Texas Selvagem - A. J. Teixeira. Com tecnologia do Blogger.

Pensamentos no SilvaTexas

11 de abril de 2011

LINHA DO ALTO MINHO

* Continuando-se pela zona minhota, vai mais um pequeno contributo para história ferroviária.
* A Linha de Braga a Monção  teria sido uma ferrovia que ligaria a cidade de Braga a Monção (distrito de Viana do Castelo), servindo o Minho interior.
* A primeira abordagem para a construção da linha férrea foi o projeto inicial da Linha do Minho, em bitola ibérica, que teve sempre como objetivos servir Porto, Braga e Espanha. No entanto, o trajeto de Braga a Monção revelou-se caro, na perspetiva do governo, devido à necessidade da construção dos tuneis da Portela de Vade e da Portela do Alvito. Neste projeto verificava-se ainda que a estação fronteiriça ficaria em Monção, ligando à localidade espanhola de Salvaterra de Miño.
* Em 1889 foi proposto um novo projeto em bitola métrica (1000 milimetros) que ligaria as mesmas localidades (Braga e Monção), consideravelmente mais barato, fazendo parte do projeto ferroviário bracarense. Um ano depois  o Engenheiro Justino Teixeira apresenta um segundo projeto com a variante de ligar a vila de Amares. Ambos os projetos, embora aceites pelo governo, foram parar "às Kalengas gregas" - expressão muito usual à época.
* Em 1903 a iniciativa partiu do governo, pelo Ministro das Obras Públicas, o Conde de Paçô Vieira, de construir a linha ferroviária. A concessão desta linha, conjuntamente com a linha de Braga a Guimarães e a Linha do Lima, foi entregue à "TEMPLE GEORGE BLACKWOOD". Mas houve muita polémica em torno desta empresa, e nunca foi além da terrraplanagem da Linha do Lima. Mais tarde foram propostos novos projetos.
* O projeto do engenheiro J. Vasconcellos e Sá foi o que reuniu maior consenso. Este estava dividido em duas fases: Braga a Arcos de Valdevez e Arcos de Valdevez a Monção. Por sua vez, a primeira fase constava de três lanços: Braga a Vila Verde, Vila Verde à Portela de Vade e desta até aos Arcos de Valdevez.
* Ainda assim, este projeto chegou a ter vários avanços e outros tantos recuos, chegou a ser várias vezes publicado em Decretos-Lei, mas a queda da monarquia e a I Guerra Mundial fizeram  com que o governo português resolvesse cancelar os projetos.
* Já no fim do século XX e início do século XXI (atual) as primeiras abordagens do traçado da linha de alta velocidade entre Porto, Braga e Vigo (Espanha, coincidiam parcialmente com o primeiro trajeto da Linha do Minho. A versão final, no estudo de impato ambiental de Braga a Espanha, é um trajeto mais próximo da autoestrada A3, passando em Ponte de Limae terminando em Valença.



Compilado em Gondomar, por "texasselvagem"

