Texas Selvagem - A. J. Teixeira. Com tecnologia do Blogger.

Pensamentos no SilvaTexas

22 de março de 2012

VILA FERROVIÁRIA DA PAMPILHOSA (DO BOTÃO)!

Composição intercidades com o número de circulação
522, tracionada por uma locomotiva elétrica da série
5600, em Porto/Campanhã, em dia de alguma chuva
fraca.

A bordo da última carruagem "corail" vista
para o exterior na passagem pela Estação
Ferroviária de Avanca.

Depois desta curva atingiu a velocidade máxima.
Continua a "chuva olha-tolos".

Parece, mas não é um volante.
É o freio manual que existe em todas as carruagens.

Vagão cimenteiro que é propriedade da "Cimpor".

Uma das minhas velhas amigas.
Locomotiva bombardeira da série
1960 a diesel.

Ora cá a temos. Foi o prato forte de uma acesa (no bom
sentido) discussão para a sua preservação e restauro.

Vista traseira do tender que lhe está acoplado e é
parte integrante.

É a única que resta desta série. Locomotiva a vapor BA
(antiga Companhia dos Caminhos-de-Ferro da Beira Alta)
número 061.

Exemplar da série 1400, locomotiva a diesel.,

Em todo o seu resplendor, a número 1413, afeta às manobras
da Pampilhosa.

O célebre "páre, escute e olhe". Passagem apenas
pedonal. Concordo com o parar, mas quem fôr
surdo e invisual? Mais um sinónimo de dependência!

FRelizmente tiveram lugar a reabilitação.
Locomotiva a diesel da série 1900.

Dresine  e vagoneta que pertencem à "Refer" (Rede
Ferroviária Nacional) afeta à conservação de túneis.

Vagão plataforma, com cisterna de produtos químicos
inflamáveis.

Ambas funcionam a diesel. A primeira é da série 1960,
a segunda da 1900 e são umas moiras de trabalho!

Cheguei a estar com ela na mão para a trazer de recordação,
mas alguém se queixava que o "texas" andava a roubar
material ferroviário.
Placa que se colocava no fim das composições!
Na próxima se ela lá estiver...compro-a!

Agora é mais sofisticado. Lanterna que indica que a
composição terminou....como o gato que levanta o rabo, quando se faz
uma festa no lombo...como a dizer não há mais!|
Não entendo o porquê de se manterem acessas permanentemente!

Era junto a estes dois vagões de inertes do tipo "Us" que
tinha início o Ramal da Figueira da Foz, eletrificado, mas
de viua única, hoje sem circulação, até(?) sempre.
* Para não repetir o que já escrevi em mensagens anteriores, lembrar apenas que é nesta vila do concelho da Mealhada que se cruzam as Linhas do Norte e da Beira Alta e tinha início o Ramal da Figueira da Foz (via Cantanhede) entretanto encerrado...o que começa a ser uma rotina!

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20 de março de 2012

PAMPILHOSA (DO BOTÃO)!

* A Pampilhosa é, nos nossos dias, a freguesia mais populosa do concelho da Mealhada, distrito de Aveiro. A sua área é de 13,60 quilómetros quadrados, tendo uma densidade populacional de 390 habitantes/quilómetro quadrado. Dista da sede do seu concelho quatro (04) quilómetros, de Coimbra, 12 (doze) e da sede do distrito 45 (quarenta e cinco) quilómetros. A atividade predominante é a indústria metalomecânica, de transformação de madeira, cerâmica, mármores e agricultura.
* A sua denominação provem de "pampilium" que em latim pretende significar flor amarela viva; segundo outros, poderá vir também de "pâmpano" que é um rebento de videira ou, ainda, de "pampilho" que é uma vara comprida que termina em agulhão.
* Os habitantes da Pampilhosa (que já foi do Botão) ouviram o silvo do primeiro comboio que fazia a ligação Lisboa/Porto, no mês de Abril de 1864; porém a construção da sua estação ferroviária só será iniciada em 1879, ano em que também se iniciaram os trabalhos de construção da Linha da Beira Alta, que ligaria a agora vila a Vilar Formoso. Já no ano seguinte (1880), no mês de Abril, rasgaram-se os primeiros terrenos que viriam a servir de traçado ao ramal que a ligaria à cidade da Figueira da Foz.
* Pampilhosa foi elevada à categoria de vila em 09 de Julho de 1985, tendo como gémea a Comuna de Courcoury, em França, desde 14 de Junho de 1991.
Antiguidade sobre rodas.
Modelo primitivo da carrinha "Renault" modelo 4L,
cujo manípulo das velocidades é debaixo do tablier. 

Ao preço atual da gasolina é movida a GPL
(Gás de Petróleo Liquefeito), cujo litro custa
um décimo do outro combustível.
A minha vénia ao seu proprietário!

Edifício sede da Junta de Freguesia da Pampilhosa.

Antigo edifício do quartel dos Bombeiros Voluntários,
hoje transformado em Biblioteca.

Edifício sede (armazém) da secção local do Corpo
Nacional de Escuteiros, agrupamento 1067.


Ambulância de transporte de doentes que pertence à
secção local da Cruz Vermelha Portuguesa.

Edifício "Villa Rosa". Se a Rosa está neste estado
coitada dela. Merece um fim condigno, mas é de
particulares.

Pormenor de duas figuras esculpidas em barro e que
representam dois anjos (?)



Traseiras do edifício que serve de extensão do Centro de Saude

Edifício do cinema em obras de recuperação.
Bem-hajam senhores autarcas.

Frontaria principal do edifício novo do "Centro de
Saude" local.

