguns locais como Loures, Venda de Pinheiro, Montachique ou Freixial.
Em abril daquele ano (1932), o governo já tinha concedido a autorização provisória às autarquias em questão, tendo estas já concluídos todos os estudos necessários, aguardando somente que o Ministério do Comércio e Comunicações estabelecesse no orçamento qual a garantia do juro para a respetiva construção. Os estudos indicavam uma estimativa anual de quarenta mil escudos para cada uma daquelas câmaras. O projeto de toda a linha foi da autoria dos engenheiros João Castelo-Branco e Henrique Kopke. De início as autarquias haviam decidido constituir um empréstimo, em Portugal ou no exterior; tendo, para esse efeito, uma casa londrina oferecido um empréstimo de 250.000 £ em condições bastante aceitáveis e com a promessa da construção ficar concluída no prazo de um ano; posteriormente surgiram outros dois grupos que se interessaram pelo financiamento, sendo um português e outro alemão.
* Havia ficado consignado que os principais centros que iriam beneficiar da linha seriam Loures, Bucelas, Mafra e Ericeira, mas dela constavam ainda dois ramais, um que ligaria o Freixial a Loures, passando por Santo António do Tojal, Zambujal e Bucelas, sendo que o outro ligaria Carriche a Caneças, servindo Odivelas e Montemor. Um documento formulado pelo Conselho Superior de Caminhos de Ferro e remetido ao governo previa uma receita anual de mercadorias no mínimo de 3.500.000$ e de passageiros superior a 3.120.000$ a que acresceria 120.000$ nos meses de junho a outubro. Nesse documento constava ainda a receita adicional de cerca de 740.000$ devida pela iluminação de casas particulares, olhando ao princípio de que a energia apenas iria ser utilizada por 40% dos habitantes. Nessa previsão, as despesas não ultrapassariam os 3.800.000$. A linha utilizaria a bitola de novecentos milímetros que era a igual à dos Elétricos de Lisboa. Um cálculo efetuado pelo engenheiro portuense, Cudell Goetz, diz-nos que a viagem desde a Ericeira ao Campo Pequeno duraria entre quarenta a sessenta minutos, considerando as paragens já referidas. Previa-se que o concurso iria ser lançado após a construção de uma central elétrica destinada à iluminação pública da vila de Mafra, da Escola Prática de Infantaria e do Depósito de Remonta e Garanhões, que já se haviam iniciado no início do ano de 1932.
* As mudanças políticas, as persistentes crises económicas, o desvio de verbas para acudir a situações de emergência, inviabilizaram qualquer início dos trabalhos no terreno, fazendo com que o projeto ficasse eternamente esquecido nas "calengas gregas" como se apregoava à época.  


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