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LINHA DO VALE DO LIMA

* Continuando com a tarefa a que me propuz de lembrar linhas ferroviárias já extintas ou que nunca sairam do papel, com a ajuda de várias ferramentas que estão ao meu dispor, vai mais uma achega; considerando que os títulos correspondem sempre à designação oficial.
* A "LINHA DO VALE DO LIMA" teria sido uma ferrovia, em via estreita (métrica), que ligaria a cidade de Viana do Castelo a Ponte de Lima e à linha de Braga a Monção, numa extensão aproximada de 21 (vinte e um) quilómetros.
* A 28 de Maio de 1930, foi aprovada, pelo Decreto-Lei número 1890 (Plano Geral da Rede Ferroviária do Continente), a construção desta linha, em via reduzida (bitola de 1000 milimetros).
* As obras de construção foram iniciadas, foi terraplanado o percurso e procedeu-se ao assentamento de material ferroviário, travessas, balastro e carris. Entretanto, a falta de financiamento e a concorrência das rodovias, entre outras, levou à paragem do projeto, ordenado por despacho ministerial de 31 de Dezembro de 1936. O material ferroviário foi vendido a uma empresa espanhola. Desconhece-se, por completo, se terá existido, dado o avançado das obras, material circulante; sendo, no entanto, certoque nenhum comboio chegou a circular naquela linha.
* A 22 de Julho de 1962, pelo Decreto-Lei número 4780, a linha é desclassificada do PGRFC (Plano Geral Rede Ferroviária do Continente), libertando - como diz o próprio decreto - de condicionamentos ferroviários as zonas abrangidas pelo traçado daquela  linha.
* A linha saía de Viana do Castelo, o percurso seguia, pela margem direita do rio Lima até à freguesia de Arcozelo, em Além da Ponte, local situado em frente da hoje vila de Ponte de Lima.
* Apesar do quase total desaparecimento do que havia sido construido, restam ainda alguns vestígios da LINHA DO VALE DO LIMA. O leito da linha é, ainda hoje, visível ao longo da estrada nacional que liga Viana do Castelo a Ponte de Lima. As ruas de São Vicente, da Igreja  e da Linha do Vale do Lima, todas na cidade de Viana do Castelo, foram construidas aproveitando o leito da linha. 




Compilado em Gondomar, por "texasselvagem"

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RAMAL DA BASE AÉREA DE MACEDA

* Penso que só os militares da época se lembrarão ou então os habitantes das proximidades. Parece mentira, mas os comboios já chegaram onde continuam a chegar aviões militares.
* O "RAMAL DE MACEDA" (designação popular), pois o nome correto é o que consta em timbre, foi uma curta ferrovia no noroeste de Portugal, ligando o Aeródromo de Manobra número 1 da Força Aérea Portuguesa à Linha do Norte na Estação de Cortegaça (concelho de Ovar), no sentido descendente. 
* Encontra-se completamente desativada, não existindo qualquer obra de arte no seu percurso, estando o leito do canal ocupado parcialmente com rodovias e obstruido a espaços com afetações posteriores.
* Gostava que quem fizesse o favor de me ler e tivesse mais alguns esclarecimentos sobre este Ramal, me informasse para que o trabalho ficasse mais completo; pois pela minha parte, foram estes os elementos que consegui reunir.



Compilado em Gondomar, por "texasselvagem" 

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RAMAL DO CANAL DE SÃO ROQUE

* Mais uma do tempo dos nossos avoengos, que a atual juventude não saberá da sua existência, sendo certo que ela (a juventude) também não se interessa por linhas ferroviárias; no entanto, no meu tempo para fazer o exame da 4ª classe (escola primária) tinha-se de saber as principais linhas e ramais ferroviários de então...os tempos mudaram, não sei se a bem ou a mal do progresso.
* O  "RAMAL DO CANAL DE SÃO ROQUE"  era uma ferrovia portuguesa de via larga que ligava a estação ferroviária de Aveiro ao Canal de São Roque, perto das salinas, numa extensão de 2,431  quilómetros, sem qualquer obra de engenharia no seu curto percurso.
* Este ramal foi construido para o transporte do sal extraido  das salinas de Aveiro. Foi a Companhia dos Caminhos-de-Ferro Portugueses (actual CP)  a construir esta via férrea, que foi aberta à exploração a 19 de Setembro de 1913.
* Em termos de paisagem, era uma ferrovia que proporcionava  três variedades de panorama: de um lado, as casas da cidade de Aveiro; em frente, a brancura das salinas, e do outro, os verdejantes campos agricolas.
* Deste ramal que foi desativado desde a década de 1960, restam apenas os vestígios de uma pequena parte do percurso, numa zona possivelmente protegida (?), onde não foi efetuada qualquer construção.



Compilado em Gondomar, por "texasselvagem".

