Texas Selvagem - A. J. Teixeira. Com tecnologia do Blogger.

Pensamentos no SilvaTexas

9 de abril de 2011

LINHA DE LAMEGO - VIA FÉRREA QUE NUNCA VIU COMBOIOS...

* Estará por pouco tempo a minha disponibilidade em manter este blogue atualizado; mas enquanto o poder fazer, irei continuar a debruçar-me sobre algumas linhas ferroviárias extintas ou que nunca sairam do papel, como é o caso da que hoje vou escrever; socorrendo-me, como é óbvio, de ferramentas livres e algumas publicações que possuo na minha biblioteca ferroviária. 
* Assim, a "LINHA DE LAMEGO" teria sido uma ferrovia, em via estreita (métrica), que ligaria a estação ferroviária do Peso da Régua à cidade de Lamego. Era a extensão natural da Linha do Corgo desde Chaves.
* No final dos anos vinte do século XX, um grupo de empresários avançou com um projeto ferroviário ligando Régua a Lamego. Este foi abandonado no final dos anos trinta devido à II  Grande Guerra e também ao impasse colocado por um abastado proprietário agrícola local que se opunha à passagem da linha, pelo meio das suas quintas. Aquando deste abandono, o leito da via estava preparado, faltando apenas colocar os carris.
* A Linha de Lamego saíria, portanto, da estação do Peso da Régua e atravessava a ponte de alvenaria sobre o Rio Douro, construida propositadamente para esta linha em 1927 e adaptada para rodovia em 1947. Depois cruzava-se com a estrada de Armamar e seguia pela margem direita do rio Varosa até à Central Hidroelétrica. Teria uma paragem em Quintião, passando a via para a outra margem (esquerda) do rio através de uma ponte de pedra. Já na margem esquerda do rio Varosa  teria ainda as seguintes paragens: Cambres, Portelo, Souto Couvo e Sande. Passando nas traseiras da "Quinta das Brolhas", a linha aringia o seu término na cidade de Lamego, cuja estação se situaria no que é hoje o edifício da Câmara Municipal.
* O leito da linha pode, ainda hoje, ser perfeitamente seguido, mantendo-se quase intato todo o seu traçado. Tanto a ponte da Régua, transformada para rodovia e que se mantem em serviço, como a ponte sobre o rio Varosa, são duas obras-de-arte, construidas para a Linha de Lamego, que ainda perduram nos nossos dias.



Compilado em Gondomar, por "texasselvagem". 

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8 de abril de 2011

LINHA DO PORTO Á PÓVOA DE VARZIM E FAMALICÃO!

