Texas Selvagem - A. J. Teixeira. Com tecnologia do Blogger.

Pensamentos no SilvaTexas

22 de novembro de 2010

Uma vez mais...Contumil

Não há a menor dúvida que a Estação Ferroviária de Contumil (a terceira da cidade do Porto e que se situa na freguesia de Campanhã) é o refúgio das manhãs "chuvosas" do trio dos três carolas. Como, o São Pedro não nos autorizou uma deslocação mais longa...ficamo-nos por aqui. Na verdade esta estação - para nós - representa um santuário ferroviário - e sempre com novidades.
Assim, eu (texasselvagem), "el comandante" (j s trains) e o "filósofo/historiador, ex-"el gringo" (cantinho/comboios) passamos lá cerca de três agradáveis horas.
Temos lá a composição foguete "sotavento" que vai ser objeto de uma demorada reconstrução (havendo já fundos para esse efeito), que se encontrava em pleno abandono no exterior das cocheiras da Estação Ferroviária de Estremoz, encontrando-se - e por via das intempéries -
embrulhada (é este o termo certo) em oleados. Também lá se encontravam as carruagens de madeira afetas ao comboio histórico Peso da Régua/Tua; não faltando as "camelos" espanholas que irão começar a circular - segundo se pensa- no início do ano.
Com a amável autorização de um dos maquinistas afetos a estas composições, fotografou-se a cabine de condução e todo o seu interior...Aguardemos a resposta dos passageiros quando estas começarem com o serviço comercial, pois apresentam carências bastante acentuadas para pessoas com mobilidade reduzida, embora tenham ar condicionado! Não cremos que elas venham produzir quaisquer melhorias em relação ao material que irão substituir, até porque a sua construção data da mesma altura.
Aliás, o apelido de "Camello" resulta da espécie de "duas bossas" que apresentam no tejadilho e que correspondem aos aparelhos do ar condicionado.
Teixeira da Silva, AJ
(chefe dos alfas ou "wild texas")


Cabine de condução de uma locomotiva "Siemens", que aguarda vez
para ser reparada!


Frente da locomotiva da série "Alstrohm" com o número 0.382601-1,
também aguardando a sua vez para reparação.

Locomotiva da marca "Bombardier" que veio a reboque, uma vez que
tem pendurado o sinal luminoso de fim de composição.

Ora aí está o motivo  para a reparação da locomotiva "Siemens", referida
na primeira ilustração (foto).

Pormenor do rodado e respetivo feixe de molas da carruagem de 3ª. classe,
com a referência CTF 2262 que integra o comboio histórico.

Outra carruagem que integra o comboio histórico, também de 3ª. classe
e com a referência ACD(T) 484.

O antigo logótipo da nossa empresa ferroviária (CP) - Comboios Portugueses!



Frente, com a cabine de condução, da UTD (unidade tripla diesel) da série
"Camello", com o número atribuído pela CP 060M.

UDD (unidade dupla diesel) da série 0420 que irá ser
substituída pelas "Camello" espanholas, sendo que estas
irão para as Linhas do Alentejo e Algarve por possuirem
ar condicionado; ao invés das atuais composições que circulam
naquelas duas linhas. 

Em primeiro plano as célebres "Camello" alugadas à Renfe espanhola.
Ao lado uma carruagem de primeira classe "sorefame" da série 0600.

A unidade dupla diesel com o número 0458 na linha adstrita às
lubrificações do material rolante.

Vista geral de uma carruagem em madeira que integra o comboio
histórico e cuja velocidade máxima é de...50 Km/h.
Madeira envernizada, sendo dezasseis lugares de 1ª classe
e os restantes de 3ª. classe (tempos passados)! 

Vagão cisterna de rodados simples e que acompanha o comboio
histórico, sendo que vai carregado de água misturada com um
produto retardante, por via dos fogos florestais, uma vez que
a composição é tracionada por uma vaporosa.

Outro tipo de carruagem, também em madeira lisa, que integra a mesma
composição histórica.

Estas locomotivas são imponentes. Frente da "Bombardier" com o
número 1962. A sua força motriz é impressionante...

Cabine de condução com os seus paineis das unidades "Camello" que
pertencem à empresa espanhola Renfe, mas foram alugadas pela CP
para operarem nas linhas do Minho e Douro.

