Texas Selvagem - A. J. Teixeira. Com tecnologia do Blogger.

Pensamentos no SilvaTexas

15 de janeiro de 2017

DIVAGAÇÕES SOBRE LINHAS FERROVIÁRIAS - PARTE II

RAMAL DE LANHOSO


* O "RAMAL DE LANHOSO" foi uma ferrovia projetada, mas que nunca saiu do papel que iria ligar as também projetadas, mas jamais construídas "Linha do Ave" e "Transversal do Minho".
* O já referido Decreto número 18190, de 28 de março de 1930 veio reorganizar toda a rede ferroviária portuguesa, modificando alguns projetos existentes e introduzindo outros de raiz. De entre os projetos constantes da lista, estava o "Ramal de Lanhoso", que seria construída em via estreita e ligaria a Linha do Ave, na localidade de Crespos à Transversal do Minho, na vila de Póvoa do Lanhoso.
* Considerando mesmo que ambas as linhas já tivessem um ponto em comum (Taipas), a então Direção-Geral de Caminhos de Ferro decidiu que um ramal que possibilitasse a ligação entre Crespos e Lanhoso não sairia demasiadamente oneroso, atendendo a que teria apenas doze quilómetros de extensão e um percurso plano e iria facilitar as comunicações entre o centro e o norte do Minho com as regiões do Barroso, de Basto e de Trás-os-Montes. Por outro lado, a linha entre os Crespos e Lanhoso já era uma aspiração antiga da cidade bracarense, permitindo ligar a linha do Ave à do Cávado e cujos projetos já vinham de antes do ano de 1930.

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DIVAGAÇÕES SOBRE LINHAS FERROVIÁRIAS - PARTE I

LINHA DO AVE


* A "Linha do Ave" é mais um exemplo de que nem sempre as obras nascem quando o homem sonha.
Pois bem, a linha foi projetada, contudo jamais saiu do papel. Ela iria ligar a localidade de Caniços (linha de Guimarães) a Arco de Baúlhe (linha do Tâmega).
* O Decreto número 18190, de 28 de março de 1932 (a), que visava uma reorganização de toda a rede ferroviária nacional, concebeu novas bases para troços de ferrovia planeados. Um desses projetos introduzidos seria a "LINHA DO AVE", em bitola métrica (via estreita) que ligaria aquelas duas localidades e, consequentemente, a Linha de Guimarães à do Tâmega. Em Ronfe, iria cruzar com a Linha de Famalicão, na Póvoa do Lanhoso com o Ramal homónimo e nas Taipas (Caldas) com a Transversal do Minho. Iria servir com estações ou apeadeiros as freguesias de Riba de Ave, Vieira do Minho, Casares  e Cavez.
* De adiamento em adiamento, mudanças frequentes de governos, fizeram com que a linha jamais fosse construida, pois nem sequer houve concurso para a sua concretização, abortando logo na forma inicial.

(a) - Decreto número 18190, de 28 de março de 1930 do Ministério do Comércio e Comunicações - Direção Geral de Caminhos de Ferro, Divisão Central e de Estudos - Secção de Expediente. Publicação na Série I  do  Diário do Governo número 83, de 10 de abril de 1930.