* Uma vez mais, socorrendo-me de várias ferramentas postas livremente à disposição, vou dar umas pequenas achegas sobre o tema, com um abraço especial ao meu particular amigo DAVID FARINHA PARELHO, de Vila do Conde. 
* Assim, a "LINHA DO PORTO Á PÓVOA E FAMALICÃO" foi uma via-férrea de bitola métrica, tendo sido a primeira deste género a ser construida no nosso país.
* Esta linha nasceu por publicação de um decreto-lei de 19 de Junho de 1873, que concedeu a construção deste traçado a J. C. Templo e ao barão Kessler. Após a conclusão dos trabalhos - a 01 de Outubro de 1875 - a inauguração contou com a ilustre presença do conselheiro Fontes Pereira de Melo, e foi aberta à exploração pela empresa PPV - COMPANHIA DO CAMINHO-DE-FERRODO PORTO Á PÓVOA DE VARZIM - sendo um dos seus diretores o historiador Joaquim Pedro de Oliveira Martins. Mais tarde, em 1881, com a chegada do comboio a Famalicão (atual Vila Nova de Famalicão) a empresa passaria a designar-se por PPF - COMPANHIA DO CAMINHO-DE-FERRO DO PORTO Á PÓVOA E FAMALICÃO.
* Em 1927, esta companhia, juntamente com a CFG - COMPANHIA DOS CAMINHOS-DE-FERRO DE GUIMARÃES - foi substituida pela empresa "NORTE", seguindo-se até 1933 os anos mais prósperos desta linha. Em Março de 1930, durante dezanove dias, os seus setenta e sete (77) quilómetros entre Porto-Trindade e Póvoa de Varzim e daqui a Vila Nova de Famalicão e Lousado e todo o seu material circulante, com a bitola de 0,900 metros, foram reconvertidos  para a bitola métrica, igual à da Linha de Guimarães, tornando-as compatíveis.
* Da estação da Póvoa de Varzim esteve projetada para sair uma outra linha até Viana do Castelo, com a designação de "Linha do Litoral do Minho", em via reduzida, Esta construção fora aprovada pelo Decreto-Lei número 18190 de 28 de Março de 1930, que, tal como sucedeu com outras, não passaria do papel.
* A exploração da linha foi ainda facilitada e desenvolvida com a construção da variante entre a Senhora da Hora e Trofa em 1932.
* Com a inauguração em 1938 da estação da Trindade (Porto) e com a abertura do túnel daquela estação em via dupla, os comboios para a Póvoa de Varzim passaram a sair desta estação, fazendo o percurso  até à Senhora da Hora em via dupla reduzida, e daqui até à Póvoa de Varzim em via única, ficando com um total de 29,820 quilómetros.
* Em 1947, num processo de unificação da exploração dos caminhos-de-ferro, a empresa "NORTE" foi integrada na CP (Comboios de Portugal).
*  Ao quilómetro 13,250, entre o pontão da passagem superior e a ponte sobre o Rio Leça, perto da freguesia matosinhense de Custóias, deu-se no dia 26 de Julho de 1964 o segundo maior desastre ferroviário de sempre no nosso país.
* Em 1982, circulavam, entre  as Estações de Porto-Trindade e Póvoa de Varzim, composições tracionadas por locomotivas da série 9020 (popularmente conhecidas por Xepas).
* Em 1991, existia um projeto de eletrificação para esta linha, razão pela qual as automotoras da série 9630 (que hoje fazem a Linha do Vouga), que tinham entrado ao serviço nesse mesmo ano com vista a reforçar a oferta, vieram desde logo preparadas para a sua adaptação à tração elétrica.
* A 28 de Abril de 2001 foi encerrado o troço do caminho-de-ferro entre as estações da Trindade, no Porto e a da Senhora da Hora, em Matosinhos, para reconversão em bitola europeia para futura exploração a cargo da sociedade "Metro do Porto,SA". O restante traçado, também entregue à mesma sociedade, só foi encerrado a 23 de Fevereiro de 2002.
* Esta via-férrea está atualmente integrada na Linha Vermelha do Metro do Porto, entre as estações  do Estádio do Dragão e da Póvoa de Varzim.
* Na sua origem, apresentava uma bitola de 900 milímetros. Ligava o Porto à Póvoa de Varzim e Vila Nova de Famalicão, tendo ramificações para a estação do Porto-Boavista e para a Linha de Guimarães.
* O canal de parte da linha foi aproveitado para a Linha B do Metro do Porto, entre as estações do Porto-Trindade e da Póvoa de Varzim. O restante troço, entre a Póvoa de Varzim e Vila Nova de Famalicão, encontra-se a ser convertido numa ciclovia. O percurso entre a freguesia de Gondifelos e a cidade de Famalicão já se encontra aberto, enquanto que a transformação do troço entre a cidade da Póvoa de Varzim e a freguesia de Balazar já se encontra aprovada.
* No entanto, a empresa dos Caminhos-de-Ferro Portugueses, na década de 90, previa a duplicação do canal até Laundos para usar a linha para a prolongar até Viana do Castelo, prevista no PDM (Plano Diretor Municipal) da Póvoa de Varzim. A ideia foi reanimada (!) com o novo Plano de Ordenamento do Território da Região Norte, em 2009, que prevê o uso dos novos veículos do tipo "tram-train" do Metro do Porto para fazer este serviço.



Compilado em Gondomar, por "texasselvagem"   

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LINHA DE LEIXÕES!