As necessidades fisiológicas não escolhem horários...
WC das tais composições "Camello"!

Velocidade máxima de 120 Km/h. Foto tirada da cabine de
condução para o exterior.

Claro que sendo as composições espanholas as instruções teriam de vir
escritas naquela língua, sendo que os encargos com as eventuais reparações
serão a cargo do proprietário - RENFE.

Quadro elétrico ou eletrónico destas composições!
Estas fotos foram efetuadas com a simpática anuência
de um maquinista já habilitado à sua condução, por ora
só em testes de marcha!

O corredor de uma carruagem, cujos assentos estão tapados com plásticos;
embora alguns já estejam um pouco gastos...
O camarada Luís faz outra foto.
De ponta a ponta estas composições têm nada mais que dezasseis portas
interiores.

Edifício que representa a torre de controle de todo o movimento
ferroviário da Estação.
Arquitetura modernista, estilo "Tomás Taveira..."

Azulejos existentes numa das plataformas destinadas a passageiros.
Bom exemplo de comservação!

Composição da série 0600 que provem do Peso da Régua e não efetua
paragem nesta estação.

Fim de linha...estranho calço que funciona como travão.

Painel de azulejos, sobre temática ferroviária, que se encontra no interior
de um dos salões de reuniões de trabalho!  

Edifício do "COP" (Centro Operacional do Porto). É daqui que é
controlado todo o tráfego ferroviário do Norte até ao
Entroncamento!

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17 de novembro de 2010

Linha ferroviária de Leixões


A linha ferroviária de Leixões é de bitola larga, eletrificada, mas de via única. Quanto ao transporte de passageiros tem início na Estação de Ermesinde, passando por São Gemil (a primeira no concelho de Valongo e a segunda no da Maia), São Mamede de Infesta e termina em Leça do Balio (estas duas no concelho de Matosinhos). Quanto ao transporte de mercadorias ela começa na Estação Ferroviária de Contumil (concelho do Porto) e termina na Estação de Leixões (que serve o porto com o mesmo nome e que igualmente se situa no concelho matosinhense).
Acontece que hoje, domingo de manhã, dia 14, o grupo dos "três carolas": eu (texasselvagem), o "el comandante" (j s trains) e o "filósofo/historiador" (cantinho/comboios), com a anuência de Sua Excelência Reverendíssima (o São Pedro), resolveu fazer o itinerário...mas de veículo.
Começou-se pela Estação Ferroviária de São Mamede de Infesta que se situa na Avenida da Estação, encontrando-se concessionada pela "Refer" ao grupo "motard" local (100...pre a trinta), pelo que se encontra razoavelmente bem conservada, mantendo os seus azulejos que representam paisagens da cidade do Porto ou tarefas agrícolas. Esta estação apenas permite cruzamentos de composições (só nos dias úteis). Como tal assistimos à passagem da UTE (unidade tripla elétrica) 2265 que pertence aos comboios suburbanos do Porto e que popularmente são chamadas por (Lili Caneças) - novas por fora, mas adaptadas de material que havia sido já desativado.
Daqui seguimos para a Estação Ferroviária de Leça do Balio que se encontra completamente encerrada e que possui alguns azulejos que começam a dar provas do abandono a que a mesma está sujeita. Ao contrário da maioria esta estação situa-se na Avenida Engenheiro Ezequiel de Campos e além de permitir cruzamentos, possui mais duas linhas de resguardo.
Por ironia do destino viemos encontrar novamente a mesma "UTE" com que já tínhamos cruzado! Efetivamente deve ser um itinerário desgastante para o maquinista, pelo menos aos domingos, em que a composição andava cheia de...lugares vazios (era o maquinista e o pica).
Desta vez, devido ao tempo e também a afazeres familiares de um dos elementos do grupo, o nosso passeio resumiu-se a isto, não sem antes termos confraternizado com "uns pingos e uns descafeínados, acompanhados de qualquer coisa um pouco mais doce".
Fica a promessa de uma deslocação mais longa para o próximo domingo, permita-nos Deus e o seu ajudante São Pedro, pois que fazer fotografia ferroviária com chuva não será muito viável nem agradável; sendo que, desde que nenhum de nós tenha imprevistos, a reunião far-se-á num qualquer local onde haja material ferroviário.
Teixeira da Silva, AJ
(wild texas, para o grupo)


Azulejo colocado na frontaria virada para a Avenida, vendo-se em fundo
a Ponte Dona Maria Pia (desativada atualmente) e que foi a antiga
travessia ferroviária entre as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia.