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14 de janeiro de 2017

CURIOSIDADES CIRCULANTES - II

O TEXAS, COMPOSIÇÃO FERROVIÁRIA

* Poder-se-á fizer que um pedaço do "TEXAS" ficou  por terras flavienses. Sim, parte do espólio da secção museológica ferroviária de Chaves, contempla uma das locomotivas a vapor que rebocou o emblemático comboio e dois vagões de transporte de mercadorias.
* Foi no século passado, em dezembro de 1989, que o comboio "texas" já rebocado por locomotiva a diesel fez a derradeira viagem até Chaves. Percorria a chamada "linha do Corgo" que tinha o seu início na estação do Peso da Régua e era toda de via métrica (mil milímetros entre carris). A construção daquela linha decorreu de forma faseada, durando alguns anos. No dia 15 de maio de 1905 chegou a Vila Real (por sinal, o último troço da linha a ser encerrado definitivamente),  Já no ano de 1907 chegou às Termas de Pedras Salgadas. Em 20 de março de 1910 fez a viagem inaugural até Vidago. Em 20 de junho de 1919 passou a terminar em Vilela do  Tâmega (cuja estação, atualmente, é uma residência particular e com material circulante preservado). Finalmente, a linha conclui-se em 21 de agosto de 1921, ligando as cidades da Régua (Peso da) e Chaves.
* No percurso total existiam, salvo erro ou omissão involuntária, oito estações e catorze apeadeiros. A distância percorrida andava pelos quarenta e um quilómetros e era efetuada em duas horas e vinte minutos, o que nos dá a média de dezassete quilómetros por hora  (loucura!!!!).
*  À semelhança do que havia acontecido na construção, a linha  foi encerrando por troços, sendo que o sobrevivente, cerca de vinte quilómetros (da Régua a Vila Real) era feito em cinquenta minutos naqueles "autocarros" vermelhos que circulavam sob carris (as LRV'S 2000) que perduraram em circulação até 25 de março de 2009, malfadada data em que a linha encerrou para obras ... que nunca começaram!
* Nesta linha algumas das infraestruturas existentes foram entregues a privados ou a associações que lhe deram fins diferentes daqueles para que haviam sido destinadas. Carris não existem ... salva-se na sua maioria, o canal de circulação tapado por heras e lameiros que praticamente inviabilizam quaisquer passadas fora das localidades. A morte é definitiva, jamais haverá esperança de uma ressurreição. A HISTÓRIA DE UM POVO FOI, UMA VEZ MAIS, ESPEZINHADA PELO PROGRESSO!!!!!
(imagem cedida amavelmente por Sandro Duarte e que
mostra a E55, locomotiva de via métrica
igual a outras que circularam nesta linha).

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7 de janeiro de 2017

CURIOSIDADES CIRCULANTES

O COMBOIO JOANINHA

Talvez por ser progenitor de uma qualquer Joana, achei interessante compartilhar esta curiosidade ferroviária, que será do desconhecimento de muito boa e ilustre gente.

* O Caminho de Ferro de Penafiel à Lixa e Entre-os-Rios existiu, contudo teve duração efémera e, em nossos dias, não existem quaisquer vestígios dessa ligação ferroviária. A empresa foi inicialmente criada pelo Doutor Cerqueira Magro que era caraterizado por ter um espírito trabalhador e uma tenacidade feroz no tocante a tudo o que pensava realizar. Aquele médico, por alturas do ano de 1900, resolveu adquirir a  mata do Seixoso (na hoje cidade da Lixa), tendo lá mandado edificar um sanatório que um violento incêndio destruiu em grande parte no ano de 1904. Não cruzando os braços com aquele percalço, procedeu à respetiva reconstrução, agora edificando um prédio que o destinou a uma estância de repouso. Nos tempos que correm esse prédio ainda existe no coração da hoje cidade da Lixa, embora em estado precário, mas, creio, que esporadicamente servirá de habitação sazonal de familiares.
* Considerando a enorme afluência de visitantes e de alguns frequentadores e motivado pela escassez dos meios de transporte, o Doutor Cerqueira Magro terá apresentado um plano para a criação do "Caminho de Ferro" a um grupo de ricos proprietários dos concelhos de Penafiel, Lousada (à época Louzada) e Felgueiras, que de imediato se colocaram a seu lado, apoiando e desejando participar numa obra que iria conduzir aquelas regiões a um grau de prosperidade a que tinham direito pela sua riqueza natural e que estava pessimamente servida em termos de transporte coletivo de passageiros e, mesmo de mercadorias. O projeto avançou mas ,,, teve vida curta! Nove anos volvidos, cerca de 1923, a "Joaninha" - nome que foi atribuído ao comboio entre Penafiel e Lixa - deixou de circular. 
* Sem qualquer margem para dúvidas, poder-se-á dizer que o "Caminho de Ferro de Penafiel à Lixa" se deve ao Doutor Cerqueira Magro, dado ter sido ele o iniciador da empresa, em conjunto com os capitalistas de Penafiel, Lous(z)ada, Lixa e Felgueiras, dado estes terem entregue somas valiosas para a concretização do ideal: a viação acelerada. Desta forma, a ferrovia entre Penafiel e a Lixa veio a ser, oficialmente, inaugurada em 16 de fevereiro de 1913; conquanto desde 10 de novembro de 1912 (dia de São Martinho) a composição já circulasse entre Novelas e Penafiel. Por esta altura, a companhia só possuía duas máquinas, a número 1, "Penafiel" e a número 2, "Lixa". Logo em junho de 1913 foram adquiridas, novas, outras duas, a número 3, "Louzada" e a número 4, "Seixoso". Posteriormente, vieram a ser adquiridas mais duas novas, a número 5, "Felgueiras" e a número 6 "Margarida".  Continuando a saga das inaugurações, o troço entre Felgueiras e Lixa foi solenemente aberto à circulação, na presença das Bandas Musicais dos Bombeiros Voluntários da Lixa e do Regimento de Infantaria 22, no mês de Setembro de 1914. Houve missa solene celebrada pelo senhor abade de Moura e fogo de artifício a cargo de uma pirotecnia de Viana do Castelo.
* O comboio da inauguração chegou à localidade da Lixa (hoje cidade) pelas 10h15, rebocado pela máquina "Seixoso". Os preços dos bilhetes de ida e volta (duas viagens) entre Penafiel e a Lixa era de 60, 50 ou 40 centavos, conforme as classes (primeira, segunda ou terceira) utilizadas. Com a inauguração deste troço ficaram  concluídos trinta e três quilómetros de ferrovia, assente no leito de estradas e caminhos, desde a cidade de Penafiel (Arrifana de Sousa ou Penafidellis) até à povoação da Lixa. A linha, toda ela do tipo americano, era percorrida em duas horas no sentido da Lixa, sendo que no sentido inverso, a viagem encurtava em dez minutos, tudo por causa das muitas paragens existentes ao longo do percurso e que serviam pequenos lugarejos. Finalmente, a estação terminal na Lixa localizava-se na freguesia de Borba de Godim, onde em nossos dias, existe uma urbanização que fica mesmo numa das entradas da agora cidade. Como já se referiu no início a ausência de vestígios que possam comprovar a existência deste caminho de ferro, é total.   