* Como uma singela homenagem ao meu particular amigo Carlos de Sá, que reside no concelho de Vila Nova de Famalicão, mas labuta na freguesia de São Mamede de Infesta, do concelho matosinhense e acompanhado de um abraço para o elemento dos carolas - "el comandante" - ilustre João Maria Ribeiro da Silva, este matosinhense de nascimento e residência; usando várias ferramentas que compulsei, nomeadamente a "wikipédia livre" vou dissertar sobre o tema epigrafado. 
* A "LINHA DE LEIXÕES", também conhecida como "Linha de Cintura do Porto" ou, ainda "Linha da Circunvalação do Porto" é uma curta ferrovia que liga as estações de Contumil (concelho do Porto) - Linha do Minho - e Leixões (concelho de Matosinhos), numa extensão total de 18,70 quilómetros, portanto, na zona norte do Grande Porto. Precisamente entre as estações de Contumil e São Gemil (concelho da Maia), esta linha tem uma das pendentes mais acentuadas da rede ferroviária portuguesa.
* Esta linha é utilizada para tráfego  de mercadorias, tendo havido serviço de passageiros até 1966 e entre maio de 2009 e janeiro de 2011.
* A 15 de Fevereiro de 1900, foi publicado o decreto que aprovava um plano da rede complementar de caminhos-de-ferro (em sentido inverso ao que é feito nos nossos dias) a construir a norte do rio Mondego, e uma das vias era a "Linha da Circunvalação-Cintura", criada ao quilómetro 2,500 da Linha do Minho através de uma bifurcação entre Contumil e Leixões. Segundo proposta apresentada pelo engenheiro Fernando Sousa e aprovada a 02 de Outubro de 1900, ficou decidido que se mandasse fazer um estudo para aquela futura  linha, criando-se simultâneamente naquela bifurcação uma estação de depósito, classificação e triagem de mercadorias, que em muito desafogaria a Estação de Campanhã (também no Porto), já então insuficiente para este serviço, evitando-se, ainda, as complicações para o trânsito no centro da cidade. Esta propoosta foi superiormente decidida em Julho de 1902, já que se apresentava como sendo a solução mais rentável, podendo servir o Porto de Leixões, para o transporte de passageiros, e promovendo ao mesmo tempo a expansão da grande cidade para a zona portuária.
* Aprovada a construção da "LINHA DA CIRCUNVALAÇÃO DE LEIXÕES" por  uma portaria de 04 de Julho de 1905, as obras só tiveram início em 1921 e terminaram a 15 de Setembro de 1938. Todas as estações se encontram revestidas de paineis de azulejos polícromos, e os da Estação de Leixões foram pintados nas oficinas de Leopoldo Battistini, diretor artístico da "Fábrica Constância", fundada em Lisboa no ano de 1836 e desativada, apenas, no final do século passado.
* Com a entrada  ao serviço daquela linha e a consequente facilidade de transporte possibilitada pela utilização de comboios e pelo acesso à rede ferroviária nacional e europeia, o Porto de Leixões afirmou-se cada vez mais como um verdadeiro porto comercial.
* Após a renovação e a eletrificação da linha, que ficou concluida em 13 de Março de 1998, os abrigos dos apeadeiros foram eliminados, deixando de ser visível qualquer vestígio daqueles.
* Saem da Estação Ferroviária de Leixões comboios TECO (transporte expresso de contentores) com destino a Espanha, cuja urgência é superior ao dos convencionais comboios de mercadorias. Do  Porto de Leixões saem também comboios de estilha, cimento, cereais, contentores, etc. É vulgar observarem-se comboios da extensão máxima permitida nas ferrovias portuguesas, serpenteando junto ao Rio Leça. De Leixões a Campanhã só uma ou duas vezes se consegue avistar a cauda destes - o seu comprimento é de quinhentos metros ou, em condições  especiais, poderá ir até aos setecentos (700) metros.
* No dia 22 de Maio de 2009, a CP (concretamente CP Porto- Urbanos), a Refer, a Administração do Porto de Leixões e a Câmara Municipal de Matosinhos assinaram os protocolos para o relançamento do serviço ferroviário de passageiros na Linha de Leixões a partir de Setembro - quarenta e três anos após a sua suspensão. Foi anunciado que numa primeira fase, os comboios circulariam na Concordância de São Gemil (concelho da Maia) e na Linha de Leixões entre as estações de Ermesinde (concelho de Valongo) e de Leça do Balio (concelho de Matosinhos) - isto é, não chegavam ao destino (leixões), tendo paragens intermédias em São Gemil (Maia) e São Mamede de Infesta (Matosinhos). Posteriormente os comboios urbanos seguiriam até Leixões, onde seria construida uma nova Estação Intermodal, ligando os caminhos-de-ferro, o transporte marítimo, o Metro do Porto, autocarros e o transporte individual. Nesta segunda fase, seriam também construidas novas estações e apeadeiros, para melhor servir a procura potencial deste novo serviço - em locais que existiam no passado - como Pedrouços (Maia), Arroteia e Custió/Araujo(Matosinhos), e novas estações, como São João, próximo do Hospital com o mesmo nome, entre Pedrouços e São Mamede de Infesta. No entanto esta segunda fase nunca saiu do papel; pelo que a 01 de Fevereiro de 2011, o serviço de passageiros foi novamente encerrado.



Compilado em Gondomar, por "texasselvagem". 

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Por cima de carris (de ferro)

* Acabando hoje a validade da credencial que - em boa hora - me foi passada, e que não me canso de agradecer; fui até ao fim da Linha de Vila Nova de Gaia. Assim fui até à Estação de Dom João II, cuja arquitetura é modernista mas bem enquadrada no meio ambiente e no regresso passei pela seguinte que é a do Corte Inglês. Esta linha anda em acabamentos finais para que passe a terminar em Santo Ovídio. Claro que teria de fotografar as composições "Eurotram" que entretanto por lá passaram e que são as únicas que fazem aquela linha até ao Hospital de São João, estando a falar das composições do Metro do Porto.
* Como achei pouca uva para tanta parra, vai daí há que meter os pés ao caminho (melhor a viatura) e passar pela Estação Ferroviária do Porto/Campanhã...mas que desilusão, pois era dia de greve e metia dó a grandiosidade da estação com a pequenez das composições.
Fiz fotografia ao que havia, uma UTD série 600, com destino a Valença (linha do Minho), outra UTD da série espanhola "camello" com destino ao Peso da Régua (linha do Douro) e a duas UME, uma que se encontrava aparcada sem serviço, na linha 9 e outra que iria partir para Aveiro (linha do Norte). Nem a dresine que costuma estar aparcada numa das linhas de topo, estava presente.
* Disfruto com os meus amigos blogueiros a produção da manhã de hoje, quinta_feira.


Teixeira da Silva, AJ



A "UTD" (unidade tripla diesel), com o número 054M, acabada de chegar
da Estação do Peso da Régua. Estas composições são alugadas à
operadora espanhola "Renfe" e da série "camello".


Uma "UME" (unidade múltipla elétrica) da série 3400,
que tinha como destino a Estação Ferroviária de Aveiro,
na Linha do Norte.