Outro azulejo colocado na mesma frontaria e representado
um cena campesina duriense.

Novo azulejo na mesma frontaria onde se vê uma "junta de bois" na
faina de semeadura.

Quilómetro 10 (dez) da Linha de Leixões, a contar da Estação Ferroviária de
Ermesinde.

Está explicado. Sentido para quem vem de Ermesinde para Leça do Balio.

Confirmação feita. Estamos na Estação Ferroviária de São Mamede de Infesta.

Sentido oposto. Agora para quem vai para Ermesinde.

Vista parcial da fachada virada para o cais de embarque.

Vista geral da Estação Ferroviária de São Mamede de Infesta ricamente
decorada com os azulejos agora virados para o cais de embarque.

Vista parcial tirada do cais de embarque e no sentido de Leixões (Leça
do Balio)

Alto lá! Semáforos a funcionar, barreiras a descer e campainha a tocar,
o que vem lá?

...E eis que, sorrateiramente, se aproxima a "UME" que irá parar na estação, só
para aguardar o sinal de marcha, pois não entrou nem saiu qualquer passageiro.

Pronto. Aí está a "Unidade Múltipla Elétrica" com o número 2265
estacionada.


 
Parte frontal, com a cabine de condução, da "UME" e por onde
se pode constatar o número e verificar que este material
não tem batentes de encosto!

Frontaria principal virada para o cais de embarque. Estação bem conservada
devido à concessão efetuada pela "Refer"

Ano da inauguração da estação (1934)

Passagem para a via única, devido ao fim do espaço físico da estação.

Foto tirada em plena via do lado de Leça para São Mamede.

Passagem de nível devidamente automatizada. Podem atravessá-la à
vontade, pois a composição ainda tem que ir a Ermesinde, fazer a sua espera e só
depois é que volta...

O pequeno edifício que foi o depósito das mercadorias e que
se encontra em obras de beneficiação. Aqui chegou a haver
uma linha de resguardo.

Azulejo representado a balaustrada existente na Avenida de Montevideu
na Foz do Douro, Porto.

Azulejo representado um barco rabelo, algures no Rio Douro.
O relógio,  infelizmente, parou no tempo...

"C.F.E."? Caminhos de Ferro do Estado!


Uff! Isto é que foi correr...Chegamos à Estação Ferroviária de Leça do
Balio e a mesma composição com que já havíamos cruzado
anteriormente já lá se encontrava.
Foto tirada sobre um viaduto pedonal que atravessa esta estação.

Com 
Prova efetuada. Edifício da Estação Ferroviária de Leça do Balio.

Caminhos de Ferro do Estado. É lamentável o estado a que se deixa chegar
as estações que não foram objeto de concessão. Vivamos com o
"Estado" que temos!

Ao invés do que é habitual, a estação situa-se na Avenida...Doutor Ezequiel
de Campos. Vê-se parcialmente o viaduto que atravessa a estação e que
é pedonal.

Azulejos representando cenas campestres que se encontram a toda a volta
do edifício, mas que começam a denotar simais evidentes de abandono!

As duas linhas de reserva que servem para os "mercadorias" que por
lá passam em grande número aos dias úteis.

Calço mecânico que serve de travão  para os vagões.

Velocidade máxima permitida neste troço é de 45 Km/h.

Fim de catenária. A linha não pode ser usada por composições
elétricas, depois deste sinal.

Antiga casa que servia de habitação à guarda da passagem de nível.
Ambas estão desativadas, uma vez que a passagem agora é só pedonal.

Esta estação chegou a ter o primeiro prémio no ano de 1945, como
sendo das que tinham os jardins melhores tratados. O azulejo ficou
lá para a posterioridade!

Estes foram os edifícios dos lavabos (retretes)!

Quilómetro 13 da linha de Leixões. Começamos no quilómetro 10 (lembram-se?)

Quadro existente na fachada que representa uma cena de pastorícia.
O abandono começa-se a fazer notar...

Do fim para o princípio...Vista desde a  Estação de Leça do Balio para a de
São Mamede de Infesta.

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