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LINHA FÉRREA SÃO DOMINGOS-POMARÃO

* Enquanto vou tendo alguma disponibilidade de tempo - coisa que deverá estar prestes a terminar - por via do meu regresso às funções públicas, vou-me socorrendo das ferramentas que tenho em meu poder e escrevendo alguma coisa sobre as linhas ferroviárias que não chegaram a sair do papel ou que já encerraram, pelas mais diversas razões.
* Assim os mais novos tomam conhecimento que o nosso país estava coberto de linhas ou ramais ferroviários (bem ao contrário do que acontece nos nossos dias).
* Linha completamente isolada do restante sistema ferroviário português; ligava a estação fluvial do Pomarão (no rio Guadiana) à Mina de São Domingos (extração de pirite) numa extensão total de aproximadamente 15 (quinze) quilómetros com três estações intermédias: Achada do Gamo, Telheiro (Santana de Cambas) e Salgueiros, no leste do concelho de Mértola.
* Foi uma das primeiras linhas de caminho-de-ferro construidas em Portugal, datando de 1858 (apenas dois anos após a inauguração do troço Lisboa/Carregado, na Linha do Norte.
* Com o declínio da extração do minério, veio a ser encerrada na década de 1970, sendo que no seu troço apenas havia, como obra de arte, um túnel, antes do seu términos na Mina de São Domingos.




Compilado em Gondomar, por "texasselvagem".

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10 de abril de 2011

Instalações oficinais de Gatões, da EMEF

Vou começar pelos agradecimentos que são mais do que merecidos aos ilustres Engenheiros Carlos Machado e Jorge Airosa da EMEF de Contumil, que intercederam junto dos colegas Engenheiros Luís Maia e António Manuel das instalações oficinais da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) que se situam no lugar de Gatões, freguesia de Guifões do concelho matosinhense.
Hoje de tarde, dia 07 foi-me concedida a honra de entrada nas instalações e fotografar o que me interessasse. Aqui deixo também um agradecimento ao funcionário Senhor Silva (penso eu) que me ilucidou em algumas dúvidas, enquanto me acompanhava na sessão fotográfica. Como não ia atrás de sucata, abstive-me de a procurar e só fiz fotografia áquilo que efetivamente julguei ter algum significado.
Propositadamente não fotografei as carruagens "sorefame" da série 0600 (que lá se encontram em número elevado), nem o material danificado por acidente e as já sobejamente conhecidíssimas "UTD" espanholas da série "camello". Não me alonguei muito, mas fiquei a saber que as ex-UDD com os números 0459 e 0461 estão a ser beneficiadas para integrarem um "intercidades" algarvio. Igualmente me foi confirmado - o que já se sabe - as "unidades triplas diesel" da série espanhola "camello" são uma desilusão...a vários níveis (não me atrevo a dizer que tenha sido um mau negócio o seu aluguer).
Como me restava ainda uns minutos e estando informado da passagem de vários comboios de mercadorias pela Estação do Porto/Campanhã, no regresso, por lá passei (e diga-se em muito boa hora).
Com as restrições solicitadas (que para mim ficarão guardadas) é com eivado prazer que compartilho convosco a produção de quatro horas de uma tarde de calor tórrido.


A automotora "Allan" número 0359 (alface) está pronta a seguir
o destino, que jamais será a Estação Ferroviária de Serpins, no
ramal da Lousã.

Locotrator da série 1000, um pouco cercado de heras e silvas. Já
não prestam quaisquer serviços, pois foram substituidos pelos
da série 1150 (Sentinel).

Locomotiva de via estreita, e a diesel, que operou nas linhas do Tãmega, do
Corgo e do Tua. Hoje nada mais são que material histórico.
Pormenor digno de registo é que as linhas exteriores são todas
algaliadas (tanto funcionam como bitola métrica como ibérica). 

Ora aí está a traseira do locotrator da série 1000, neste caso o
número 1002. Igual a este encontra-se um exemplar nas
instações da APDL, em Leixões. 

Antigo vagão cisterna que serve para transporte de
gasóleo verde (menos poluente que o normal).
Serve apenas como depósito, pois na linha em que está não
pode circular.

Uma parte da UDD (unidade dupla diesel) com o número 0461
sobre o elevador para ser beneficiada e transformada em
carruagem para integrar um "intercidades" algarvio.