Outra "UME" da mesma série da anterior, aparcada na linha 9,
que como era dia de greve, estava em greve!

Perspetiva total da "UME" em greve, na linha 9.

A linha de topo onde costuma estar uma dresine aparcada.
Vista do depósito da água que se encontra no local onde
começava o "Ramal da Alfândega".

A monumentalidade do edifício ferroviário da estação do
Porto/Campanhã, términos da linha do Norte.
Foto tirada do exterior.

Gare de passageiros da estação Dom João II do "metro do Porto".
Atualmente esta é a estação términos da linha de Vila Nova de Gaia,
embora decorram obras - em passo acelerado - para que a mesma
fique a terminar em Santo Ovídio, muito perto do início
da entrada da Avenida da República, para quem vem do sul.

A composição do tipo "Eurotram" com o número 045 que havia
acabado de chegar áquela estação.

Cais de embarque da referida estação que tem como destino
o Hospital de São João no Porto.

A composição mesmo tipo da anterior, com o número 064, irá iniciar a sua marcha
até ao já citado Hospital.

A estação imediatamente anterior, denominada por "El Corte
Inglês", por se situar defronte daquela grande superfície
comercial.

Uma "UTD" (unidade tripla diesel) de fabrico "sorefame",
série 0600 que irá percorrer a Linha do Minho, dando
ligação a Vigo, em Valença.

Parabens pela limpeza exterior, o que neste material, não é
muito usual.

Outra perspetiva, agora lateral, onde se confirma que a composição
teria sido objeto de uma lavagem geral.

Pormenor da entrada para uma das carruagens, vendo-se o hall
a brilhar de limpo.

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7 de abril de 2011

CAMINHO-DE-FERRO DE PENAFIEL Á LIXA E ENTRE-OS-RIOS

* Gostava de saber quantas pessoas sabiam disto; pois não acredito que haja alguém vivo que seja desse tempo.
* Assim, e uma vez mais, socorrendo-me de várias publicações sobre a temática, nomeadamente a "wikipédia livre" vou dissertar e tentar contar o historia desta linha ferroviária. 
* O "CAMINHO-DE-FERRO DE PENAFIEL Á LIXA E ENTRE-OS-RIOS" era uma linha ferroviária que ligava, em via métrica (reduzida), Penafiel à Lixa e Entre-os-Rios, no noroeste de Portugal. Foi inaugurada em 11 de Novembro de 1912 e desativada em finais dos anos de 1920.
* A linha era constituida por dois ntroços: Penafiel à Lixa (Felgueiras) e Penafiel a Entre-os-Rios (freguesia de Eja).
* A história desta via férrea inicia-se em 1908 quando, não sendo contemplado poelo governo com uma linha ferroviária que tirasse do marasmo os concelhos durienses, o Doutor Cerqueira Mago lança a ideia do  caminho-de-ferro de Penafiel à Lixa, passando pelos concelhos de Lousada e Felgueiras.
* A 13 de Dezembro de 1908, realizou-se, nos Paços do Concelho de Penafiel, uma reunião presidida pelo Visconde de Lousada, tendo como objetivo analisar as vantagens da existência dum caminho-de-ferro que servisse a região duriense. A ideiafoi abraçada por toda a população, uma vez que representava  uma grande mais-valia para o comércio, indústria e população dos concelhos por onde se projetou passar. Como tal, a linha passaria por PENAFIEL, LOUSADA, FELGUEIRAS, LIXA e ENTRE-OS-RIOS.
* Em Fevereiro de 1909, começavam os primeiros trabalhos para a organização da planta dos terrenos por onde devia passar o caminho-de-ferro. Em 17 de Julho de 1910 realizou-se o concurso para a construção e a 11 de Setembro desse ano constitui-se a companhia a que foi atribuida a concessão - COMPANHIA DO CAMINHO DE FERRO DE PENAFIEL Á LIXA E A ENTRE-OS-RIOS, SOCIEDADE ANONYMA DE RESPONSABILIDADE LIMITADA - com um capital em ações de 252.000$00 e em obrigações de 500.000$00. Em Maio desse ano registava-se já uma grande lista de subscritores para as ações daquela companhia.
* Esta linha dita um fato inédito - à data - em Portugal: a primeira associação de municípios (Lousada, Felgueiras e Penafiel) que conseguiu construir uma linha férrea sem auxílio do Estado. Tal foi conseguido com a criação da referida companhia, cujo capital foi totalmente subscrito por acionistas privados da região.
* A 11 de Novembro de 1912 começou a circular o primeiro comboio entre a cidade de Penafiel e a freguesia de Novelas (no mesmo concelho) e que é a localidade onde se situa a atual Estação Ferroviária de Penafiel da Linha do Douro; sendo que o custo da viagem era de 40 réis.
* A 08 de Novembro de 1913, foi inaugurado o troço de Novelas/Penafiel a Lousada. O comboio, rebocado pela máquina (locomotiva) "Louzada", chegou à então vila de Lousada por volta das 11 horas, sendo que o percurso se fazia em vinte e dois (22) minutos. Em Junho de 1914, o comboio chegava a Felgueiras e, em Setembro, à Lixa, numa extensão total de trinta (30) quilómetros.
* Por despacho do Ministro do Fomento, é autorizado, em Abril de 1914, o prolongamento da linha de Penafiel a Entre-os-Rios, numa extensão de 15,91 quilómetros. Os trabalhos iniciaram-se em Maio de 1914, tendo-se inaugurado  o primeiro troço - até à Calçada - a 20 de Novembro daquele mesmo ano.
* Em Março de 1915 foi autorizado o alargamento das Pontes de São Vicente e das Ardias, permitindo que a linha chegasse à Torre (termas) em 13 de Abril e, finalmente, a Entre-os-Rios em 17 de Junho de 1915. A estação terminal situava-se junto da tristemente célebre Ponte de Hintze Ribeiro (hoje inexistente, devido à sua queda).
* Em 1916, dada a crise da I Guerra Mundial, a Companhia começou a atravessar um período difícil que, a par dos frequentes acidentes na via férrea, punham em risco a sua existência. A conjuntura política nacional e internacional, conjuntamente com a circulação rodoviária de pesados que se intensificara em meados de 1920, deram a machadada final no fututo da Companhia.
* Por decisão governamental, a linha foi encerrada e, por ordem do Ministério do Comércio, os carris começaram a ser levantados a partir do dia 02 de Março de 1931. Atualmente são muito poucos, ou mesmo inexistentes, no terreno, quaisquer vestígios da existência  desta linha férrea.
* A linha (como já se disse, em via métrica) tinha carris com gola, assentando em estrada de terra batida. Este é o sistema de carris existente nas linhas dos carros elétricos - de transporte coletivo - das cidades de Lisboa e Porto que assentam, normalmente, em alcatrão ou empedrado.
* FASES DA CONSTRUÇÃO DO TROÇO PENAFIEL Á LIXA:
a) - Penafiel a Novelas: 11 de Novembro de 1912;
b) - Novelas a Lousada: 08 de Novembro de 1913;
c) - Lousada a Felgueiras: Junho de 1914;
d) - Felgueiras à Lixa: Setembro de 1914.
* FASES DA CONSTRUÇÃO DO TROÇO PENAFIEL A ENTRE-OS-RIOS:
a) - Penafiel a Calçada: 20 de Novembro de 1914;
b) - Calçada à Torre (termas): 13 de Abril de 1915;
c) - Torre a Entre-os-Rios: 17 de Junho de 1915.