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10 de dezembro de 2016

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE OVAR

* A "ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE OVAR", simplesmente conhecida como "Estação de Ovar" é uma gare ferroviária da Linha do Norte, na qual se localiza ao ponto quilométrico (PK.) 300,776, que serve a cidade homónima, tendo acesso pelo Largo Serpa Pinto. Aqui fazem paragem as composições do tipo "regionais", "intercidades" e "urbanos".
* Encontra-se dotada de terminal de autocarros, praça de táxis, balcão de informações, bilheteira, WC (incluindo para deficientes), acesso a cadeiras de rodas, sala de espera, parque de estacionamento auto e posto público telefónico.
* Além de duas linhas de reserva e três de topo (duas pelo exterior), possui três vias de circulação com os comprimentos de oitocentos e oitenta (880), seiscentos e dez (610) e trezentos e dez (310) metros, com as plataformas a terem trezentos e trinta dois (332) e duzentos e oitenta seis) metros de extensão, com a altura única de setenta (70) centímetros.
* Como curiosidade deve-se dizer que o romance "A Capital" do nosso José Maria d'EÇA DE QUEIROZ, no seu início se refere a esta estação ferroviária.

As fachadas do edifício ferroviário encontram-se
ricamente decoradas com azulejos policromados
fabricados na Fábrica Viúva Lamego.

As cenas representadas nos azulejos lembram o mar, a ria, a
lavoura e o ambiente ferroviário.

Já em andamento, vista parcial do edifício da estação.

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ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE CELORICO DA BEIRA

* A "ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE CELORICO DA BEIRA", que popularmente é conhecida apenas por "Estação de Celorico", é uma interface da linha da Beira Alta, onde se localiza ao ponto quilométrico (PK.) 167,919 e que serve aquela vila, cujo acesso é feito pelo Largo da Estação dos Caminhos de Ferro, na localidade de Celorico da Beira-Gare.
* Esta plataforma ferroviária é servida por terminal de autocarros, de praça de táxis, estando equipada com bilheteira, acesso a cadeiras de rodas (deficientes, incluindo quarto de banho), WC., sala de espera, posto público telefónico e cafetaria.
* Além de uma linha de reserva para o material de manutenção e obras e três de topo (uma das quais considerada a linha 1!!), possui duas vias de circulação com quatrocentos e setenta um (471) e quatrocentos e trinta cinco (435) metros de comprimento, com as duas plataformas a terem a extensão de trezentos e nove (309) e duzentos e quarenta dois (242) metros, com a altura única de quarenta (40) centímetros.
* Nesta estação efetuam paragens as composições do tipo "regionais", "intercidades" e o "sud expresso".