A cabine de condução da ex-UDD número 0459, já prestes a sair das
instalações de manutenção. Serão assim que as duas irão ficar para
integrar o tal "intercidades" algarvio.
Lembremo-nos que estas automotoras circularam durante longos
anos da Linha do Minho, pintadas de azul e com o símbolo da
CP em vermelho.

Locomotiva a vapor de via métrica com o número 207 num pedestal
existente no interior das instalações.
A irmã gémea encontra-se a apodrecer na Estação Ferroviária do Tua.

Vista lateral da mesma locomotiva que possui quatro rodados
motrizes. Embora incapaz de circular, encontra-se num razoável
estado de conservação!

Cabine de condução daquela locomotiva, vendo-se a respetiva
caldeira para o carvão.
Não sou maquinista, mas parece-me não haver muita falta
de peças na cabine.

Pronto...para ficar completa só faltava a traseira.

A locomotiva "Bombardier" com o número 1971 que parou na linha 9
da Estação Ferroviária do Porto/Campanhã, prosseguindo a sua
marcha para o Poceirão e tracionando catorze vagões "Ealos"
vazios.

Aí val ela, em pleno esforço de tração. Note-se no canto superior
esquerdo o fumo que a mesma provoca, quando inicia a tração.

Luz vermelha no vagão da cauda. Neste caso era o décimo-quarto...
e ainda sei contar...até trinta! 

A locomotiva da marca "Siemens" com o número 4704 que parou
na linha 10 (de reserva), tracionando uma longa fila de
vagões plataforma vazios, que não me foi 'possível contar, pois o
seu comprimento ultrapassava a plataforma. 

Só para fazerem ideia do comprimento...

A "UTE" (unidade tripla elétrica) com o número 2268 que proveio
da Estação de Porto/São Bento, estacionou na linha 9, para
prosseguir a sua marcha até à Estação Ferroviáária da Granja, na
Linha do Norte. Ao lado os vagões plataforma.

...E os vagões plataforma continuam!

A "UDD" (unidade dupla diesel) com o número 0454 que iria iniciar
o seu percuso até à Estação Espanhola de Vigo. (Linha do
Minho, via fronteira de Valença)

Esta composição foi "non-stop" em Campanhã e eu estava na
plataforma oposta. A locomotiva elétrica da marca "Siemens"
com o número 4723 tracionando vinte cimenteiros. 

...Aí vão os "cimenteiros" a uma velocidade reduzida.


Para terminar a dresine que pertence à "Refer" (Redes
Ferroviárias), mais as suas duas vagonetas no local
habitual, linha de topo, junto à Rua do Freixo.

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9 de abril de 2011

RAMAL DE VIANA-DOCA

* Continuam com a minha consulta a elementos disponibilizados livremente, as histórias sobre as linhas de caminho-de-ferro encerradas ou inexistentes. Desde já, peço a quem fizer o favor de me ler e que saiba mais alguma coisa sobre o que vai escrito que me contate, pois terei todo o prazer de suprir a falta.
* O "Ramal de Viana-Doca", que também chegou a ser conhecido por  "Ramal da Doca-Viana" foi um troço ferroviário, com uma extensão de 2,313 quilómetros em bitola ibérica, que ligava a Estação Ferroviária de Viana do Castelo (Linha do Minho) ao porto daquele cidade. Uma ligação ferroviária semelhante, o RAMAL DO PORTO DE VIANA, está planeada desde inícios da década de 2000(!).
* O ramal, que servia essencialmente para o transporte de mercadorias de e para o Porto de Viana do Castelo, materiais para os Estaleiros e de pessoas que trabalhavam nesses locais - que viajavam acomodadas ao pé da carga - foi inaugurado a 20 de Março de 1924 Este mesmo ramal, sem qualquer obra de arte no seu percurso, foi encerrado definitivamente no Verão de 1988.
* O ramal saía da estação ferroviária pela Linha do Minho (direção de Valença) e, cem metros depois, virava à esquerda na direção do litoral, passando pela Igreja de Nossa Senhora da Agonia, mais à frente pelos Estaleiros Navais, terminando na doca do porto.
* Depois da sua total desativação, em 1988, o ramal, pela Resolução do Conselho de Ministros número 102/99, de 09 de Setembro, foi desafetado do domínio público ferroviário e os terrenos passados para a posse da Câmara Municipal de Viana do Castelo para reordenamento urbanístico e viário da zona. 