Compilado em Gondomar, por "texasselvagem" 

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6 de abril de 2011

NOME DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE VILA DAS AVES E SUA POLÉMICA!

* Com a devida vénia ao "Diário do Minho" vou transcrever a polémica existente há muitos anos sobre o nome da Estação Ferroviária de Vila das Aves.
* A polémica do nome da estação ferroviária de Vila das Aves é uma disputa antiga que divide os interesses daquela freguesia e da vizinha, São Tomé de Negrelos, ambas no concelho de Santo Tirso. Isto mesmo foi constatado com a abordagem da vida e obra do padre Joaquim Carlos de Lemos, durante a terceira sessão das Jornadas Culturais de Vila das Aves.
* Mais conhecido por Padre Joaquim da Barca - por causa do lugar onde nasceu, viveu e morreu - aquele sacerdote foi alvo de uma conferência exposta por Geraldo Coelho Dias, padre beneditino e professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP). Segundo o conferencista, o padre Joaquim da Barca viveu animado pela ideia de dignificar a sua terra e exortava tanto os responsáveis da Junta de Freguesia como o próprio povo "a darem as mãos numa cruzada de bairrismo" (sic). Ora, envolvido por esse seu amor a VILA DAS AVES , foi dado a conhecer aos participantes das jornadas culturais que aquele sacerdote esgrimiu, em vários artigos publicados no "Jornal de Santo Tirso" e no "Diário do Minho", contra o Padre António de Xisto, da vizinha e rival freguesia de São Tomé de Negrelos, a propósito do nome da estação ferroviária, a que chamavam - na altura - de Negrelos, quando esta sempre esteve situada em São Miguel das Aves.
* Este fato deixou os presentes admirados e, ao mesmo tempo, reforçados no seu bairrismo, hoje mais atual que nunca, uma vez que a freguesia não aceita que a nova estação - já concluida - que substituiu a antiga, volte a ter o nome Negrelos, mesmo que unido ao de Vila das Aves.
* Também agora, não no seio eclesial, mas ao nível político e social têm-se esgrimido razões para conservar a denominação dupla de Negrelos/Vila das Aves - tese reivindicada pela Junta de Freguesia de São Tomé de Negrelos -  ou para abolir Negrelos da estrutura ferroviária que sempre se situou em terras de Vila das Aves. Esta última posição tem por protagonista a Junta de Freguesia avense, que já mobilizou centenas de populares para defenderem essa opção.
* Ainda a este respeito, Geraldo Coelho Dias recordou "em 1932, relatava ele (Padre Joaquim da Barca) para o Diário do Minho, outra vez com uma pitada de sal de sabor bairrista, o primeiro encontro de futebol em São Miguel das Aves entre o Futebol Clube do Porto (campeão nacional naquele ano) e o Sport Clube de Guimarães, que terminou com a vitória dos portuenses por 7-0, desafio que muito animou a região; ora, também ali meteu a colherada para defender o nome genuíno da estação do comboio, como das Aves e não de Negrelos".
* Mostrando sempre "acrisolado bairrismo", o padre Joaquim da Barca foi também o autor da primeira monografia da sua terra, obra publicada em Outubro de 1953. 
* A paróquia deSão Miguel de Vila das Aves quis lembrar aquele arauto da terra nas jornadas culturais locais. No final da sessão, o presidente da Junta referiu que a autarquia estava a tentar resolver com os herdeiros do sacerdote a questão dos direitos de autor para poder reeditar a mesma monografia. Foi também proposto que a paróquia, com o consentimento da família,  colocasse no túmulo do Padre Joaquim da Barca - falecido em Setembro de 1968 - uma placa de merecida homenagem.  