Na falta de energia, existe o manual para virar a agulha.

Outra perspetiva da sala de espera, sendo a entrada dos lavabos em frente
ao fundo, do lado esquerdo, temos a cafetaria. Excelente
iluminação natural, mesmo em dia de alguns chuviscos.

Composição regional que retoma a sua marcha com
destino à Guarda.

A cauda da composição "intercidades" que nos trouxe
ao destino ... CELORICO!
A aguardar pela merecida reciclagem!


A surpresa do dia ... Locomotiva elétrica da marca "Siemens"
com o número 4713 que tracionava uma composição de vinte
vagões de contentores.

O Guardião da estação, lá permitiu uma foto ao
entusiasta ferroviário

Placa toponímica que nos diz que o Largo se chama da
"Estação dos Caminhos de Ferro"

A amplitude do edifício ferroviário na parte voltada
para o Largo.

Já falei deles ... Em pormenor a entrada para o escritório
(em frente) e para a cozinha (à esquerda). 
Dentro do perímetro ferroviário o ponto quilométrico (PK.)
168,000 que vale desde a Figueira da Foz.

Em pleno funcionamento, passagem de nível automatizada e de
meias barreiras, logo à saida da estação no sentido da
cidade da Guarda.

O acesso para o pequeno jardim que existe na área da
estação e que diga-se,  na verdade, já os vi em muito
pior estado.

Ampla sala de espera com muito boa luminosidade e de
limpeza irrepreensível.

Indicação eletrónica das composições e horários de
passagem pela estação.
Dentro do perímetro ferroviário, os agora abandonados edifícios
da cozinha e escritório do pessoal afeto à estação.

Chama-se carro americano e era empurrado rolando sobre os carris.

Dresine e respetiva vagoneta, material este afeto às
vias e obras, aparcado numa das linhas de topo. 

O edifício ferroviário na parte voltada para o canal
de circulação.
ra-Gare.

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5 de novembro de 2016

APEADEIRO DE OLIVEIRA

* O "APEADEIRO DE OLIVEIRA" é uma infraestrutura ferroviária da Linha do Douro, na qual se localiza ao ponto quilométrico (PK.) 48,815 e que serve a localidade de Oliveira que integra a atual vila de Vila Meã, do concelho amarantino.
* Foi inaugurado em 15  de setembro de 1878 e atualmente apenas fazem paragem as composições do tipo "regional". Presentemente encontra-se em obras devido à eletrificação do troço daquela via entre as estações de Caíde de Rei (Lousada) e de Marco de Canavezes,

Por via das obras, é este o resguardo para os passageiros,
e que é provisório.

Era aqui o abrigo original e que se encontra interdito
por causa das obras.

O pequeno estaleiro das obras com vista à eletrificação
deste troço.

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APEADEIRO DE RECEZINHOS

* O "APEADEIRO DE RECEZINHOS" é uma infraestrutura ferroviária da Linha do Douro, na qual se localiza ao ponto quilométrico (PK. 52,817) e que serve a freguesia de São Martinho de Recezinhos, no concelho de Penafiel.
* Foi inaugurado em 15 de setembro de 1878 e atualmente apenas é servido pelos serviços "regionais".

Aí está o abrigo para os passageiros 

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18 de outubro de 2016

DFfv255 - FURGÃO

* Trata-se somente de um furgão ferroviário de via métrica que se destinava ao transporte de mercadorias, de que foram fabricados dez exemplares que integravam a série 251/260 da extinta "Companhia Nacional dos Caminhos de Ferro".
Vista lateral do  veículo ferroviário
 * Terá sido construído no ano de 1908, pela fábrica belga "La Metarllurgique at Nivelles. O seu comprimento total é de 7,460 metros, comportando carga até duas toneladas, considerando a tara de cinco toneladas e meia.
* O revestimento da caixa é em chapa e a iluminação efetuada através de candeeiros a petróleo.
Temos a numeração e a respetiva série.

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