Compilação feita em Gondomar, por "texasselvagem".

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LINHA DE LAMEGO - VIA FÉRREA QUE NUNCA VIU COMBOIOS...

* Estará por pouco tempo a minha disponibilidade em manter este blogue atualizado; mas enquanto o poder fazer, irei continuar a debruçar-me sobre algumas linhas ferroviárias extintas ou que nunca sairam do papel, como é o caso da que hoje vou escrever; socorrendo-me, como é óbvio, de ferramentas livres e algumas publicações que possuo na minha biblioteca ferroviária. 
* Assim, a "LINHA DE LAMEGO" teria sido uma ferrovia, em via estreita (métrica), que ligaria a estação ferroviária do Peso da Régua à cidade de Lamego. Era a extensão natural da Linha do Corgo desde Chaves.
* No final dos anos vinte do século XX, um grupo de empresários avançou com um projeto ferroviário ligando Régua a Lamego. Este foi abandonado no final dos anos trinta devido à II  Grande Guerra e também ao impasse colocado por um abastado proprietário agrícola local que se opunha à passagem da linha, pelo meio das suas quintas. Aquando deste abandono, o leito da via estava preparado, faltando apenas colocar os carris.
* A Linha de Lamego saíria, portanto, da estação do Peso da Régua e atravessava a ponte de alvenaria sobre o Rio Douro, construida propositadamente para esta linha em 1927 e adaptada para rodovia em 1947. Depois cruzava-se com a estrada de Armamar e seguia pela margem direita do rio Varosa até à Central Hidroelétrica. Teria uma paragem em Quintião, passando a via para a outra margem (esquerda) do rio através de uma ponte de pedra. Já na margem esquerda do rio Varosa  teria ainda as seguintes paragens: Cambres, Portelo, Souto Couvo e Sande. Passando nas traseiras da "Quinta das Brolhas", a linha aringia o seu término na cidade de Lamego, cuja estação se situaria no que é hoje o edifício da Câmara Municipal.
* O leito da linha pode, ainda hoje, ser perfeitamente seguido, mantendo-se quase intato todo o seu traçado. Tanto a ponte da Régua, transformada para rodovia e que se mantem em serviço, como a ponte sobre o rio Varosa, são duas obras-de-arte, construidas para a Linha de Lamego, que ainda perduram nos nossos dias.



Compilado em Gondomar, por "texasselvagem". 

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8 de abril de 2011

LINHA DO PORTO Á PÓVOA DE VARZIM E FAMALICÃO!