Compilado em Gondomar, por "texasselvagem"

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RAMAL DA ALFÂNDEGA!

* Socorrendo-me de várias publicações sobre a temática das extintas linhas ferroviárias, nomeadamente a "wikipédia livre" e para que a atual juventude vá conhcendo um pouco da nossa verdadeira história (esta sim, nacional) proponho-me dar algumas pequenas achegas; até porque na minha geração para se ser aprovado no exame da 4ª classe (ensino básico), tínhamos de cantar as linhas e ramais dos caminhos-de-ferro portugueses; e o saber nunca ocupou demasiado lugar. 
* Assim, o "Ramal da Alfândega" é uma curta via ferroviária, em bitola ibérica, que liga, no sudeste da cidade do Porto, a Estação Ferroviária de Campanhã (antiga do Pinheiro) ao terminal de Porto-Alfândega (precisamente onde hoje se encontra o parque de estacionamento com o mesmo nome). Atualmente encontra-se totalmente encerrada ao tráfego.
* Este ramal tem uma extensão de 3,896 quilómetros, tendo sido utilizado, unicamente, por serviços de mercadorias. As obras de arte presentes neste ramal era uma antiga ponte sobre a Rua do Freixo (hoje inexistente e que ladeava a Fábrica Minchin & Mário Navega, em ruínas) e três túneis: ALFÃNDEGA I (oitenta metros), ALFANDEGA II (vinte e três metros) e ALFANDEGA III (mil, trezentos e vinte metros).
* A Alfândega do Porto era, no século XIX, um local de grande movimento comercial marítimo, pelo que era de grande interesse a sua ligação à rede ferroviária nacional.
* Um decreto-lei de 23 de Junho de 1880 estabelece a construção de um ramal ferroviário entre a estação de Pinheiro (atual Campanhã) e a Alfândega do Porto. O estudo do projeto foi da responsabilidade de JUSTINO TEIXEIRA, que se baseou num trabalho inicial de MENDES GUERREIRO. O projeto viria a ser aprovado em 09 de Outubro de 1880 e os trabalhos de construção iniciaram-se a 17 de Julho de 1881, tendo o mesmo sido inaugurado a 08 de Novembro de 1888.
* Uma Carta de Lei de 29 de Agosto de 1889 estabeleceu que a companhia que obtivesse a futura exploração do Porto de Leixões devia construir uma ligação ferroviária entre este porto e o Ramal da Alfândega; no entanto, uma representação de comerciantes e industriais da cidade invita, publicou uma declaração no jornal "O Primeiro de Janeiro" (felizmente ainda existente) em 28 de Setembro de 1904, pedindo ao governo para construir a ligação por Leixões através de Contumil em vez da Alfândega, argumentando que esta solução seria mais vantajosa para as regiões do Minho e Douro, e que o Ramal já não detinha capacidade para mais tráfego.
* Em 15 de Abril de 1903, o governo ordenou que a Direção do Minho e Douro iniciasse a elaboração dos estudos e orçamentos necessários ao prolongamento do Ramal até Leixões, uma vez que a Companhia das Docas do Porto e dos Caminhos-de-Ferro Penínsulares se tornou proprietária da exploração do Porto de Leixões, e, assim incumbida da construção deste projeto, que viria a ser elaborado pelos engenheiros ELEUTÉRIO DA FONSECA e ALVES DE SOUSA e que incluia a construção de uma estação ferroviária em Leixões, que servisse, igualmente, a Linha de Circunvalação  do Porto (atual Linha de Leixões), que ligava a área portuária à Estação de Contumil, na Linha do Minho. A 01 de Julho desse ano, foi publicado um decreto das Cortes Gerais, que previa que a ligação entre a Alfândega e Leixões devia ser construida pela ASSOCIAÇÃO COMMERCIAL DO PORTO, caso a Companhia das Docas do Porto e dos Caminhos-de-Ferro Peninsulares não realizasse este projeto nos prazos estipulados.
* No entanto, o prolongamento do Ramal até Leixões voltou a ser discutido com a construção do Porto de Leixões, no ano de 1892, tendo o mesmo sido defendido pela atual Associação Comercial do Porto.
* A inauguração do Porto de Leixões levou à perda de importância, como terminal de embarque e desembarque de mercadorias, da Alfândega do Porto, começando a pôr em causa a viabilidade do Ramal da Alfândega.
* Mesmo assim, a ligação entre a Alfândega e Leixões era um dos projetos abrangidos numa lei de financiamento para construção de novas linhas (ao invés do que acontece nos nossos dias), publicada em 14 de Julho de 1899; e, em 1902, decorreram obras de duplicação da via neste ramal, como forma de reduzir os problemas de tráfego na Estação de Campanhã. O relatório de 1931-1932 da Direção-Geral de Caminhos de Ferro incluiu, no seu programa de melhoramentos a realizar nas linhas do estado, a renovação da via entre Campanhã e Ermesinde e no ramal da Alfândega.
* A cada vez mais reduzida atividade do ramal, aliada à dificuldade do traçado, bem como a pouca importância no sistema ferroviário nacional (apanágio dos nossos dias), levou ao seu encerramento em Junho de 1989.
* A última composição que fez o pequeno percurso do ramal já foi tracionada por uma locomotiva diesel da série 1400, após por lá terem passado as locomotivas a vapor e os locotratores da série 1150, da marca "Sentinel".
* O ramal está totalmente encerrado ao tráfego, mas o seu traçado, apesar de abandonado, está quase intato, podendo ser facilmente visível por quem circula na Marginal do Rio Douro (Avenidas Gustave Eiffel e Paiva Couceiro).
* Um grupo de entusiastas, associados no GARRA - Grupo de Ação para a Reabilitação do Ramal da Alfândega - defende a sua reabilitação, sugerindo, entre outros, o prolongamento do serviço de passageiros da Linha de Leixões até Porto-Alfândega, criando-se uma exploração comercial, pela CP Porto do itinerário Porto (Alfândega)/Porto (Campanhã)/Porto (Contumil)/São Gemil/Leixões.
* Também se encontra em estudo, a construção da "ciclovia das Fontainhas" (com ligação à "ciclovia da Marginal") que transformaria parte do percurso em ciclovia, conforme Carlos Manta Oliveira, em 01 de Setembro de 2009.