O denominado chalet suiço. É de particulares, mas merecia
fazer jus ao seu historial.
À direita a palmeira mais alta de Portugal.

De dentro do espaço ferroviário, vista total do edifício
histórico a que chamaram de "chalet suiço" por ter
sido construido com base numa planta oriunda daquele
pais helvético.

A diferença de tamanhos entre uma vulgar palmeira e a
mais alta do nosso país, que também já é centenária.
Nos dias ventosos, abana, volta a abanar mas não cai.
As árvores morrem de pé.!
* É seu atual presidente - pessoa a quem presto a minha vénia - o ilustre senhor Vitor Manuel Alves de Matos.    

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19 de março de 2012

COMEMORAÇÃO DO 130º. ANIVERSÁRIO DA LINHA FERROVIÁRIA DA BEIRA ALTA!

* Uma vez que a crise (...ela aparece sempre nas obras imperfeitas, inacabadas ou nem sequer começadas!) obriga a que as entidades oficiais se "esqueçam" de algumas datas dignas de serem comemoradas, a nível ferroviário; felizmente existem entusiastas que a expensas suas levam a efeito aquilo que deveria ser feito a nível oficial.
Edifício onde funciona a Junta de Freguesia. È no salão
nobre que se situa nas traseiras do primeiro andar que
decorre a exposição.

Logo à entrada. As bandeiras...hoje em dia quase que
só se usa a vermelha enrolada; no entanto, elas existem
e as suas cores correspondem às regras semafóricas. 

Lanterna. Aqui encontra-se a funcionar eletricamente,
mas era a acetileno ou a azeite que nos tempos dos
nossos avoengos elas davam o sinal. 

A estaçao da Pampilhosa na sua plenitude, com o
diverso material que lá costuma estar aparcado.

Material histórico dos anos 1940, 1950 e 1960 que hoje já
não circula e alguns que já nem existe!  

Extrato fotográfico da autoria do particular amigo
Vitor Simões.

Estampas estas do grande impulsionador do evento e
outro particular amigo Pedro Marnoto Zúquete.

Chefe de estação que se preze anda devidamente fardado...

Instumentos, simbolos e material ligado à ferrovia.

Não, não são namorados. Ela representa a funcionária, devidamente
equipada, da guarda da passagem de linha; Ele, o
senhor chefe, pois claro!

Ainda houve outros mais antigos de manivela, mas este
já passou à história.

Poste que suportava os fios do telégrafo ao longo da
linha..."daqui o 500 vai partir, alô, alô, escuto, alfa,
beta, gama, etc."

Cofre dos primeiros socorros. Todas as composições
eram obrigadas a possuir, pelo menos, um e completo!
Este era o número 465 Hoje? chamam-se os bombeiros!

Composição da marca "Fiat"da série 500, que era  comboio
"Foguete", que sempre fez paragem nesta estação, como se
verifica. 

Pois, as automotoras "Allan" iniciavam nesta estação a
sua viagem pelo Ramal da Figueira da Foz!

Funciona a aciteleno e marcava o lugar de mudança
de via (agulha).

Bilhética, mapas, guias e manuais de outros tempos.

Chefe, fator, revisor cada um com o seu boné.

Baú onde os maquinistas e fogueiros levavam o almoço.
Hoje? Existem as hamburgarias, as churrascarias e
outras "...ias"

A partida da composição era dada por uma corneta.

Sua Excelência, o senhor Presidente da Câmara Municipal
da Mealhada, Doutor Carlos Costa Cabral, fazendo a sua
preleção sobre a locomotiva BA-061.

Brasão da vila ferroviária da Pampilhosa, esculpido
em madeira envernizada. Atentem na locomotiva... 


É pequeno como eu. Por detrás da bandeira amarela o
ilustre presidente da Junta,  Senhor Vitor de Matos.

Lanternim... e sapatos.

Assistência entusiasmada

De costas, de vermelho, outro dos mentores, o Vitor Simões..
`A esquerda o presidente da Junta e em frente o Senhor Presidente da Câmara da Mealhada.
* Pois bem, foi precisamente isso que aconteceu no passado sábado, dia 17, pelas 15h00. Com o apoio da Autarquia (freguesia) da Pampilhosa (que já foi do Botão...) um grupo de puros carolas levou a efeito um evento que se destinou a comemorar a efeméride em timbre; até porque CENTO E TRINTA ANOS é um feito a merecer algum respeito.
* Não tendo engenho nem arte para poder participar, fui, mui honrosamente, convidado a marcar presença, o que diga-se de verdade, o fiz com um entusiasmo como aquele que as crianças têm quando são obsequiadas com a prenda que pretendiam.
* Passemos a um relato ilustrado do que me foi dado ver, e que me leva a cada vez mais, invejar (no bom sentido) as mãos que conseguem pequenos milagres. A autarquia  (Mealhada)  fez-se representar pelo respetivo Presidente, Doutor Carlos Costa Cabral, tendo a Junta de Freguesia da Pampilhosa cedido o seu salão nobre, além de o ato simbólico de abertura ter sido efetuado pelo seu Presidente, Senhor Vitor Manuel de Matos.
* Antes de passar às imagens, esta exposição poderá (e deverá) ser visitada de segunda a sexta-feira das 10 às 12 horas e das 14 às 18,00 horas, sendo que aos sábados o horário é das 14h30 às 18,00, até ao dia 31 do corrente mês, nas instalações da Junta de Freguesia (primeiro andar) que se situa na Rua da Estação,nº.15; é sair do comboio, atravessar para o lado oposto e andar, apenas, cem metros.    

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