* Uma vez mais, socorrendo-me de várias ferramentas postas livremente à disposição, vou dar umas pequenas achegas sobre o tema, com um abraço especial ao meu particular amigo DAVID FARINHA PARELHO, de Vila do Conde. 
* Assim, a "LINHA DO PORTO Á PÓVOA E FAMALICÃO" foi uma via-férrea de bitola métrica, tendo sido a primeira deste género a ser construida no nosso país.
* Esta linha nasceu por publicação de um decreto-lei de 19 de Junho de 1873, que concedeu a construção deste traçado a J. C. Templo e ao barão Kessler. Após a conclusão dos trabalhos - a 01 de Outubro de 1875 - a inauguração contou com a ilustre presença do conselheiro Fontes Pereira de Melo, e foi aberta à exploração pela empresa PPV - COMPANHIA DO CAMINHO-DE-FERRODO PORTO Á PÓVOA DE VARZIM - sendo um dos seus diretores o historiador Joaquim Pedro de Oliveira Martins. Mais tarde, em 1881, com a chegada do comboio a Famalicão (atual Vila Nova de Famalicão) a empresa passaria a designar-se por PPF - COMPANHIA DO CAMINHO-DE-FERRO DO PORTO Á PÓVOA E FAMALICÃO.
* Em 1927, esta companhia, juntamente com a CFG - COMPANHIA DOS CAMINHOS-DE-FERRO DE GUIMARÃES - foi substituida pela empresa "NORTE", seguindo-se até 1933 os anos mais prósperos desta linha. Em Março de 1930, durante dezanove dias, os seus setenta e sete (77) quilómetros entre Porto-Trindade e Póvoa de Varzim e daqui a Vila Nova de Famalicão e Lousado e todo o seu material circulante, com a bitola de 0,900 metros, foram reconvertidos  para a bitola métrica, igual à da Linha de Guimarães, tornando-as compatíveis.
* Da estação da Póvoa de Varzim esteve projetada para sair uma outra linha até Viana do Castelo, com a designação de "Linha do Litoral do Minho", em via reduzida, Esta construção fora aprovada pelo Decreto-Lei número 18190 de 28 de Março de 1930, que, tal como sucedeu com outras, não passaria do papel.
* A exploração da linha foi ainda facilitada e desenvolvida com a construção da variante entre a Senhora da Hora e Trofa em 1932.
* Com a inauguração em 1938 da estação da Trindade (Porto) e com a abertura do túnel daquela estação em via dupla, os comboios para a Póvoa de Varzim passaram a sair desta estação, fazendo o percurso  até à Senhora da Hora em via dupla reduzida, e daqui até à Póvoa de Varzim em via única, ficando com um total de 29,820 quilómetros.
* Em 1947, num processo de unificação da exploração dos caminhos-de-ferro, a empresa "NORTE" foi integrada na CP (Comboios de Portugal).
*  Ao quilómetro 13,250, entre o pontão da passagem superior e a ponte sobre o Rio Leça, perto da freguesia matosinhense de Custóias, deu-se no dia 26 de Julho de 1964 o segundo maior desastre ferroviário de sempre no nosso país.
* Em 1982, circulavam, entre  as Estações de Porto-Trindade e Póvoa de Varzim, composições tracionadas por locomotivas da série 9020 (popularmente conhecidas por Xepas).
* Em 1991, existia um projeto de eletrificação para esta linha, razão pela qual as automotoras da série 9630 (que hoje fazem a Linha do Vouga), que tinham entrado ao serviço nesse mesmo ano com vista a reforçar a oferta, vieram desde logo preparadas para a sua adaptação à tração elétrica.
* A 28 de Abril de 2001 foi encerrado o troço do caminho-de-ferro entre as estações da Trindade, no Porto e a da Senhora da Hora, em Matosinhos, para reconversão em bitola europeia para futura exploração a cargo da sociedade "Metro do Porto,SA". O restante traçado, também entregue à mesma sociedade, só foi encerrado a 23 de Fevereiro de 2002.
* Esta via-férrea está atualmente integrada na Linha Vermelha do Metro do Porto, entre as estações  do Estádio do Dragão e da Póvoa de Varzim.
* Na sua origem, apresentava uma bitola de 900 milímetros. Ligava o Porto à Póvoa de Varzim e Vila Nova de Famalicão, tendo ramificações para a estação do Porto-Boavista e para a Linha de Guimarães.
* O canal de parte da linha foi aproveitado para a Linha B do Metro do Porto, entre as estações do Porto-Trindade e da Póvoa de Varzim. O restante troço, entre a Póvoa de Varzim e Vila Nova de Famalicão, encontra-se a ser convertido numa ciclovia. O percurso entre a freguesia de Gondifelos e a cidade de Famalicão já se encontra aberto, enquanto que a transformação do troço entre a cidade da Póvoa de Varzim e a freguesia de Balazar já se encontra aprovada.
* No entanto, a empresa dos Caminhos-de-Ferro Portugueses, na década de 90, previa a duplicação do canal até Laundos para usar a linha para a prolongar até Viana do Castelo, prevista no PDM (Plano Diretor Municipal) da Póvoa de Varzim. A ideia foi reanimada (!) com o novo Plano de Ordenamento do Território da Região Norte, em 2009, que prevê o uso dos novos veículos do tipo "tram-train" do Metro do Porto para fazer este serviço.



Compilado em Gondomar, por "texasselvagem"   

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