Compilado em Gondomar, por "texasselvagem".

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RAMAL FERROVIÁRIO DE MATOSINHOS!







* Como um pequeno preito de gratidão ao meu particular amigo e ilustre camarada das lides fotográficas ferroviárias - "el comandante" - o ilustre JOÃO MARIA RIBEIRO DA SILVA, matosinhense de alma e coração, natural da freguesia de São Mamede de Infesta e residente na freguesia de Matosinhos, e também  para os jovens da nossa geração; socorrendo-me da "wikipédia livre" e de outras publicações, vou escrever sobre um assunto que os atuais jovens, na sua maioria, devem desconhecer.
* Com efeito, a cidade de Matosinhos já teve comboios que terminavam a sua marcha em frente à praia; sendo que as locomotivas (sempre foram a vapor) invertiam a sua marcha junto ao monumento do Senhor do Padrão, ainda hoje existente.
* O "Ramal de Matosinhos", que também foi conhecido por "Ramal de Leixões" (não confundir com a "Linha de Leixões"), foi um troço ferroviário, em bitola métrica (via reduzida), que ligava a hoje cidade da Senhora da Hora a Matosinhos, a norte da cidade do Porto, numa extensão de seis (6) quilómetros.
* Este ramal, pelo menos até à inauguração da "Linha de Leixões", no ano de 1938, foi muito importante no transporte de mercadorias, sobretudo para a zona do Minho, através da também já extinta "Linha da Póvoa do Varzim", Ramal de Famalicão e Linha de Guimarães. Ficou conhecido, sobretudo, pelo transporte de peixe fresco (efetuado em carruagem própria) para a cidade do Porto e para o Minho.
* O serviço de passageiros era explorado, recorrendo também a troços da ex-Linha ferroviária da Póvoa do Varzim, no percurso Matosinhos/Senhora da Hora/Porto-Trindade. Em 1948, por exemplo, o percuso total era feito em vinte e cinco (25) minutos - sendo que o trajeto no ramal demorava apenas onze minutos - e circulavam diariamente cerca de 15 (quinze) composições em cada sentido.
* A ligação às pedreiras de São Gens (hoje tudo urbanizado) tinha a curiosidade técnica de atravessar a Linha da Póvoa do Varzim, no topo norte da Estação da Senhora (local onde hoje se encontra o único vestígio, um depósito de água).
* Com as obras do Porto de Leixões (porto artificial) houve a necessidade de erguer grandes molhes de atracagem (molhe sul e doca número 1). Tal obrigou a que tivessem de ser colocadas grandes quantidades de pedra, retiradas das "pedreiras de São Gens". Para esse fim, a COMPANHIA DAS DOCAS DO PORTO (atual APDL) construiu, em 1888, uma linha ferroviária desde as pedreiras até à zona do porto. Após a construção dos dois maiores molhes (norte e sul) a linha de transporte da pedreira passou a ter um movimento cada vez mais reduzido, o que levou ao seu fim.
* No entanto, a população de Matosinhos mobilizou-se na exigência do aproveitamento da linha para serviço público de transporte de passageiros e mercadorias até à estação da Senhora da Hora (ainda hoje existente, mas afeta ao serviço da "Metro do Porto") que pertencia à (extinta) Linha da Póvoa de Varzim.
* A APDL (Administração dos Portos do Douro e Leixões), mantendo a posse dos terrenos aceitou passar a exploração da linha para a então designada "Companhia dos Caminhos-de-Ferro do Porto à Póvoa e Famalicão" que fez as obras necessárias, inaugurando a "nova" linha Senhora da Hora/Matosinhos a 06 de Maio de 1893. Esta operadora procurou introduzir, no ano de 1902, bilhetes de ida e volta neste troço, que, nesse ano, se denominava "Ramal de Leixões".
* A 30 de Junho de 1965, o ramal foi encerrado com o argumento que, por causa do seu traçado urbano, causava muitos acidentes na sua passagem pelas principais ruas de Matosinhos(!).
* Desta via férrea não existem hoje quaisquer vestígios. Depois de encerrada, os terrenos, pela Portaria número 180/70, de 08 de Abril, passaram para a posse da Câmara Municipal de Matosinhos, tendo, na sua maioria, sido urbanizados.
* No entanto, na zona de Matosinhos-sul, parte do canal da antiga linha ferroviária ainda se encontra desocupado, entre a Rua Carlos de Carvalho, atravessando as Ruas de Roberto Ivens, Brito Capelo, Brito e Cunha, Dom João I e Doutor Afonso Cordeiro. O canal torna a ser visível - embora quase irreconhecível - na zona entre a Travessa de Dom Nuno e o
 cruzamento da Vilarinha, na Circunvalação.
* Parte do leito da linha foi, mais tarde, aproveitado pela sociedade "Metro do Porto,SA" para a construção da sua linha azul.




Compilado em Gondomar, por "texasselvagem".      

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4 de abril de 2011

Finalmente acabaram...em beleza!


Fiz hoje de manhã o meu último percurso "às voltas com o Metro do Porto". Foi um pequeno percurso mas por três estações que não conhecia: Aeroporto, Verdes e Crestins. Aliás, após a aquisição de um cartão "Andante" tive o grato prazer de fazer um viagem a bordo de um dos novos veículos desde a estação de Pedras Rubras (onde tinha deixado a viatura), até à Estação de Crestins e volta com saida na estação "Verdes" que é um interface entre as composições que utilizam as linhas com destino ao Aeroporto e à Póvoa de Varzim.
Na estação de Crestins existe o edifício que foi pertença da extinta companhia ferroviária "Porto-Póvoa de Varzim" de bitola métrica e que hoje funciona como loja "Andante", encontrando-se, muito bem conservado.
Tem sido uma felicidade para mim, poder fazer estas fotografias que me honra compartilhar convosco.
Espero agora, apenas uma autorização para acabar em beleza. Ir às instalações da "ViaPORTO", em Guifões, o que aliás está já a ser superiormente tratado, faltando definir dia e hora (conquanto terá de ser a um dia útil) e por minha conveniência, a uma manhã.



Plataforma de embarque na estação de Crestins, lugar que pertence
à freguesia de Moreira, do concelho maiato.

Lateral do edifício que serviu de estação aos comboios que faziam
a linha Porto/Póvoa de Varzim que era de bitola métrica.
Hoje encontra-se afeta à "Metro do Porto", funcionando como
loja "Andante", encontrando-se muitíssimo bem conservada.

Em Crestins, vista do canal de circulação de sul para norte.

Interface da estação "Verdes". Através do túnel (plano inferior)
circulam as composições para o Aeroporto.

Canal de circulação das composições com destino (ou provindas)
da Estação do Aeroporto e onde a velocidade máxima permitida
é de 35 quilómetros/hora.

Plataforma de embarque na Estação "Verdes" das composições
com destino até à Póvoa do Varzim.

Continua-se na estação "Verdes" na parte superior circulam as
composições provindas da Póvoa do Varzim, vendo-se a intercessão
do canal inferior com destino ao Aeroporto.

Em Crestins, canal de circulação no sentido "norte/sul".

A composição "eurotram" com o número 031 tem como destino
a Estação do Aeroporto e fez paragem na Estação "Verdes".
Embora fique no meio do nada, esta estação encontra-se
rodeada de verdura, daí o seu nome.

Aviso muito importante! Veículos sobre carris teem prioridade
sobre os peões.  Estação "Verdes" no concelho da Maia.

A composição do tipo "Flexity Swift" com o número 130 provinda
da estação da Póvoa do Varzim termina a sua marcha na Estação
do Dragão, no Porto.

Sistema de "SOS" para comunicação com o serviços do Metro
na ausência do respetivo segurança.

A composição com o número 030, do tipo "Eurotram" que provinha
da Estação do Aeroporto, irá terminar a sua marcha na Estação
de Fânzeres, do concelho gondomarense (o meu concelho de
residência).

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